domingo, 23 de setembro de 2018

Eu conheci o Bolsonaro


Lembranças inesquecíveis !

O Expresso Vida apresenta o texto de uma vizinha da família Bolsonaro. Boa leitura.

" Eu cresci com Bolsonaro. Não metaforicamente, literalmente. Cresci no mesmo prédio em que ele e a família moravam, na Tijuca, zona Norte do Rio de Janeiro. Eles habitavam o apartamento 503, nós, o 1202. Sete andares de diferença e uma coisa em comum: o Botafogo.
 
 
Tenho poucas lembranças do Bolsonaro pai - em parte, porque ele já morava oficialmente em Brasília e passava pouco tempo no Rio. Mas convivi por muitos anos com seus filhos Flávio, Carlos (Carluxo) e Eduardo (Duda) - que hoje ocupam cargos políticos.
O Carluxo (filho do meio) eu entrevistei pra um trabalho da escola, em 2001. Ele era o vereador mais jovem do Rio de Janeiro. Se não me falha a memória, foi eleito aos 17 anos - não por mérito da sua campanha, obviamente, mas por carregar o nome do pai. Foi a primeira e a única vez em que eu entrei no 503, com um gravador na mão e uma fita cassete reserva no bolso, pra caso a entrevista se estendesse. Do conteúdo eu lembro pouco, mas guardei o que ele dizia sobre a necessidade de se esterilizar a população mais pobre - “vasectomizar os homens, ligar as trompas das mulheres”. Isso sim, na visão dele à época, resolveria a questão da pobreza. Não sei se pensa o mesmo hoje em dia. Dos filhos políticos de Bolsonaro, o Carlos é o que menos aparece publicamente. Sempre me pergunto o porquê.
O Duda era da minha idade. Estudava no Palas, onde eu também tinha estudado. Frequentava o Brasas, curso de inglês onde eu também fazia aula. Vez ou outra, íamos juntos para o curso, trocando ideia sobre bandas de rock e nicknames engraçados no ICQ. Antes de ficar careca, ele tinha o cabelo do Nick Carter (loirinho, de tijela), andava de Reef, tinha um estilo skatista/surfista e muitas amigas minhas sonhavam uma chance com ele. Eu não queria mais do que companhia pra ir ao curso de inglês - a Tijuca naquela época não era exatamente o lugar mais seguro do Rio de Janeiro. Hoje, continua não sendo.
Aquele prédio era o fervo do bairro no início dos anos 2000. Lá, acontecia de tudo. Tão de tudo que passaram a fechar o playground depois das 22h para coibir a venda e o consumo de drogas - colocaram câmeras nas escadas, passaram chave no elevador, criaram um sistema com seguranças que faziam ronda de tempos em tempos.
Quando a Vice fez recentemente uma matéria com fotos dos Bolsonaros-filhos adolescentes, eu sabia o nome de todas as pessoas de todas as fotos (e seus respectivos apartamentos). A galera deles não era a minha, mas crescemos juntos, fizemos colônia de férias juntos, íamos à mesma piscina, jogávamos na mesma quadra, pegávamos o mesmo elevador, frequentávamos a mesma academia, tínhamos o contato um do outro no ICQ e ocasionalmente nos encontrávamos a caminho do Maracanã pra ver o Botafogo jogar.
Flávio, Carlos e Eduardo não moram mais lá, mas a mãe deles ainda mora. Eu também não moro mais lá, mas minha mãe sim. Talvez isso seja a única coisa que temos em comum hoje, já que nem botafoguense me considero mais. Mas o que me choca nessa história foi eles terem se tornado as pessoas que se tornaram.
Na época pré-redes sociais, era mais difícil saber o que as pessoas pensavam. A opinião pessoal não era ofertada abertamente, a não ser que você ligasse pelo interfone e pedisse uma entrevista pra um trabalho da escola. Talvez o Bolsonaro-pai fizesse piadas de mal gosto já naquela época, mas o meu pai, com quem ele trocava ideias sobre o Botafogo, não levasse a sério. Posso ver meu pai dizendo “ah, Jair, só você” pra encurtar a conversa.
