segunda-feira, 2 de julho de 2012

Semana MMDC ! 9 de julho.


9 de Julho sempre !

Vestidas de macacões as mulheres foram para as fábricas. Adolescentes  correram para se alistarem. Almofadinhas do largo de São Francisco trocaram seus ternos pelas botas e uniformes caquis da gloriosa Força Pública. Jóias de família, anéis, brincos e baixelas foram doadas para patrocinar o movimento.  Todos  se mobilizaram para o enfrentamento.
Trezentos mil voluntários, com a mesma coragem dos bandeirantes de outrora, se apresentaram para a luta. Indiferentes às dificuldades, ao som de Paris Belfort, dos  discursos de Ibraim Nobre e outros tribunos,  trinta e cinco mil paulistas, foram às frentes de batalhas.
Com seus pitorescos capacetes, as fronteiras do Estado foram cercadas  pelos entusiastas soldados, que visualizavam a pátria livre do ditador, sem dar importância as privações inerentes à guerra.
Se quer se preparam para o combate. Valia a força de vontade. Era a pressa para a libertação do jugo injusto e arbitrário.
Cunha, Campinas, Franca, Itararé, Pindamonhangaba, o Estado pouco a pouco foi sendo sitiado. Santos e seu movimentado porto, bombardeado, não recebeu as armas compradas no exterior. Não havia víveres suficientes para as tropas e trabalhando dia e noite sem descanso a criativa indústria não supria as necessidades que a Revolução Constitucionalista exigia.
O governo federal mobilizara cem mil soldados. A luta era desigual. Os poucos mais de cinco milhões de habitantes do Estado viviam um único sentimento: Vencer o caudilho Getúlio.
A Revolução revelou no curto período de seus combates sangrentos a disposição do povo, que largando seus afazeres, foi às trincheiras e se submeteu as agruras próprias das batalhas. Mostrou que igual ao aço, o paulista pode quebrar, mas não se curva.
E a liderança se fez sentir. Perdeu nas armas porem venceu impondo a legalidade. Não se permite esquecer o maior evento épico brasileiro. Tão pouco os heróis anônimos que tombaram pela liberdade.
Ainda que passados 80 anos daquele 9 de julho a epopéia paulista está viva.  Não será esquecida. Não morrerá nunca. Enfim: “és paulista? Ah ! Então tu me compreendes! Trazes, como eu, o luto na tua alma e lâminas de fel no coração”, como conclama o poema.

Roberto J. Pugliese

( Paulistano que se orgulha de ser paulista !)

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