quarta-feira, 18 de julho de 2018

Ariri: Conheça o extremo sul paulista.

 

ARIRI, distrito do município da Estancia Balneária de Cananéia, Estado de São Paulo. 

 
O Expresso Vida irá navegar pelos canais que circundam o litoral extremo sul, junto a divisa do Estado do Paraná, mostrando aos seus leitores a sede da vila Ariri, um bairro distante 60 km. do centro do município, bem exótico e bonito.
 
Nessa reportagem, elaborada pela Revista Cananéia em Foco, as imediações do distrito também serão exibidas.
 
Vale bem navegar pelo Expresso Vida e quando possível, pessoalmente, ir conhecer essa maravilha escondida entre os limites de São Paulo e Paraná. 
 
 
 
 
Roberto J. Pugliese
editor
autor de Terrenos de Marinha e Seus Acrescidos, Letras Jurídicas.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Fim do Brasil !

Desmonte nacional !

 
Assim como os cidadãos de bem que zelam pelo patrimônio nacional e dignidade da sociedade brasileira, o Expresso Vida está bastante preocupado com o avanço das ações liquidatárias do patrimônio e da soberania brasileira. Está profundamente atento e preocupado com o desmonte nacional.
 
Continuando essa volúpia destrutiva organizada pelo Executivo e homologada pelo Congresso Nacional, em pouco tempo, muito pouco, não seremos mais um Estado Nacional Soberano.
Nesse final de governo observa-se sem muito esforço que o país tem um governo que está liquidando através de alienações espúrias todos os ativos estratégicos e inerentes à segurança do país.
E o pior: As elites se calam. Fingem que não vêem. Não
se movimentam e deixam acontecer.
Enfim, sem delongas para que não cansem, o Expresso Vida conclama seus leitores para que se unam e mais que simplesmente denunciar o que está visto e sabido, ultimem atitude concreta e rápida para impedir o pior. 
Medidas urgentes e enérgicas devem ser tomadas imediatamente. Depois será tarde, talvez tarde de mais.
 
 Roberto J. Pugliese
Editor
www.puglieseadvogados.com.br
presidente da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos - OAB.SC

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Contrato no sítio


(Memória nº 125.)
Contrato no sítio da Estrada do Ariri.

 
 
Há tempos bem distantes Lourenço recorda-se que certa vez foi a um sítio, no pé da serra, próximo à Itapitangui, bairro continental de Cananéia e com sua máquina de escrever elaborou  contrato de cessão de posse.  Uma Olivetti que pertencera a seu pai e que o acompanha até hoje, ainda que tenha mais de 50 anos de uso.
 
Um casal de caiçaras vendia para um comerciante de Cananéia o sítio, situado num aprazível recanto, bastante convidativo. Um japonês que posteriormente empreendeu um hotel no centro da cidade era o adquirente.
 
Passado alguns anos, um vigarista entrou com ação de reintegração de posse contra o comerciante, alegando ser o proprietário do imóvel, juntando como prova uma escritura lavrada em Araçatuba, com os cedentes representados por procuração lavrada em Poços de Caldas e residentes em Campinas... Uma trama muito mal organizada que, após alguns anos de conflito, terminou com Lourenço obtendo sentença favorável, confirmada pelo Tribunal de Justiça, ao velho cliente e amigo.
 
Recentemente os herdeiros do comerciante, já falecido, venderam o imóvel para um casal de estrangeiros que ergueram uma pousada e restaurante. O local, como já dito é bonito e acolhedor, com paisagem bastante convidativa, mormente para quem procura contato próximo à natureza.
 
 

 
Enfim, são inúmeras as recordações de Lourenço advindas de suas andanças pelo litoral paulista, em especial na região do Vale do Ribeira e Lagamar, onde ainda hoje frequenta e milita profissionalmente.