É fácil detestar Jair Bolsonaro com base na figura pública que ele é hoje. O difícil pra mim é saber que eu não o detestei desde sempre. Que, aliás, talvez tenha até gostado dele e dos filhos dele em alguma medida, mesmo que seja na medida mínima de pessoas que moram
no mesmo prédio que você e você cumprimenta no elevador, ou pra quem você segura cordialmente a porta, se vir chegando na portaria. A pessoa dá aquela corridinha, agradece, e vocês falam sobre o tempo (ou o Botafogo) enquanto não chega o quinto andar.
Hoje, efetivamente, não sei o que faria se estivesse no mesmo elevador que Jair Bolsonaro. Ou Flávio. Ou Carlos. Ou Eduardo. Talvez surgisse uma vontade imensa de perguntar: “O que aconteceu? Vocês sempre foram assim? Quando foi que se tornaram fascistas?”
Na verdade, essas são perguntas que eu gostaria de fazer a um sem-número de pessoas que eu conheço e que declaram apoio às ideias de Bolsonaro. Pessoas com quem convivo, pessoas com quem já almocei no domingo, pessoas com que já participei de amigo-oculto no Natal. Sempre foram intolerantes? Quando passaram a aceitar a misoginia, a homofobia, o racismo? Quando foi que passaram a apoiar a barbárie?
Quem cogita votar em Bolsonaro “apesar do que ele diz” ignora que os fundamentos básicos do jogo político são discursivos. O que ele diz não está apartado da forma como ele faz política, ao contrário, é a essência daquilo que ele quer construir. Hitler não só dizia que os judeus eram inferiores, ele criou todo um sistema para exterminá-los.
Há quem acredite que existe um tanto de exagero nesta comparação: “nunca chegaríamos a esse ponto no Brasil”. Mas se você aprofundar a discussão mais um pouquinho, vai ver que não estamos tão longe. Somos um dos países que mais matam mulheres, LGBTs e negros no mundo. Curiosamente os “cidadãos de bem” não morrem na mesma proporção - mas estão convencidos de que o fascismo e a barbárie podem ser um preço justo para que eles possam se proteger (da crise financeira, da violência, da corrupção). Não, não são.
Quem apoia Bolsonaro não o faz porque o considera tecnicamente a melhor opção - ele dá amplas demonstrações do seu despreparo para lidar com todas as agendas estratégicas do país. Todas. Também não dá pra acreditar que seja porque “ele não é corrupto”, “ele não é o sistema”, “ele é o novo” - sabemos da sua ficha corrida e não é exatamente limpa.
Acredito francamente que os apoiadores de Bolsonaro julguem que o Brasil precisa de uma mudança radical - e que a mudança radical vai se alcançar por meios radicais. Essa talvez seja uma impressão justa, ao mesmo tempo que é erro de cálculo brutal.
Bolsonaro não tem capacidade de nos salvar. Ao contrário, seu radicalismo pode nos jogar na maior crise que já vivemos: a crise de humanidade. Esse não é um custo viável. Se perdermos a nossa humanidade, não nos restará absolutamente mais nada a perder. Vale dizer que a economia da Alemanha prosperou durante os anos de Holocausto. Mas ao fim da era Hitler, não restava mais nada aos alemães além de um grande senso de profunda vergonha nacional.
Ainda não sei em que momento os fascistas se tornam fascistas. Mas eu sei o momento em que isso se traduz em barbárie: quando chegam ao poder.
Fica, então, o recado. Se você não tiver um pingo de humanidade correndo pelas veias, se não puder aprender em nada com a História, não adianta nem correr: você não vai entrar nesse elevador.(Texto de Mariana Ribeiro .) "
Enfim, essa a opinião pessoal de alguém que anos atrás conviveu com familiares de Bolsonaro.

