21 abril 2021

Calabar, Sérgio Moro e outros ratos traidores !

 

 Homenagem ao símbolo da luta por um país soberano !


O Expresso Vida nesta data festiva que o país reverencia um de seus heróis, Joaquim José da Silva Xavier não irá repetir a exemplar biografia do alferes, tão pouco, mais uma vez aplaudi-lo por ter lutado para transformar a Colónia em Estado Soberano.

Creio que a grande homenagem a Tiradentes, símbolo da brasilidade mais pura é lembrar que ao lado e integrando o grupo dos que na clandestinidade conjuravam e planejavam rebelarem-se contra a opressão, conviveu o traidor Joaquim SIlvério dos Reis.

Lembrar que em Alagoas, os brasileiros que tramavam contra os invasores holandeses, foram traídos por  Calabar que aceitou promessas do Conde Maurício de Nassau.

E recentemente, para encurtar a história, patentear que também serão marcados como grandes traídores da pátria, agentes da inteligencia dos Estados Unidos da América, Sérgio Moro, Daltan Dalagnol e outros ratos também agiram contra a soberania do Brasil e rastejaram ao longo da história ao lado desses vermes que iguais a Judas se venderam por poucas moedas.

Viva Tiradentes !


Roberto J. Pugliese
advogado - remido
sócio do Instituto dos Advogados de Santa Catarina   
Autor de Quase Romance, contos de Conceição, editado pela Letras Jurídicas em 2019.
Secretário Adjunto da Comissão de Direito Notarial e Registrária do Conselho Federal da OAB
 
 

bandeira de Conceição de Itanhaém tremulando em Joinville
22.04.2021 aniversário do municipio

18 abril 2021

A GUERRA CONTRA O POVO !


O Expresso Vida traz o texto de Moisés Mendes, colhido de seu blog,cujo foco é a disputa presidencial do próximo ano, onde de um lado forças da extrema direita neo-facista irão enfrentar as forças populares lideradas pelo PT e pelo Lula.

 

Boa Leitura.

 

A guerra não é mais só contra Merval e a Globo.

Tem muita gente preocupada com Merval Pereira, Miriam Leitão, Alexandre Garcia. O jogo pesado que vem aí contra Lula não é para a turma do Merval, que ultimamente deve estar sendo lida mais pela esquerda do que pela direita.

Merval, Miriam, Gabeira, Catanhêde, Camarotti, todos esses da GloboNews formam o grupo de carpideiras dos tucanos. Choram, mas não têm o poder de ressuscitar o morto.

O poder deles é próximo do zero. Estão mais pertos do folclore da velha direita cheirosa de FH, Aécio e Alckmin do que da vida real da política e da direita de resultados de hoje.

Lula e o PT devem se preparar para as reações do submundo do bolsonarismo, se é que o próprio bolsonarismo já não é um submundo. Essa não é mais uma guerra contra os engravatados da Globo.

O último trabalho deles foi tentar difundir a tese furada de que o retorno de Lula iria agradar Bolsonaro e os militares. Que interessaria a Bolsonaro enfrentar Lula e não um candidato de centro.

Não existe candidato de centro. A direita que se considera centro não tem candidato e não consegue inventá-lo.

O que vai acontecer é que Lula atrairá forças políticas que podem até ser conservadoras, mas não são fascistas. E esse é o medo de Bolsonaro. O movimento do centro democrático em direção a Lula.

Esqueçam Merval, um comentarista de lamentos. Ninguém mais na Globo tem o poder de mobilizar nem mesmo a classe média. Se tivesse, teriam derrubado Temer, o jaburu, como tentaram.

Se a Globo tivesse a capacidade de impor suas posições hoje, já teria derrubado Bolsonaro. A Globo, o Globo, a Folha e o Estadão só interferem nos votos dos eleitores do Big Brother.

A guerra que vem aí deve ser algo com feições que nunca vimos antes. Porque desta vez a extrema direita está no poder.

Não há mais enfrentamento apenas com a direita desamparada que em 2018 saltou no colo de Bolsonaro. É também com a extrema direita e todo o suporte que segura a base de Bolsonaro.

Esqueçam a direita do centrão, a direita tucana e até a direita do Judiciário, que sai despedaçada da decisão do Supremo sobre Sergio Moro.

A guerra é subterrânea, como o próprio Bolsonaro já anunciou. Na quinta-feira, na live dos fins de tarde, o sujeito disse: “Só Deus me tira da cadeira presidencial. E me tira, obviamente, tirando a minha vida. Fora isso, o que nós estamos vendo acontecer no Brasil não vai se concretizar, mas não vai mesmo. Não vai mesmo, tá ok?”.

Bolsonaro vai acionar suas defesas. Lula é a ameaça real, e não João Doria, Moro, Huck, Amoedo ou Mandetta. Esses estão apenas nas cabeças de Merval, Miriam Leitão, Catanhêde, Vera Magalhães, Diogo Mainardi.

Veremos o que nunca se viu antes. Não é mais uma guerra contra a bazuca analógica e enferrujada da Globo. Serão muitas batalhas contra gangues, facções, giletes e canivetes.


O Expresso Vida acrescenta neste prognóstico que, a guerra será cruel e desigual, e por de traz da extrema direita maluca e integrista, estará como sempre, voraz e destrutivo, os Estados Unidos da América que usará seu poder mediático e se necessário, bélico. !


