sábado, 13 de junho de 2020

BRASIL AMPUTADO ! Perdemos o território.


PIEDADE ! Alcântara não é mais Brasil.


Alcantara tem no ar o perfume da história da brasilidade. É toda charmosa ainda que militarizada e parada no tempo.

Erguida no alto do platô exposto na costa norte da Baia de São Marcos, tendo no horizonte fundo à visão da igualmente histórica São Luiz, a cidade de Alcântara, homenageia sua Alteza Imperial Don Pedro II, que por lá permaneceu algumas noites, numa de suas viagens à capital da então província do Maranhão. 

Ponto turístico obrigatório, o centro histórico abriga sobrados do século XVIII, algumas ruínas e construções erguidas ao longo do tempo, amareladas pelo vento morno e intermitente que salga suas paredes, provocando a preguiça que envolve seus poucos habitantes, acostumados a ver o tempo passar mais preocupados com o vôo das gaivotas ou com o resultado das pescarias dos que se aventuram enfrentando a vastidão Atlântica.  

Sítio que embriaga pela beleza plástica provocando sonolência preguiçosa àqueles que sob o calor dos trópicos perambalam pelas tortuosas vielas, íngremes, mal calçadas, que ascendem do pequeno porto. 

O acesso difícil, motivou no passado, fossem erguidos no vasto território alhures, quase uma centena de quilombos, que sobrevivem ainda, mantendo sua cultura e costumes herdados dos escravos de outrora.  O Guará é o dinheiro dos quilombolas que circula pelo comercio local, revelando a sutileza singular dos habitantes de Alcântara. 

Há menos de quinze anos esse editor esteve passeando por lá. Encantador o lugar.

Há mais de trinta anos nos confins do município, isolada por razões óbvias, foi erguida a base aeroespacial brasileira, então, tutelada pela Força Aérea, até ser entregue através de cessão aos Estados Unidos da América, o que ocorreu no final de 2019. 

Centro de lançamentos de naves, foguetes, satélites propicia dada a posição estratégica na zona tórrida do planeta, lançamentos baratos que se valem da força propulsora natural do giro da Terra provocando, interesse de outros países, que há anos alugam aquelas instalações para seus experimentos científicos espaciais.  




Durante o período que a base permaneceu sob a soberania brasileira foram celebrados inúmeros acordos internacionais propiciando estudos espaciais e lançamento de naves brasileiras e estrangeiras que, valendo-se da posição estratégica alugaram a base para lançamento de seus foguetes. O Brasil ganhou experiência, saber e dinheiro.

Com a ascensão ao governo federal pelo grupo liderado pela atual presidente da república se tornou motivo de muita preocupação, posto que pela cobiça internacional, o acordo desejado pelos norte americanos poderia ser novamente proposto e aprovado pelo Congresso. E foi o que aconteceu:  A base aérea e arredores, se tornou palco de acordo aprovado pelo Congresso que implica na cessão do território, para os EEUU, suspendendo-se pelo termo de vigência, a soberania brasileira. Um Guantánamo tupiniquim no território nacional. 









Loucura entreguista que revela o desprezo pelo Brasil. Alcântara não é mais território brasileiro.Perdemos o território. O solo. A inversão de conhecimento científico e principalmente a melhor base de lançamento de foguetes da atualidade.

Não existe base melhor que Alcantara no planeta. Nem igual.

Insta lembrar que em 1945 após o término da guerra mundial que o Brasil participou, enviando tropas para a Europa, o governo americano pretendia assumir o território das bases que construíra na América Latina. Entre outras no Panamá, na Colombia, no Equador e diversas no Brasil. O governo brasileiro não permitiu e nenhuma base militar foi transferida para o Império do norte. Agora, sem qualquer razão, a principal base de lançamento de naves espaciais do mundo, é cedida e abdicada a soberania... 

Que vergonha. De um lado, o acordo assinado pelo presidente da república e de outro, o pior, a aprovação pelo Congresso Nacional e o silêncio das forças armadas, que no mínimo deveriam sim, orientar a ambos a não ceder parte do território brasileiro para outra potência estrangeira.

Perdemos o território. O Brasil foi amputado. E as forças populares, os representantes patriotas e nacionalistas se calam...

E o pior é que representa um perigo incomensurável para a segurança nacional.É um grande perigo: De lá, poderão ser lançados foguetes bélicos contra outros povos, inclusive amigos... De lá, poderão ser postos em órbita satélites espiões com custos bem baratos... De lá, os habitantes dos seus arredores, perdem a cidadania, empregos e assistência social. De lá, fica mais perto atingir Brasília, o centro político ou São Paulo o centro econômico...

E os pobres quilombolas, com suas vilas e aglomerados espalhados há mais de séculos no município e adjacências serão despejados. Faz parte do convenio... Miséria pouca é bobagem já dizia a vovó nos tempos que o Brasil era Brasil e não brazil...

Enfim, só essa atitude é o suficiente para levar para a Corte Marcial todos os traidores da pátria: Governo e Congresso Nacional. Ministério Público Federal e todos os lesas pátrias que participaram dessa outorga.

E a vergonha maior: Assim como os militares da Marinha do Brasil se calaram com o desmanche do Porta Aviões São Paulo, que está sendo preparado para ir para o ferro velho, os militares da Aeronáutica, responsáveis pela base, também estão quietos, acovardados com a prepotencia de quem está destruindo o país.

Perdemos assim a confiança às Forças Armadas como grande sustentáculo para a defesa do país e seu povo.

Socorro.Perdemos.

Roberto J. Pugliese
editor
secretário adjunto da Comissão de Direito Notarial do Conselho Federal da OAB

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