Roberto J. Pugliese
editor
www.puglieseadvogados.com.br
membro efetivo do Instituto dos Advogados de Santa Catarina

sábado, 22 de setembro de 2018

STJ condena o AMAZONAS por demora em prestação jurisdicional

JUSTIÇA LERDA NÃO É JUSTIÇA !


O Estado do Amazonas foi condenado a  pagar indenização por danos morais no valor de 30 salários mínimos pela demora injustificada na prestação jurisdicional em ação de execução de alimentos.  

Recurso especial provido por unanimidade deferiu o pleito de duas menores  destinatárias de alimentos e que ficaram sem receber por longa data, pois o Magistrado da ação demorou muito para determinar a citação do executado.
 
 “O ato, que é dever do magistrado pela obediência ao princípio do impulso oficial, não se reveste de grande complexidade, muito pelo contrário, é ato quase mecânico, o que enfraquece os argumentos utilizados para amenizar a sua postergação”, enfatizou em sua decisão o Ministro Og Fernandes. 

Adiante dispôs: “Não é mais aceitável hodiernamente pela comunidade internacional que se negue ao jurisdicionado a tramitação do processo em tempo razoável, e também se omita o Poder Judiciário em conceder indenizações pela lesão a esse direito previsto na Constituição e nas leis brasileiras. As seguidas condenações do Brasil perante a Corte Interamericana de Direitos Humanos por esse motivo impõem que se tome uma atitude também no âmbito interno, daí a importância de este Superior Tribunal de Justiça posicionar-se sobre o tema”, destacou.
 
O Expresso Vida lamenta que a punição também não se deu contra o Magistrado que deu causa a condenação, bem como o Estado do Amazonas não tenha entrado com ação de regresso para ser indenizado pelos prejuízos causados.

(Os interessados poderão ver o Acórdão nos próprios autos:REsp 1383776 )
 
Sempre vale lembrar: A CRÍTICA É DEVER DA INTELIGENCIA !
 
Roberto J. Pugliese
editor
presidente da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos
OAB-Sc 

 

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

FORO DE SÃO PAULO

Foro de São Paulo: noções elementares.

Inúmeros Partidos Políticos e Movimentos de Esquerda da América Latina e Caribe, formam o Foro de São Paulo que, para os desinformados provoca medo. Especialmente os sabichões de classe média, classe média alta, ricos e milionários que tem pavor da esquerda.
 
Assim, numa tentativa de esclarecer o Expresso Vida expõe que é uma organização que foi fundada em 1990 pelo Partido dos Trabalhadores e outros de vocação à esquerda, entre os quais o Partido Comunista Cubano.
 


Não é como propalam uma organização comunista.
 
É como dito acima, uma organização de esquerda, anti-imperialista, socialista e democrática. É um bloco organizado para enfrentar as investidas imperialistas neoliberais.
 
O neoliberalismo é avassalador. Salve-se quem puder e quem não pode se sacode.

Nesse fórum de debates se discute alternativas ao neoliberalismo político e econômico, com troca de experiências e de conhecimento para construção de políticas sociais. Para enfrentar a direita conservadora e reacionária, submetida aos ditames imperialistas e colonialista o foro busca a troca de experiências da esquerda latina. Solução daqui desse hemisfério para ser aplicada no próprio hemisfério.
 
Não passa de terrorismo dizer que essa organização visa a implantação do comunismo na América. Não é esse o objetivo. Importante refletir e analisar.
 
É mentira que as FARC - Forças Armadas Revolucionárias da Colombia, grupo guerrilheiro participa do Foro de São Paulo. Aliás, nas tentativas de ingresso, foram barradas pelo Partido dos Trabalhadores, face o objetivo dessa organização guerrilheira sem oficialidade legal. Sim, em razão da clandestinidade e objetivos distantes do enfrentamento do neoliberalismo, essa organização de esquerda não foi aceita.

