segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Carnaval no Rio entre o Samba e o lixo no pé !

Rio de Janeiro, cidade maravilhosa, cheia e problemas insolúveis. !


O lixo gerado pelos foliões, blocos e escolas de samba é um dos maiores problemas do Carnaval do Rio de Janeiro. Faltam campanhas de conscientização e, sobretudo, mudança de comportamento das pessoas.Nos últimos anos, acompanhando de perto a ascensão da maior e mais esperada festa popular brasileira no Rio de Janeiro, especialmente o Carnaval de rua, constata-se o aumento dos problemas ocasionados pelo evento, principalmente no que se refere à poluição e falta de conscientização da população e das autoridades locais.

No Carnaval de 2011, por exemplo, o Rio lançou uma campanha contra o xixi na rua, que resultou na prisão de 777 foliões, entre homens e mulheres, que urinavam pelas ruas e praças da cidade.As autoridades afirmam que a população precisa se conscientizar e urinar no lugar certo, mas estas mesmas autoridades precisam também aprender a mensurar suas demandas.

Em 2011, havia filas intermináveis nos 13 mil banheiros químicos espalhados pela cidade, com uma média de 375 pessoas para cada banheiro. Em 2012, a organização promete apenas 2 mil banheiros a mais que no ano passado, mas desta vez serão itinerantes, ou seja, vão se movimentar junto com os blocos para facilitar o acesso dos foliões.Além das plumas e paetêsCaminhões recolhem lixo após passagem da Banda de Ipanema na Av. Vieira SoutoDurante o Carnaval, neste ano haverá novamente a campanha contra o xixi na rua, além de outras, como a de prevenção do HIV/AIDS, contra o preconceito e também outra para estimular a doação de sangue. Mas não haverá uma única campanha que incentive a população a não levar para as ruas garrafas de vidro ou qualquer outro objeto que provoque acidente, a evitar desperdícios e a estimular a criatividade de reuso das fantasias de carnavais anteriores.

Nem todos sabem que as escolas de samba reciclam ou reutilizam muitos materiais utilizados nos desfiles de carnavais anteriores, embora façam isso mais por uma questão econômica do que ambiental. Por mais que o foco seja a redução de custos, esse é um exemplo que deve ser difundido através de campanhas, pois em longo prazo pode despertar na população o interesse por assuntos referentes à sustentabilidade e ao consumo consciente.A prefeitura não esconde que deseja frear o crescimento do Carnaval carioca, mas os organizadores deveriam perceber que os problemas encontrados na organização desse evento servem como um preparo para eventos maiores que estão por vir, como a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

Está na hora do Rio de Janeiro se preocupar com outras coisas além das plumas e paetês.

(Bruno Rezende é autor do Blog Coluna Zero, vencedor do Prêmio Tópico Especial Mudanças Climáticas, no concurso internacional de blogs da Deutsche Welle The BOBs, em 2010.Autor: Bruno RezendeRevisão: Carlos Albuquerque - Colhido do sítio eletronico Associação Brasil Alemanha )

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