sábado, 22 de fevereiro de 2014

Violencia e ausencia jurídica.


Violencia em Fortaleza.

A delegada Socorro Portela, titular do 2º Distrito Policial (Meireles), afirmou ao O POVO Online que aguarda resultados dos exames do Instituto Médico Legal (IML) para indiciar os seguranças do shopping Center Um por agressão a um adolescente. 

 

Tudo se deu recentemente, em Janeiro último, e revoltou aos funcionários e frequentadores do shopping localizado entre a avenida Santos Dumont e a rua Desembargador Leite Albuquerque, na Aldeota, em Fortaleza.

 

Conforme testemunhas relataram ao O POVO Online, três seguranças do shopping pediram ao adolescente que ele saísse do local onde costumava vender milho, ao lado da parada de ônibus que fica na avenida Santos Dumont, em frente ao shopping. Como ele não saiu, foi imobilizado com uma ''gravata'' pelos seguranças, que o levaram para um estacionamento próximo, onde o teriam agredido. As agressões teriam parado depois que uma viatura do Ronda do Quarteirão chegou ao local.

 

A administração do shopping informou ao O POVO Online ter recebido reclamações de clientes de que o rapaz atrapalhava a passagem na calçada com o carrinho de milho, que por conter água quente oferecia riscos a quem passava no trecho. Seguranças pediram que ele deixasse o local, mas diante de negativa, e ameaça por parte dele de atingir uma funcionária do shopping com uma barra de ferro, usaram de força para retirá-lo, sem no entanto, agredi-lo.

 

Independente do mérito, ou seja se o garoto atrapalhava e tentou agredir ou não, o fato é que fica mais uma vez caracterizado, que o país vai, desde há muitos anos de mal a pior.

 

Primeiro que vendedor ambulante numa sociedade organizada tem pontos para permanecer e existem fiscais para observar o comando das normas urbanísticas. Ademais, se a sociedade é realmente organizada, há de existir pontos que os trabalhadores que tenham seu pequenos negócios possam permanecer com segurança e sem oferecer algum risco para a própria sociedade.

 

Ocorre que, por ser uma sociedade desorganizada, com acertos e concentração de poder e renda, o Poder Público não oferece o mínimo de garantia para a própria sociedade e assim para os trabalhadores, resultando numa constante contenda, tendo de um lado o capital, cada vez mais concentrado e de outro o trabalho, desvalorizado. Como resultado, a cidade fica insegura, feia e bagunçada.

 

O Brasil tem que mudar muito.

Roberto J. Pugliese


Presidente da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos –OAB-Sc

Sócio do Instituto dos Advogados  de Santa Catarina

 

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( Fonte, O Povo on line ) – Colaboração Vitor Hugo Noroefé

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