O Foro de São Paulo não é entidade secreta e divulga amplamente suas ações e objetivos. Busca encontrar meios para minorar a desigualdade das pessoas e dos povos.

Enfim, tudo que se fala dessa organização além dessa exposição sucinta é exagero da direita retrógada, submissa a interesses não nacionais e submetida ao imperialismo neo liberal dos Estados Unidos da América.
 
Roberto J. Pugliese
editor
(cidadão honorário de Cananéia )

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Recuperação econômica da Petrobras .

PETROBRAS SERÁ ENTREGUE NOVINHA EM FOLHA.!!!!

A população brasileira está pagando caro os combustíveis e todos os derivados de petróleo porque a Petrobras está com problemas financeiros e é preciso recuperar os valores perdidos. Erros do passado levaram a fragilidade econômica que se encontra. Então o povo, os que no país, usam o petróleo e seus derivados, passam a pagar mais caro pelo consumo para ajustar as finanças da estatal.

O povo paga. Paga caro gasolina, diesel, óleo combustível e todos os derivados. Esses valores estão recuperando as contas da Petrobras. Paga caro o gás de cozinha. Paga tudo caro para que a Petrobras passe a ser uma empresa economicamente viável e lucrativa.

O Pré sal foi entregue para empresas estrangeira à título de doação. Cessão do subsolo da União para a exploração de empresas econômicas  e assim a servir para essa recuperação econômica. Mas foi doado. Cessão graciosa.

Uma vez recuperado as finanças da Petrobras, permanecendo esse governo ( desgoverno ) entreguista e neoliberal, a Petrobras será vendida. A preço vil.

O povo dorme.
Está na hora de pensar, acordar, refletir e agir.

São trilhões de dólares americanos que estão sendo renunciados pelo governo e o país sem condições de investimentos primários.

O brasileiro vai recuperar financeiramente a Petrobras e o governo vai entrega-la ao mundo, justificando que assim, não haverá mais cabide de emprego e corrupção na estatal. ( acredite quem quiser )

Enfim, o Expresso Vida deixa público mais essa denuncia e protesto.

Roberto J. Pugliese
editor
www.puglieseadvogados.com.br
Titular da cadeira nº 35 da Academia São José de Letras.

Expresso Vida - Rádio Transmar Fm - programa 03.


RÁDIO TRANSMAR TRANSMITE O PROGRAMA EXPRESSO VIDA - 19 DE SETEMBRO, 2018.



A Rádio Transmar de Cananéia, transmitiu em FM e pela rede mundial de computadores o 3º programa Expresso Vida. Segue o texto do programa.


