sábado, 16 de junho de 2012

Pelo Brasil fazemos coisas grandiosas ! ( São Paulo )


São Paulo vai completar o Rodoanel. –

O Estado de São Paulo foi autorizado pelo Senado Federal, com o aval do Ministério da Fazenda, a contrair empréstimo vultoso, de 1,5 bilhões de dollares para completar o Rodoanel Mário Covas, uma obra viária, com 8 faixas de rolamentos que circunda a região metropolitana da Capital paulista.
Obra de grande importância para aliviar o trânsito de veículos que atravessam a região metropolitana sem ter interesse em chegar na Capital. Caminhões principalmente que do interior seguem para o litoral e outros veículos deixarão de congestionar ainda mais o transito de 6 milhões de veículos diários que circulam na Capital.
O importante da notícia é no sentido de revelar mais uma vez que São Paulo investe e avança às próprias expensas, sem mendigar recursos federais, para concretizar suas obras, que, aliás, são gigantescas e exemplares.
São Paulo pega o dinheiro no Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID e terá que pagar. Não é a fundo perdido. Não é doação. A União apenas autoriza e avaliza. Mas como sempre, o Estado paga. Cumpre as obrigações que assume.
Enquanto isso, a BR 116, rodovia federal que cruza o Estado no sentido de São Paulo à Curitiba, no seu trecho sul, privatizada, com um movimento que gira em torno de 30 mil veículos diários, ainda não foi duplicada. Sem comentários: mortes, prejuízos, viagens demoradas, congestionamentos gigantescos, tragédias há mais de trinta anos convivem na rodovia da morte.
No mesmo sentido, todas as rodovias federais que cruzam o Estado de São Paulo, continuam sem investimentos e muito aquém das necessidades. Um exemplo é a BR 153, a rodovia que no território paulista tem trechos privatizados, onde o usuário paga pedágios e mesmo com elevado movimento, não é duplicada. Rodovia com péssima qualidade e bem inferior as congêneres estaduais.
A via Dutra, outrora designada BR 2, que parte do Rio de Janeiro, a segunda metrópole brasileira e chega a São Paulo, também federal, é privatizada e no trecho paulista, não suporta mais o excesso de veículos que dela se valem, mesmo com as estaduais que correm paralelas, bem mais modernas, como são a Rodovia Airton Sena e a Rodovia Carvalho Pinto, diminuindo um tanto desse movimento.
A aludida rodovia por unir as duas principais cidades do país deveria ser a estrada modelo, porém é um velho caminho pavimentado, defasado e inseguro, que atravessa diversas regiões urbanizadas, bem industrializadas que, dado o excesso de veículos, provoca congestionamentos diários e acidentes freqüentes.
A par dessa grandiosa obra que é o Rodoanel Governador Mário Covas que o povo paulista irá concluir as próprias expensas, insta anotar que o túnel entre a ilha de Santo Amaro e a ilha de São Vicente, unindo o município de Santos ao de Guarujá, já é uma realidade, pois os projetos já estão sendo submetidos as aprovações diversas: Ministério da Defesa, em razão da base aérea e do porto; órgãos ambientais e demais repartições federais que, anote-se, faz com que a celeridade pretendida para inicio das obras perca o ritmo paulista de ação.
Interessante lembrar que a obra une duas cidades do litoral paulista,  trata-se de mais um investimento estadual, mesmo sendo de grande vulto, atravessando região altamente povoada e o canal marítimo do estuário santista, enquanto que a Ponte Gal. Costa e Silva, que une Rio de Janeiro a Niterói, foi erguida com recursos federais e hoje é mantida por empresa privatizada que a explora.
São Paulo não depende, não chora, não reclama. São Paulo faz. Não mendiga recursos federais. Trabalha e executa obras desde os tempos em que era uma Capitania isolada, esquecida, parcamente povoada por poucos homens duros e fortes. Desde os tempos da Província que sem ajuda do Império, valia-se de seus próprios recursos para se manter.
Enfim: Non Duco, Ducor.! O povo paulista  não é conduzido, conduz!
Roberto J. Pugliese

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