 

Roberto J. Pugliese
www.puglieseadvogados.com.br
Cidadão Cananeense
Vereador à Câmara de Cananéia, 1983.
Procurador Jurídico da Câmara de Vereadores de Itanhaém. 1985
Procurador Jurídico da Câmara de Vereadores de Guruipi.1991

Prisões em Cananeia

Operação Caravela  do Gaeco cumpre  mandados de prisão em Cananéia.

 

Suspeitos de fraldarem a prefeitura municipal, com abastecimento de veículos particulares com o dinheiro público, após investigação que já dura 8 meses, foi determinada a prisão temporária do ex prefeito Bimbo, tio do atual prefeito Gabriel Rosa e outros envolvidos. São quatro vereadores,  inclusive o ex presidente da Camara Municipal, e funcionários públicos do alto escalão municipal. Também o proprietário de um posto de gasolina e uma funcionária também foram presos. Na ocasião foi decretada a prisão em flagrante por porte ilegal de armas de Marcelo Bimbo de Oliveira ROsa o ex prefeito.

O prazo legal já se extinguiu e alguns dos presidiários foram soltos. Outros, por circunstancias outras permanecerão presos.

Na operação foram recolhidos e apreendidos computadores dos suspeitos, cujos processos estão em andamento na Comarca de Cananéia sob segredo de justiça.

Crime de colarinho branco praticado por político deve ser rigorosamente punido.

Roberto J. Pugliese
www.puglieseadvocacia.com.br
Cidadão Honorário de Cananéia  ( Decreto Legislativo nº 01- 2015 )
 

sábado, 7 de julho de 2018

Dr. Sérgio Sérvulo da Cunha brinda o Expresso Vida com texto reflexivo

 
O professor Sérgio Sérvulo da Cunha, ilustre advogado bem sucedido, filho santista que durante toda a sua vida tem defendido princípios libertários e humanos, deixa para os leitores do Expresso Vida texto que publicou no seu sítio eletrônico e no Jornal A Tribuna, de Santos.
Vale a pena a leitura.
 
 
" Memórias 

Theo, meu neto de quinze anos que mora em São Paulo, como tarefa escolar fez comigo uma entrevista, sobre as minhas memórias.

Quando apareceu com um gravador, e começou a fazer as perguntas que tinha preparado, vi que a entrevista seria sobre minhas memórias pessoais da ditadura.

Ele queria detalhes da passeata que os estudantes santistas, capitaneados pela AUBS de João Moreira Sampaio Neto, fizeram no dia 5 de julho de 1968, da qual participaram Esmeraldo Tarquínio, Osvaldo Justo, Gastone Righi, Francisco Prado de Oliveira Ribeiro, Nelson Antunes Mattos. Queria saber o que aconteceu quando fui obrigado a fugir, poucos dias depois. Sobre o dia em que fui preso, e como fui preso. E sobre a detenção, no DOI-CODI, no Ibirapuera, de minha irmã, que era estudante universitária e tinha um colega filiado a organização da resistência armada. Por último, queria saber sobre os reflexos da ditadura na vida pessoal e familiar, e se alguma vez eu pensara em deixar o Brasil.

Porque, então, energúmenos gostavam de colar no vidro dos automóveis: “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Conhecidos meus,  entrevistos de longe, atravessavam a rua para não cruzar comigo. Eles iam salvar o Brasil da corrupção, e ainda não sabiam que anos depois, no governo Figueiredo, apoiariam Paulo Maluf para presidente. Meu amigo Sérgio Paolozzi gosta de dizer: o homem se acostuma facilmente com a servidão, mas dificilmente com a liberdade.

A entrevista foi curta, meia hora. Tratamos, como se vê, do que está no nível das coisas comuns, superficiais, sem adentrar o plano das confidências, das intimidades, ou do que fica dentro da alma.

Mas doeu como um nervo exposto. Não desconfiei de que, ao seu fim, estaria tão exausto.
Às vezes, na vida, para sobreviver, outras vezes por dignidade, as pessoas  precisam aparentar uma coragem que não têm. E só mais tarde ganham consciência do que experimentaram, quando as lembranças trazem à tona o sofrimento reprimido.