"Programa nº03- 

DISTINTOS OUVINTES, saúde, justiça e paz, eu sou Roberto José Pugliese, cidadão honorário de Cananéia, e o programa de hoje é dedicado a lembrança do sábio cientista professor Eduardo Boechar Ramos, que por longa data viveu em Cananéia e defendeu com sabedoria e energia as área de manguezais de todo o Lagamar e irá abordar a grave  omissão do Governo Federal em construir a BR101.
Impressionante como os paulistas são boicotados pela União. Mais impressionante como as autoridades públicas do Estado de São Paulo, são omissas e não se rebelam denunciando as injustiças da União para com o Estado líder da federação.
Exemplo que todos conhecem principalmente os que frequentam o litoral paulista é a ausência da rodovia Mário Covas Jr., a mais longa rodovia brasileira, com início no sul do Rio Grande do Sul e término em Touros no Rio Grande do Norte, que ainda não foi construída ao longo da orla Atlântica paulista.
Que vergonha o silencio dos Senadores, dos Deputados Federais e Estaduais, e até mesmo do Governador e dos Prefeitos e Vereadores diretamente interessados que aceitam a discriminação admitindo que o que ocorre é justo e não há porque reclamar. Lideranças com voz, com platéia, tribuna e modos de ecoar os direitos do povo paulista do litoral são mudos e não se movimentam em busca de explicações pela omissão federal.
Políticos de todos os partidos, sem exceção, esquecem que é missão elementar se empenhar pelo direito do povo que os elegeram e calados ninguém se atreve a exigir que a Br 101, a Rodovia Mário Covas seja construída entre Garuva, no litoral norte de Santa Catarina até Ubatuba na divisa com o Rio de Janeiro. E diante desse quadro, Guaraqueçaba, Antonina, Paranaguá, ao lado de Cananéia continuam tão separados como outrora Tupis e Carijós tinham seus limites nas Praia Deserta.
Do mesmo modo, Iguape, do ladinho de Cananéia, também está isolada obrigando o interessado se deslocar à Pariquera Açu, quando  o trajeto projetado da Br 101 une o Itapitangui ao Subauma em poucos quilômetros e ainda não saiu do papel.
O Expresso Vida não ficará calado e permanecerá de vigília sempre, denunciando a omissão das autoridades locais, pois pressionadas as autoridades competentes, pelas vereanças, pelas prefeituras,  enfim, pelos líderes do litoral paulista e paranaense, a União haverá de se curvar e executar as obras que estão previstas no DENIT há mais de 60 anos, e se encontram concluídas em todo país, menos aqui na orla do Vale do Ribeira.
Muito Obrigado. "

O Expresso Vida agradece a audiência e convida a todos a sintonizarem as ondas moduladas da Rádio Transmar para ouvir o programa nº04 na próxima quarta feira.
 

Visite Cananéia -Sp ( foto de Maria Fernanda Carvalho )

Roberto J. Pugliese
editor
www.puglieseadvogados.com.br
Cidadão Honorário de Cananéia.

 

terça-feira, 18 de setembro de 2018

MARCO De TORDESILHAS.

 O PREJUÍZO DE CANANÉIA


Martin Afonso de Souza, navegador português e Capião Mor da Capitania de São Vicente esteve no litoral brasileiro para tomar posse de suas terras e também estabelecer as divisas entre as posses lusitanas e ibéricas.
 
Segundo os geógrafos da época, as medidas indicaram a ponta de Itacurussá, na Ilha do Cardoso em Cananéia e lá, Martin Afonso mandou erguer o marco português. Há controvérsias pois historiadores dizem que o marco já fora erguido antes da chegada do donatário por outro enviado de Don João III.
 
O padrão foi erguido e permaneceu até ser levado para o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro na cidade do Rio de Janeiro.

Em seu lugar foi colocada a réplica que se encontra erguida até hoje, porém em péssimo estado de conservação. A foto acima é do referido padrão português.
 
 
 
As autoridades públicas municipais são responsáveis, solidariamente com outros agentes estaduais e federais pela conservação desta peça histórica. Mesmo sendo réplica tem o valor de ser cópia da original e se encontrar no ponto onde foi deixada substituindo a original. A ilha é tombada e o padrão histórico merece sua preservação.

Importância para a cultura do país e de Cananéia especialmente deve ser catalogado, mesmo na condição de réplica, de testemunho cultural do Brasil Colonia e, à semelhança do padrão do descobrimento, deveria estar melhor protegido.

 
 O livro Direito das Coisas, publicado pela Leud em 2005, de autoria deste editor, tem em sua capa principal, fotografia do referido marco do Itacurussá. ( sic na borda interior superior em laranja )
 
O Expresso Vida irá  cobrar dos responsáveis esforços no sentido de tomarem medidas em direção a real preservação da história e do turismo de Cananéia e do Brasil. Nesse sentido conclama os intelectuais e amantes da história e da cultura para pleitearem junto às autoridades públicas  medidas no sentido de restaurar e conservar o padrão de Martin Afonso de Souza, marco divisório das terras lusitanas, símbolo do período colonial do país.
  
