sábado, 21 de julho de 2012

AVANTE SÃO PAULO, reaja !


Angustia de uma cidade oprimida.




A principal e mais rica cidade do país se encontra estrangulada pelo seu progresso, pois as condições para sua expansão se tornaram tormentosas e dificultadas pelos custos elevados e o número excessivo de seus habitantes e outros que por ela circulam diariamente.



São milhões de imigrantes vindos de todos os cantos do país e do mundo tentar a sorte, sendo grande parte, constituída por pessoas sem destino, sem condições mínimas de sobrevivência, e principalmente, desqualificadas para enfrentar uma profissão numa sociedade competitiva na qual a população é bastante exigente.



Nela está o desenvolvimento e o progresso, de modo que atrai pessoas curiosas por conhecê-la oriundos de todos os cantos do mundo e, também aventureiros querendo ganhar a vida, imaginando que nela se estabelecendo, a riqueza poderá chegar rápido e fácil, revelando-se o grande engano.



Assim a cidade com seus quase 12 milhões de habitantes, no centro da região metropolitana que já alcança 22 milhões e do Estado que acolhe 42 milhões de pessoas, ao invés de crescer, vai inchando, com o aumento gradual e desproporcional dos problemas decorrentes da população que não estanca e que absorve gente despreparada que nada acrescenta, apenas valendo-se da incógnita para tentar aproveitar-se da boa estada.



E o disparate decorre da desproporcionalidade legal referente aos tributos que são impostos ao seu povo e que restam aplicados na própria cidade. O sistema tributário injusto leva para lugares distantes o fruto tributário decorrente da péssima qualidade de vida de um povo laborioso e organizado, que recebe e sabe acolher carinhosamente todos que ali se estabelecem.



Assim, a cidade sem recursos suficiente para trazer a qualidade mínima para os que nela habitam, deixa de ter toda a infra estrutura suficientemente distribuída ao seu povo.



Não há potabilidade de suas águas, já escassas, para todos. Os mananciais não são mais suficientes para abastecer a região. Não há tratamento de águas servidas e esgotos para todos. Não há escolas públicas qualificadas para todos. Faltam policiais. Os servidores públicos de todas as esferas e poderes não são bastante. A saúde pública presta péssimo serviço à população generalizada. As habitações populares não são erguidas em número bastante para atender a demanda. Faltam parques, jardins e áreas públicas para o lazer. As poucas existentes são mal tratadas e mesmo esquecidas.



Diante desse quadro, singelamente descrito, ali estão as melhores escolas dedicadas ao ensino primário, médio e superior conforme dados oficiais. Os melhores centros de pesquisas científicos estão instalados lá. Os principais hospitais, centros de saúde e de pesquisa humana igualmente estão ali e atraem pessoas do mundo inteiro para tratamentos especializados.



Verdadeiro paradoxo complexo que o povo convive diariamente.



Também na cidade sofrida se encontra a maior frota de taxi e carros de aluguéis do mundo, a 2ª frota de helicópteros em atividade e são  7 milhões de veículos ali registrados, acrescidos de mais de um milhão de outros que chegam e saem diariamente da cidade ou por ela cruzam com destinos variados.



Enfim, São Paulo e o povo paulista, sofrem por ser tudo isso e estar situada num pais pobre, injusto, centralizador em que dispõe de sistema tributário, que burocrático, deixa apenas 10% de tudo que por lá arrecada. E lá, é o município que mais arrecada no país.



Assim, o sistema hidroviário, com as represas que cercam a cidade, o rio Pinheiros e o rio Tiete, até hoje continuam poluídos e não são navegáveis, de forma a valorizar o turismo e a mobilidade de sua população.



E por essas e por outras a cidade é apontada como sendo uma megalópoles com péssima qualidade de vida, com transito de veículos diariamente congestionado e traumático.



Enfim, chegou o momento das autoridades constituídas levantarem a voz em defesa da cidade. Afinal, trata-se de uma cidade cujo povo conduz e não é conduzido e por isso mesmo, é vanguarda e não pode se submeter ao estado de situação que se testemunha.



Avante S. Paulo. Reaja !



Roberto J. Pugliese

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