Eu era um jovem advogado e professor universitário. Estava iniciando minha vida profissional, e era filiado ao MDB, o partido da oposição consentida ao governo ditatorial. Só durante o serviço militar tinha visto um revólver.

Mas foi com dois deles, um de cada lado da barriga, que me levaram num jipe, para destino incerto.

Era 13, sexta feira. Um dia que acordara cheio de presságios. Comentávamos a situação, em mesa de bar, e quando deu meia noite alguém disse: pronto, o dia acabou e não aconteceu nada. Mas Roberto Inácio, que era presidente do Centro Acadêmico Frei Gaspar, da Faculdade de Jornalismo, ponderou sabiamente: pode ser que tenha acontecido, e ainda não saibamos.

De madrugada, acordei com pancadas na porta. Olhei da varanda, e a rua estava verde oliva, coalhada de viaturas militares. Disseram que o coronel fulano queria falar comigo. Arrombaram, com um pé de cabra, a porta de casa. Vasculharam os cômodos, acordaram meus cinco filhos pequenos, circularam entre eles com metralhadoras. Nenhuma janela, na vizinhança, se entreabriu.

Fui trancafiado com outros numa cela grande, no quartel do 2º BCCL, em São Vicente, interrogado. Queriam saber se eu era comunista, se conhecia a letra do hino nacional. Mas o coronel, que tanto queria falar comigo, sequer apareceu. Dois dias depois fui solto, sem um pedido de desculpas. Deviam ao menos ter-me dado uma carona de volta a Santos, pago o conserto da minha porta. A educação, realmente, não é a maior virtude dos militares. Mas se até hoje não pediram desculpas à nação, como pediriam a este pobre marquês?

Outros sofreram mais, bem mais.

Com pessoas idosas acontece isso. Se emocionam facilmente, e suas memórias, às vezes, se vestem de lágrimas. "
A cidade de Santos, no litoral paulista, tem brindado o povo brasileiro com personagens ilustres ao longo da história. O Expresso Vida se orgulha da intimidade que celebra com o professor Sérgio Sérvulo da Cunha há boa data. Viva Santos, Viva São Paulo, Viva o Brasil !

ROberto J. Pugliese
www.puglieseadvocacia.com.br
Autor de Direito das Coisas, Leud, 2005.
Presidente da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos da OAB-Sc
 

Feriado especial: 9 de Julho

 O povo paulista comemora 9 de Julho.

9 de Julho sempre !

São Paulo foi para guerra em defesa da democracia. Ninguém se curvou.
Vestidas de macacões as mulheres foram para as fábricas.
Adolescentes  correram para se alistarem.
Almofadinhas do largo de São Francisco trocaram seus ternos pelas botas e uniformes caquis da gloriosa Força Pública.
Jóias de família, anéis, brincos e baixelas foram doadas para patrocinar o movimento. 
 Todos  se mobilizaram para o enfrentamento.
 
 
 
Trezentos mil voluntários, com a mesma coragem dos bandeirantes de outrora, se apresentaram para a luta.
Indiferentes às dificuldades, ao som de Paris Belfort, dos  discursos de Ibraim Nobre e outros tribunos,  trinta e cinco mil paulistas, foram às frentes de batalhas.
 
Trinta e cinco mil foram enfrentar a ditadura.
Não importa se a ditadura é de esquerda ou de direita, se é liberal ou socialista, se é civil ou militar, pois ditadura é ditadura e não serve para a sociedade. E por não servir à sociedade, não servia à sociedade paulista, à sociedade brasileira e a qualquer sociedade organizada e culta.
Com seus pitorescos capacetes, as fronteiras do Estado foram cercadas  pelos entusiastas soldados, que visualizavam a pátria livre do ditador, sem dar importância as privações inerentes à guerra.
Se quer se preparam para o combate. Valia a força de vontade. Era a pressa para a libertação do jugo injusto e arbitrário.
 