Roberto J. Pugliese
Editor
Cidadão honorário de Cananéia

sábado, 15 de setembro de 2018

nota de repúdio



REPÚDIO


O Expresso Vida torna público seu repúdio à violência e ao despreparo da Juíza Leiga do 3º Juizado Especial Cível da Comarca de Duque de Caxias, Rj, que violou  as prerrogativas profissionais da advogada Vera Lúcia dos Santos, no exercício de sua profissão, impondo de forma brutal ditames que não condizem com o Poder Judiciário a ponto de algemá-la e conduzi-la ao distrito policial.

O Estado do Rio de Janeiro mais uma vez demonstrou que os seus Poderes estão totalmente corroídos pela incompetência e seus agentes, despreparados e desorientados para agirem e cumprirem fielmente as obrigações que lhes incumbem.
 
Diversas formas  de conduta da agente que naquela hora representava a Juíza de Direito e os agentes policiais poderiam ser adotadas para o que se resolvesse o incidente ocorrido no final da audiência, não se justificando, de forma alguma, além da violação das prerrogativas do advogado no exercício de suas atividades profissionais, a violência física empregada.
 
O Expresso Vida mais do que prestar solidariedade a advogada clama a OAB e demais associações de advogados para que ultimem medidas enérgicas contra todos os responsáveis.
 
Lembrem-se todos: A CRÍTICA É DEVER DA INTELIGENCIA.
 
ROberto J. Pugliese
editor.
Advogado formado pela PUC -SP, 1974     
 
         
SANTO IVO - PADROEIRO DOS ADVOGADOS     



sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Polícia Militar pede socorro !

Policiais Militares são vítimas de violência.
 
 


As corporações policiais militares dos Estados e do Distrito Federal são, de alguns anos a esta data, palco de diversos tipos de violência praticadas pela sociedade civil como um todo.



As antigas Forças Públicas dos Estados extintas pela ditadura estão, cada vez mais, sem recursos financeiros e assim, por consequência, sem qualquer condição de prestarem seus serviços visando a segurança pública que a população precisa.
 
Se é verdade que muitos de seus policiais, indistintamente são naturalmente despreparados e violentos com a sociedade, não é mentira e trata-se de realidade testemunhada por todos, que a essas corporações que tem como fim prover a segurança pública, vem sendo relegada e desprezada pelas autoridades públicas e pela própria sociedade civil que dela depende para a própria segurança.


São situações distintas e equivocadas de ambos os lados que precisam ser imediatamente corrigidas, pois quem se sai bem nessa situação são os  meliantes de todas as categorias e de todos os lugares, inclusive os perigosos envolvidos em crimes internacionais.

Se não tem policiamento ou está fragilizado o bandido, seja de colarinho branco ou o violento de macacão, atua com tranquilidade e sem qualquer receio. Não tem policiamento adequado para combate-lo.

Se a truculência deve ser condenada e seus agentes punidos, de modo a corrigi-los e servir de exemplo, de outro, não se permite que os efetivos não sejam preparados para agirem de acordo com as exigências do mundo contemporâneo.

Em pleno século XXI os policiais e as corporações policiais em sua maioria não estão devidamente armados e estruturados, desde o número ideal de agentes até as mínimas condições para que a inteligência promova as medidas necessárias para que não haja tanta violência.

Ademais a ausência de preparo adequado e a situação de pobreza que vive o policial, tem levado alguns à prática de crime. Policiais bandidos e o Poder Público é o maior culpado.

Policias Militares são mal remunerados, despreparados, reféns de bandidos, enfrentam o perigo sem seguro de vida, sem a devida segurança para familiares e o que é pior, sem o efetivo razoável e o armamento mínimo para cumprimento de suas missões.

