terça-feira, 6 de maio de 2014

Banana e racismo. ( !!! )


O racismo e a banana.

 

O Expresso Vida publica o poema de Tião Erculino repudiando a banana como símbolo de racismo.

 

“ Banana


Banana é igual gente,

ela é fruto da natureza, plantada, regada, crescida,
cuidada e produzida.

Depois de granada ela pode ser: a da terra, a oura, a
 prata, a nanica, a naniquinha, a marmelo, a maçã, a São Paulo, a São Tomé,
 entre tantas outras espécies.
Infelizmente, foi com a banana que um endinheirado do esporte mostrou sua
 indignação contra as manifestações de racismo.

Esta banana que alimenta os
 macacos (as), alimenta também os pássaros, alimenta os porcos, alimenta as
galinhas, os cachorros, etc, e alimenta os humanos.
 Não é possível cravar e estigmatizar neste alimento milenar, necessário para
dar a nosso corpo a energia, a vitamina que precisamos um caráter tão
 negativo e repugnante.
O racismo deve ser rechaçado não com banana, não com a simbologia do macaco
como se este animal fosse algo perverso, desprezível e arrasador. O racismo
deve ser bandeira de luta daqueles que não aceitam o dinheiro a qualquer
custo, para bani-lo do meio social, familiar, comunitário, esportivo,
 trabalhista e classial.
Eu não sou macaco, até porque o macaco é melhor que eu, ele não é racista,
enquanto eu tenho que lutar para não ser,

 ele não é mercenário, enquanto eu
tenho que lutar para não ser,

ele não é parcial enquanto eu tenho que lutar
para não ser.

O macaco é da natureza, como a banana é da natureza, enquanto
 eu e todos os outros humanos temos que lutar para ser da natureza.
 O combate ao racismo deve ser combatido com energia e veracidade, sem banana
e sem macacos nesta história, pois, neste debate de racismo não cabe nada
 sagrado como símbolo desta desgraça: alias, racismo, machismo, homofobismo,
arginalismo, elitismo, e tantos outros ismos devem ser rechaçados e
enfrentados com atitudes, sempre lutando para não deixar ser um desses
 ismos.
Tião Erculino”

 

O Expresso Vida aplaude a iniciativa do autor, se solidariza e deixa patente que igual a ele, também repudia esse monte de ismos.   
 
Roberto J. Pugliese
Autor de Direito das Coisas, Leud, 2005.

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