segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Cananéia: Quilombo do Mandira reconhecido.


MANDIRA É RECONHECIDO COMO QUILOMBO.

 
O Diário Oficial da União publicou no último dia 8 de outubre o reconhecimento de 1.200 hectares como remanescente do Quilombo Mandira, beneficiando cerca de 24 famílias descendentes dos antigos escravos da região.  
Conforme estudos antropológicos analisados pelo Incra/SP, ancestrais dos quilombolas ocuparam a área pelo menos desde 1868. Na segunda metade do século XIX, o patriarca da família Francisco Mandira recebeu o “Sítio Mandira” a título de doação. Francisco teria sido fruto da relação entre o senhor de escravos Antônio Florêncio de Andrade - homem de posses e designificativa influência política na Vila de Cananéia – e uma de suas escravas. Esse sítio foi dividido entre seus dois filhos e a área do Quilombo de Mandira corresponde aproximadamente às terras que foram repassadas a um deles.
 
 
 
 
A área é sobreposta a unidade de conservação e parcialmente dentro do Parque Estadual da Serra do Mar, assim também, abrange área de Reserva Extrativista do Mandira, constituída por mangues. Está situada na parte continental do município de Cananéia, no litoral sul do Estado de São Paulo. 
A extração de ostras, caranguejos, pesca e turismo é a base da economia dos mandiranos, como são conhecidos esses descendentes de quilombolas. 
 
 
 
Os mandiranos agora terão mais segurança e poderão trabalhar e investir na área que agora lhes pertence, diz Francisco Coutinho Mandira, que é o vice presidente da Associação Comunitária Remanescente de Quilombo do Mandira.

 

Roberto J. Pugliese
Consultor da Comissão de Direito Notarial e Registrária do Conselho Federal da OAB
Cidadão Cananeense

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