Além de tudo, muitas vezes recebem ordens de autoridades de todos os Poderes Públicos, de agentes administrativos ou políticos que é sabido, são pessoas ligadas ao crime.

Aliás os efetivos não dependem somente da criação de cargos pelas Assembleias Legislativas dos Estado e Distrital do Distrito Federal, mas da autorização do Exército que é o agente fiscalizador das corporações militares, até porque as Polícias Militares são forças auxiliares. Talvez essa situação jurídica deva ser mudada para que as Unidades da Federação possam melhor prover suas polícias diante das necessidades e razoabilidade política. Repito: talvez.

PM deseducados e despreparados levam a praticar injustiças e grosserias que merecem punições severas. Punições de verdade. Porém, a corporação precisa de atenção da administração pública e da sociedade.

A sociedade tem que se posicionar junto à polícia para que esta se fortaleça como órgão de segurança pública e não apenas agente ideológico de um governo que esteja no poder.

As Polícias Militares sem exceção precisam de ajuda e atenção. É a triste realidade de norte a sul do país. Essas corporações chegam a se intimidar em agir, até porque, deveriam servir à sociedade e não, como acontece, ao governo.

A polícia presta-se a segurança pública, isto é, da sociedade como um todo, sem excessão e ao próprio Estado, porém muitas ocasiões o que se percebe é que as cooporações policiais estão apenas a  impor a autoridade do governo.

A autoridade governamental do momento se sobrepõe a autoridade do Estado e assim, a polícia deixa de prestar segurança pública e passa prestar segurança ideológica temporária e injusta.

Muitas correções devem ser feitas. Muitas. Só então teremos a polícia próxima ao ideal e ao justo. Daí, é o momento de ser reflexivo e discutir juntos, sociedade civil, governo, autoridades militares, forças armadas, enfim, toda a nação que é no todo interessada, verdadeiros aperfeiçoamentos à realizarem-se na busca do aprimoramento do corpo policial brasileiro.

A desorganização policial no país é tal, que a Constituição Federal prevê a criação das Polícias Militares, com essa denominação e demais regras próprias ao funcionamento e, arbitrariamente no Rio Grande do Sul, a força policial  mantém o nome de Brigada, contrariando assim o texto expresso constitucional.

Enfim, como está não é possível e todos clamam por correções, inclusive a PM de todos os cantos do país. Correções indispensáveis para que sirvam com eficiência na forma da previsão constitucional.
 
Roberto J. Pugliese
editor
Autor de Direito Notarial Brasileiro, Leud, 1989

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Rádio Transmar - Expresso Vida - Programa nº0 2

RÁDIO TRANSMAR TRANSMITE O PROGRAMA EXPRESSO VIDA - 12 DE SETEMBRO, 2018.

 
 
A Rádio Transmar de Cananéia, transmitiu em FM e pela rede mundial de computadores o 2º programa Expresso Vida. Segue o texto do programa.
 
"
Programa nº02- 

DISTINTOS OUVINTES, saúde, justiça e paz, eu sou Roberto José Pugliese, cidadão honorário de Cananéia, e o programa de hoje é dedicado a Benedito Calixto de Jesus, nascido na histórica Conceição de Itanhaém, artista plástico e historiador e irá abordar o drama dos habitantes dos lugares isolados no Lagamar de Cananéia.

Nos últimos tempos em homenagem ao meio ambiente e a ecologia, Cananéia e outras tantas cidades do Vale do Ribeira e do litoral foram brindadas com a criação de inúmeros parques e áreas objeto de proteção ambiental.

Um fenômeno imposto de cima para baixo pelas autoridades públicas brasileiras, em atenção a acordos internacionais, que pelo país à fora tem causado inúmeros aborrecimentos a parte considerável da população brasileira, especialmente os mais frágeis e anônimos rurícolas espalhados pela orla coberta pela Mata Atlântica.

