domingo, 14 de julho de 2013

Clima de horror: PM e a pistolagem andam juntas em Rondonia.


PISTOLAGEM: PM é responsável.

 

Desde o dia 4 de julho de 2013 policiais de Seringueiras e de São Miguel do Guaporé comandados pelo Tenente Lúcio e pelo Major Crispin estão sem ordem judicial dentro da fazenda Riacho Doce fazendo segurança particular para o latifundiário Artemiro Kraus.

 

A área em questão é uma área da União que a Justiça Federal de Rondônia já destinou para um projeto de assentamento e o latifundiário Artemiro Kraus, com a cumplicidade de autoridades da região, do INCRA de Rondônia e da Ouvidoria Agrária Nacional está grilando para regulariza-la via o programa Terra Legal.

 

Três dos policiais que atiraram nas famílias no dia 04-07-2013 foram identificados

 

Os camponeses que estavam acampados desde 2007 cansaram de esperar pelas promessas do INCRA e em dezembro de 2012 reocuparam a área, o que forçou a Justiça Federal a tomar a seguinte decisão: dos 6 lotes que compõem a fazenda Riacho Doce, 2 lotes seriam destinados para reforma agrária. Passado mais de 2 meses e nada foi feito pelo INCRA mesmo tendo a Justiça Federal dando-lhe o prazo de 60 dias para assentar os camponeses na área. Diante da morosidade e do descaso do INCRA os camponeses decidiram novamente reocupar a área.

 

Segundo denúncia recente de um servidor do próprio INCRA agentes deste órgão em Rondônia receberam 150 mil reais de Artemiro para que a decisão judicial não fosse cumprida e os camponeses não fossem assentados na referida área. Em uma visita no acampamento, a atitude do superintendente do INCRA foi muito suspeita, pois chegou a dizer que o INCRA não poderia cortar a área para assentar os camponeses porque não tem dinheiro sequer para pagar o topógrafo e informou ter pedido mais prazo na Justiça Federal para assentar os camponeses.

 

O Expresso Vida reproduz a nota recebida da RENAP e assevera que em sendo verdade, a história se repete. São apenas 500 anos de colonização e exploração do grande capital sobre o pequeno.
 

Lamentável.

 

Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br
presidente da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos –OAB-Sc

( Fonte – RENAP )

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