 
Cunha, Campinas, Franca, Itararé, Pindamonhangaba, o Estado pouco a pouco foi sendo sitiado. Santos e seu movimentado porto, bombardeado, não recebeu as armas compradas no exterior. Não havia víveres suficientes para as tropas e trabalhando dia e noite sem descanso a criativa indústria não supria as necessidades que a Revolução Constitucionalista exigia.
O governo federal mobilizara cem mil soldados. A luta era desigual. Os poucos mais de cinco milhões de habitantes do Estado viviam um único sentimento: Vencer o caudilho Getúlio.
Noticias inverídicas e infamantes debochavam do povo paulista e concitava os demais brasileiros irem à São Paulo, lutar contra os italianos que haviam ocupado a terra paulista. A forma mentirosa que o ditador encontrou para trazer à frente de batalha brasileiros de todos os cantos.
A Revolução revelou no curto período de seus combates sangrentos a disposição do povo, que largando seus afazeres, foi às trincheiras e se submeteu as agruras próprias das batalhas. Mostrou que igual ao aço, o paulista pode quebrar, mas não se curva.
E a liderança se fez sentir. Traído pelos que ofereceram apoio, São Paulo não suportou o cerco e pediu clemencia.
Perdeu nas armas porem venceu impondo a legalidade. Não se permite esquecer o maior evento épico brasileiro. Tão pouco os heróis anônimos que tombaram pela liberdade.
Ainda que passados 87 anos daquele 9 de julho a epopéia paulista está viva.  Não será esquecida. Não morrerá nunca. Portanto, o feriado que o Estado de São Paulo decreta pela sua Constituição Estadual não se trata de um simples abono para celebração, mas é na verdade, a ode que está viva e assim deve permanecer no coração de todos paulistas, brasileiros e pessoas de bem, que a par de reverenciar os heróis da Guerra Paulista, mantenham viva a lembrança do amor a plena democracia.
 
Enfim: “és paulista? Ah ! Então tu me compreendes! Trazes, como eu, o luto na tua alma e lâminas de fel no coração”, como conclama o poema.

Roberto J. Pugliese
Paulistano, residente em Santa Catarina.
Cidadão honorário de Cananéia,Sp.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

ADVOCACIA NO VALE DO RIBEIRA ( Memória nº 124)

Memória nº 124.
Advocacia no Vale do Ribeira.
 
 
 
 

 
Lourenço residia e mantinha seu escritório de advocacia na cidade de Itanhaém, no litoral paulista, porém mesmo distante 200 km e todas as dificuldades de comunicações da época, também mantinha na cidade de Cananéia  sua advocacia, com muito serviço e clientes, além do amplo rol de amigos o que o obrigava sua assídua freqüência naquela histórica cidade para deleite e para trabalho.
 
 
 
Teve um tempo que deu assistência ao Sindicado Rural de Sete Barras. Nessa época cada 15 dias saía de Itanhaém e seguia para o sindicato geralmente às segundas feiras  pela manhã bem cedinho. Dado o trânsito intenso da Rodovia Regis Bitencourt, àquela época pista única, regularmente em Juquiá saía da Br116 e por rodovia estadual seguia para o sindicato.Naquele tempo a estrada não era pavimentada mas assim mesmo compensava sair da movimentada rodovia federal.

 

Atendia no período da manhã e a tarde ia ao fórum, na cidade de Registro, sede da Comarca. Após, seguia para Cananéia para atender clientes e acompanhar os diversos processos judiciais em andamento.

 

As vezes retornava para Itanhaem na terça feira  à noite, outras, na quarta, dependendo da agenda. Durante  bom tempo fez regularmente esse trajeto. Também nesse tempo prestava serviço à Mitra Diocesana de Registro, com atendimento nas diversas paróquias. Ora com demanda em Miracatu, ora em Iguape, ora em Itariri, Eldorado... Rodava sempre pelos foros do Vale do Ribeira.

