terça-feira, 9 de outubro de 2012

Profissão poeta -

O POETA E A ATENDENTE

Ontem, meu amigo Mário Bortolotto, que é dramaturgo, ator, escritor, poeta, sonoplasta, publicou um texto no Facebook sobre a fatídica pergunta com a qual nós mortais sempre nos deparamos quando vamos abrir uma conta no banco, na locadora ou, sei lá, na funerária: “qual a sua profissão?”
Só pra ver onde ia parar a conversa, uma vez respondi: “Poeta”.
Seguiu-se o seguinte diálogo:
A atendente: Ah, e além de poesia o que o senhor faz?
Eu: Nada.
A atendente: Nada?
Eu: Nada.
A atendente: Mas todo mundo faz alguma coisa
Eu: Eu não faço nada.
A atendente: Ah.
Eu: (silêncio).
A atendente: E como o senhor vive?
Eu: Respirando. Não paro um segundo de respirar.
 
Roberto J. Pugliese
 
( Colaboração de Vitor Hugo Noroefé – colhida do blog Espelunca de Admir Assunção )

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