Repentinamente o caiçara que habitava as ilhas do Lagamar ou a orla das praias desertas foi castrado do exercício jurídico de suas posses nas quais habitavam tradicionalmente. Sítios herdados dos primeiros colonizadores do sul do Estado de São Paulo, nos quais tiravam o sustento próprio e de seus familiares, de modo comprovadamente sustentável por várias gerações.  Sítios até então economicamente produtivos de modo sustentáveis que tornaram-se áreas destinadas à preservação, nas quais, a legislação impede a exploração econômica.

O homem da floresta perdeu a propriedade e a dignidade. Incontáveis imóveis até então produtivos, os mais antigos ainda se lembram, nos quais engenhos de farinha,  engenhos de açúcar, com pequenas criações para o consumo familiar, bananais restritos, entre outras culturas, foram decretados áreas impróprias para serem cultivadas transformando repentinamente esses senhores e suas famílias, em nômades perdidos em cantos das periferias das  cidades.

A posse jurídica desses imóveis até então na mão de lavradores aculturados nos rincões e grotas perdidas, foram expropriadas e, sem alternativas, obrigou o deslocamento de famílias para os centro urbanos, inchando as periferias empobrecidas.

O caiçara de Cananéia atualmente é encontrado nos bairros distantes de Registro, de Paranaguá, de Curitiba e outras cidades que nada se assemelham as próprias origens nas orlas dos manguezais.

Que tristeza.

Repentinamente famílias se tornaram invasores de seus próprios sítios, a maioria deles herdados de pais, avós, bisavos... e penalizados, muitos dos habitantes foram despejados à força sem quaisquer direitos. E os poucos que resistiram, permanecem perdidos nos sítios que já não são mais seus, sem condições de desenvolver as plantações e criações de outrora e pressionados a se deslocarem, já que na maioria deles, não há energia elétrica, estrada ou qualquer beneficiamento promovido pelos Poderes Públicos.

Escolas Agrupadas Rurais foram fechadas. Postos de Saúde, então, nem pensar. Nos tempos atuais do mundo eletrônico, cibernético em que temos tudo pela internet, como viver sem energia elétrica, proibida nessas terras objeto de preservações ambientais.

Enfim, situação inóspita incentivadora à imigração, obrigando os campezinos transformarem-se em urbanos, sem qualquer ajuda ou incentivo a integração.

Lamentável

O Expresso Vida lamenta profundamente o que ocorre no Vale do Ribeira, uma área geográfica sempre preservada  de modo natural através dos tempos, sendo explorada ao longo do tempo e agora, aparentemente destinada a reserva de mercado para pessoas que no futuro irão ocupá-las, valendo-se de artimanhas tão sabidas e conhecidas, promovidas nos bastidores dos legislativos e outros poderes públicos.

Merece profunda reflexão e medidas imediatas na tentativa de reverter o que testemunhamos. "

O Expresso Vida agradece a audiência e convida a todos a sintonizarem as ondas moduladas da Rádio Transmar para ouvir o programa nº03 na próxima quarta feira.

Roberto J. Pugliese
editor
www.puglieseadvogados.com.br
Cidadão honorário de Cananéia.


terça-feira, 11 de setembro de 2018

Programa Expresso Vida x Rádio Transmar FM Cananéia


RÁDIO TRANSMAR FM DE CANANÉIA TRANSMITE PROGRAMA EXPRESSO VIDA

Todas às quartas feiras, às 10,45 horas da manhã, a Rádio Comunitária Transmar, de Cananéia, litoral sul do Estado de São Paulo, leva ao ar EXPRESSO VIDA, programa editado e produzido por Roberto J. Pugliese.
 
Para ouvir o programa sintonize os 87,90  MHZ ou, para ouvir pela rede mundial de computadores, acesse http://www.transmarfm.com.br
 
 
 
 
Roberto J. Pugliese
editor
www.puglieseadvogados.com.br
Cidadão Honorário de Cananéia.