 

Certa vez representando a Diocese de Registro ingressou com a ação possessória junto ao foro de Miracatu, onde pleiteava concessão liminar contra advogado que invadira um lote à beira do rio São Lourenço pertencente à igreja. O magistrado negou a liminar de plano e designou audiência de justificação, que se deu uns trinta dias após com a oitiva do Bispo Diocesano, do Requerido  e de algumas testemunhas. A audiência teve início por volta das 13 horas ou um pouco mais e às 18 horas foi suspensa por meia hora. Depois seguiu pela noite à dentro, encerrando-se os trabalhos já no início da madrugada, com a concessão da liminar de reintegração de posse. Recorda-se que Don Apparecido José Dias ficou impressionado com as formalidades e com o cuidado do magistrado em ouvir atentamente todos convocados. Ficou admirado com a demora da sessão.

 

Merece destaque que o magistrado da Comarca de Miracatu, de origem japonesa teve cuidado dobrado e atenção detalhada, pois a outra parte era advogado militante na referida Comarca e igualmente tinha origem japonesa. (!!! )

 

Ao tempo que residiu em Cananéia a Ilha Comprida pertencia parte ao município de Iguape, e desde às Pedrinhas até a extremidade sul, ao município de Cananéia,então comarca de Jacupiranga.

 

Contratado por um casal de velhinhos, naturais da boca da praia, junto ao mar grosso, na Ilha Comprida, Lourenço ingressara com ação possessória, pois a empresa loteadora que fizera um projeto de loteamento abrangendo desde o porto das balsas até o boqueirão, atingia a posse trintenária do casal e estava ameaçando expulsá-los de modo violento.

 

Num lance jurídico oportuno João Leandro e sua mulher obtiveram ordem liminar de manutenção de posse e a empresa ré tentava derrubar a decisão e não estava conseguindo, de modo a ter que aceitar a presença dos velhinhos cuja moradia importunava as vendas dos lotes situados no aludido projeto imobiliário.

 

Talvez desesperados ou não acreditando na fama de Lourenço conhecido pela coragem e honestidade, bem como por defender os mais frágeis da pirâmide social local, diretores da empresa ré mandaram um negociador tratar com Lourenço uma forma de se livrarem o empecilho, ou seja, de João Leandro e sua mulher...

 

Era sábado e terminará de almoçar quando o pretenso negociador da empresa o procurou. Sem motivo para dar  atenção especial ao representante da empresa que, de certo modo, estava o incomodando fora do horário comercial e em sua casa, não o convidou para entrar, conversando no portão social da residência.

 

Lourenço no jardim e o preposto da empresa na calçada. Iniciaram a conversa separados pelo portão. Portão fechado e conversa sem qualquer intimidade.

 

Conversa vai, conversa vem, o preposto num rompante petulante propôs que lhe entregaria alguns lotes naquele loteamento onde havia o conflito possessório desde que Lourenço facilitasse para empresa... Que permitisse livrarem-se do casal de caiçaras.

 

Nesse instante, por coincidência do destino, seu filho, Lourenço Jr, com três ou quatro anos de idade, num velocípede passou por perto fazendo barulho e chamando atenção de Lourenço que ficou indignado em receber a proposta de subornado em sua casa e na frente de seu filho, que mesmo sem entender o que se passava, tornava-se testemunha.

 

Lourenço, pai e exemplo para a vida da criança sendo abordado para ação imoral, dentro de sua casa, na frente de seu filho, o fez perturbado e bastante bravo. Lourenço não teve dúvida. Sem medir o timbre e a altura das palavras, com firmeza bradou:

 

- Senhor: não vou mandar que saia da minha casa porque você já está na rua, porém suma daqui e diga para o seu patrão que não preciso de nenhum lote da empresa e não vou esmorecer. Vou lutar com todo meu conhecimento contra a empresa... Saia e não volte nunca mais.

 

O fato se deu por volta de 1982 talvez. Assim, o tempo apagou o nome do preposto da empresa, mas não a cena que ainda tem na memória: O fulano pedindo calma e saindo rapidamente em direção ao seu automóvel estacionado do outro lado da Estrada dos Argolões.

 

A ação prosseguiu e diante das dificuldades impostas à empresa que estava com problemas para implantar o loteamento e promover vendas em razão da demanda, foi buscar celebrar  um acordo, que em audiência, perante a autoridade judiciária, foi celebrado com grandes vantagens para o caiçara e elevados honorários para seu patrono. O caiçara continuou residindo na sua posse, então reconhecida e documentada até o final de sua vida, cujo óbito se deu há menos de cinco anos. Aliás, pelo acordo, a empresa que já dispunha do domínio da área, outorgou a escritura de propriedade ao casal que se tornou  proprietário do imóvel.

 

Não faltam histórias para que Lourenço exponha de suas experiências no Vale do Ribeira. Em especial em Cananéia são muitas as histórias de sua condição de advogado. São incontáveis as lembranças e até vale salientar a saudades de tempos idos que não retornam.

 

Roberto J. Pugliese
cidadão cananeense
autor de Direito das Coisas, Leud, 2005.

domingo, 1 de julho de 2018

9 de Julho: Data Magna paulista !

Símbolo de vencedores !
Síntese da história paulista.
 

( Marco das Tordesilhas em Cananéia, SP )

O europeu que  aportou na costa paulista à época do Brasil Colônia e resolveu aventurar-se pelo sertão, foi corajoso bastante e suficientemente forte para subir a serra do Mar enfrentando o desconhecido.
 
 
Floresta tropical cheia de imprevistos. Fauna rica e diferente. Flora abundante de difícil condição para desbrava-la, notadamente nos acidentes físicos da ladeira íngreme, que dificultava transportar animais de tração, animais domésticos, utensílios e bens para o suporte das caravanas aventureiras.
 
 
Ademais ajunte-se a temperatura bem mais alta que a média europeia, provocando transtornos constantes a esses desbravadores.

 
O europeu que se embrenhou pelas escarpas quase intransponíveis da Serra do Mar foi bravo. Foi corajoso e suficientemente despojado, pois subiu a serra com a certeza da incerteza. Enfrentou o desconhecido, sem qualquer apoio logístico ou instrumentos que pudessem orientá-los, salvo a lua e as estrelas.
 
 ( Capacete usado pelos soldados paulistas em 1932 )
 
 
As poucas mulheres que se deram a aventura de acompanhar um ou outro colonizador igualmente eram bravas e tão valentes ou mais que os consortes que as levavam.

 
Longe da metrópole, todo colono, mesmo no litoral, sabia que a civilização lisboeta era apenas uma lembrança, cujas saudades se materializavam quando, ora sim, de tempo em tempo, surgia na orla vicentina caravela trazendo notícias e bens materiais valiosíssimos e os trocavam por cana de açúcar, pedras e metais preciosos adquiridos nos escambos celebrados com os Tupinambás e Guaranis das redondezas.

 
Transpor a íngreme barreira natural fez com que o colono ao vislumbrar o Planalto de Piratininga se encorajasse  suficientemente para avançar para frente, seguindo em direção do por do sol em busca das riquezas que poderia amealhar.
 
 
A serra vencida foi o primeiro ânimo para fazer do paulista que surgia na possessão portuguesa um bravo. O paulista ficou valente na essência.

 
Do alto do platô o valente desbravador dá os primeiros toques e retoques do que, tempos depois, tornou-se a civilização vitoriosa que veio a surgir. Nascem os primeiros paulista que plantaram à sombra do Colégio dos Jesuítas uma aldeia, transformada em vila que virou cidade, depois metrópole e... Hoje é a grande megalópole respeitada e conhecida em todos os quadrantes da terra.
 
 
A cidade cujo povo trabalha pelo país e poucos reconhecem.

 
O sangue paulista brota do coração dos primeiros aventureiros que desbravaram o sertão inóspito  da barreira de pedras, florestas e cachoeiras. Brota daqueles que abdicaram do conforto metropolitano da sede da Coroa portuguesa e não se conformaram em estancar na orla.

 
Sem lero-lero que se dispensa nessa síntese, o homem rude, estúpido e indiscutivelmente valente e trabalhador, não se conteve e do outeiro dos Jesuítas, aproveitou a graciosa natureza que num plano inclinado segue para oeste, e sob as bênçãos dos missionários igualmente desbravadores, organizados em bandeiras, seguiu para conquistar o desconhecido.
 
 
 
 
 
 
( avenida São João, junto ao prédio dos Correios ) 
As monções que da beira do Anhembi partiam pelo leito piscoso, seguiam as trilhas líquidas das águas puras para o além, invadindo o território hispânico em busca das riquezas dispostas. Os paulistas com suas bandeiras e centenas de corajosos conquistadores plantaram povoados ampliando os limites da nova civilização.

 
Esses corajosos empreendedores, falando o português, envolveram os castelhanos e os indígenas plantados a oeste da orla portuguesa. Passo a passo foram erguendo e consolidando um novo país.

 
O paulista plantou um país na América. Fez do Brasil acanhado das capitanias encostadas no virtuoso litoral, a grande potencia que se impõe latente em brilho. O paulista fez. 

 
Fez e faz.
 
E por saber fazer é que , já na primeira metade do século passado,não aceitou se subjugar e partiu valente para enfrentar o déspota que tomara o poder com suas botas enlameadas.

 
E o mesmo povo que subira a serra no passado e expandira sua voz além das Tordesilhas, pegou armas, e foi às trincheiras, abalando as estruturas mansas e mornas daquele que usurpara o poder.
 

 
Suas mulheres foram à industria. Seus adolescentes tornaram-se mensageiros. Todos pegaram em armas e na falta dessas, nas curiosas e inventivas matracas.

 
O bandeirante do século xx foi o MMDC.
 
 
Foi o herói anônimo. Foi o jovem, a mulher, o idoso que, abraçados no mesmo ideal, enfrentaram traídos por promessas mentirosas, tropas vindas do norte e do sul, que arrebatando as últimas fronteiras derrubou os guardiões da democracia combalida.

 
Mas os tiros, bombas e artefatos rudes não impediram o grito de comando livre. O povo envolvido pelas treze listas coloridas em preto, branco e vermelho não recuou.

 
Igual aço, o paulista quebra, mas não se curva !

 São Paulo venceu nas ideias. Impôs pelo saber e competência impar o que deveria ser.

 
9 de Julho é a luz que não se apaga.

 
É a lanterna na proa e na popa. É o timão de quem comanda. É a poesia épica de uma nação laboriosa, singular, única. É a esperança e a competência.

 
É a liderança.
Non Duco, Ducor ! Assim foi e sempre será !






( bandeira da Revolução Constitucionalista )
Roberto J. Pugliese
editor
Cidadão honorário de Cananéia
 

sábado, 30 de junho de 2018

lançamento de obra jurídica

Editora Letras Jurídicas lança 2a. edição de obra coletiva


No próximo dia 24 de Agosto, a partir das 19 horas, no salão de entrada do prédio da sede da OAB SC em Florianópolis, será lançada a 2a. edição, ampliada e revista de DIREITO NOTARIAL E REGISTROS PÚBLICOS NA PERSPECTIVA DA ADVOCACIA II volume.

O primeiro volume, também uma obra coletiva, foi lançado há 03 anos atrás.

O livro escrito por integrantes da COMISSÃO DE DIREITO NOTARIAL E REGISTROS PÚBLICOS da OAB-SC, foi lançado em Junho último em Balneário Camboriú, Sc, mas em razão do sucesso, está sendo editada 2a. edição, com lançamento já previsto para sexta feira, 24 de agosto próximo.

Compareçam.

Divulguem o evento.

Roberto J. Pugliese
editor
www.puglieseadvogados.com.br
( Autor de Direito Notarial Brasileiro, Leud, 1987 )

demarcação já !

 
 
O Expresso Vida apoia os Movimentos Indígenas
 
 


Roberto J. Pugliese
editor
www.puglieseadvogados.com.br
presidente da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos
OAB-Sc 2013-2015 e 2016-2018