Roberto J. Pugliese
advogado - remido
sócio do Instituto dos Advogados de Santa Catarina
 Autor de Quase Romance, contos de Conceição, editado pela Letras Jurídicas em 2019.

 


 

14 abril 2021

Aniversário de Conceição de Itanhaém - 22 de Abril !



 A flâmula de Conceição de Itanhaém hasteada em Florianópolis, acima e Joinville, abaixo, na residencia do Editor do Expresso Vida, em homenagem a mais um aniversário da cidade litoranea paulista.

Roberto J. Pugliese
advogado - remido
( Diretor da OAB-SP-83a. Subsecção de Itanhaém por 04 mandatos ) 
 Autor de Quase Romance, contos de Conceição, editado pela Letras Jurídicas em 2019.

Denuncia grave - Caiçaras estão ameaçados de despejo de seu território tradicional

 

 😠😠

 

 EXPRESSO VIDA DENUNCIA PLANO DO ESTADO DE SÃO PAULO EM PRIVATIZAR REGIÃO DA JURÉIA, EXPULSANDO CAIÇARAS E MORADORES TRADICIONAIS PARA ENTREGAR O TERRITÓRIO A EXPLORAÇÃO PARTICULAR.

 

FUNDAÇÃO PARA A CONSERVAÇÃO E A PRODUÇÃO FLORESTAL DO ESTADO DE SÃO PAULO, AFIRMA QUE NO RIO VERDE NÃO EXISTEM FAMÍLIAS TRADICIONAIS.

As entidades que atuam em defesa de direitos humanos na região de Peruíbe e Iguape, especialmente na Juréia, devem ficar atentos. 

O Expresso Vida fica à disposição como tribuna.


Roberto J. Pugliese
advogado - remido
( presidente da OAB TO Gurupi
1990-1992 e 1993-1994 )

 


11 abril 2021

Advocacia tem reconhecida prerrogativa que garante atendimento por Magistrados.

ADVOGADO NÃO DEPENDE DE AGENDAMENTO 
 
 
 Foi necessário a OAB intervir como amicus curiae  defendendo a classe, na ação direta de inconstitucionalidade julgada em 25 de Agosto, determinando que nos termos do artº 7º, inciso VIII, do Estatuto da Advocacia, o advogado deve ser recebido por Juiz, independente de hora marcada.
 
A notícia é velha mas merece ser divulgada para que de um lado os Magistrados se lembrem e de outro, os advogados exijam respeito e pugnem pelas próprias prerrogativas. 
 
Por oportuno é momento de lembrar que que o Conselho Naciona de Justiça afirma que Além disso, o CNJ afirma que "o magistrado é sempre obrigado a receber advogado sem seu gabinete de trabalho, a qualquer momento durante o expediente forense, independentemente da urgência do assunto, e independentemente de estar em meio à elaboração de qualquer despacho, decisão ou sentença, ou mesmo em meio a uma reunião de trabalho. Essa obrigação se constitui em um dever funcional previsto na LOMAN e a sua não observância poderá implicar em responsabilização administrativa”.
 
O Expresso Vida parabeniza a todos envolvidos nessa grande vitória da classe. 
 
Roberto J. Pugliese
advogado - remido
( presidente da OAB TO Gurupi
1990-1992 e 1993-1994 )



09 abril 2021

O Expresso Vida se solidariza e publica a nota subscrita pelos Advogados Públicos para a Democracia

 O Expresso Vida traz aos seus leitores a nota pública da Associação dos Advogados Públicos para a Democracia que manifesta total repúdio às declarações do Advogado Geral da União.


"NOTA PÚBLICA 
Assistimos ontem, perplexos, ao Advogado-Geral da União defender, da tribuna do Supremo Tribunal Federal, a visão deste governo sobre os ensinamentos da Bíblia. A Advocacia-Geral da União, instituição que tem sua origem e relevância na Constituição, laica como todas as instituições públicas, não pode se ver representada naquela manifestação pública nos autos da ADPF 811. Ao afirmar que “os verdadeiros cristãos estão sempre dispostos a morrer para garantir a liberdade de religião e de culto”, o AGU, André Mendonça, sugere que em nome de uma pretensa liberdade os cristãos estariam dispostos a morrer de Covid, sobrepujando o que entende como direito à liberdade de crença ao mais fundamental dos direitos: o direito à vida. André Mendonça não tem o direito de, extrapolando o exercício de sua função pública, pregar crenças religiosas particulares, confundindo os espaços público e privado, subvertendo a defesa do interesse público para a defesa de um fundamentalismo religioso. É uma afronta ao povo brasileiro em sua diversidade religiosa, multiplicidade cultural e histórica, que jamais admitiria essa espécie de sermão religioso sectário em um lugar instituído constitucionalmente para a defesa de todos. A APD repudia veementemente essa forma privada de atuação da Advocacia Pública e exige que a postura republicana da AGU, diariamente defendida por seus membros ao longo das últimas três décadas, se restabeleça e que o chefe da instituição seja exemplo na defesa desses valores constitucionais. 
 
8 de abril de 2021
APD ADVOGADAS E ADVOGADOS PÚBLICOS PARA A DEMOCRACIA "

Os cidadãos de bem, os brasileiros preocupados com os destinos do país não podem perder a esperança. São muitos os órgãos, agentes públicos e privados, associações e instituições que vivos e alertas não se calam e estão atentos aos acontecimentos.

Roberto J. Pugliese
editor
Advogado Remido
Autor de Quase Romance - Letras Jurídicas, 2020.

06 abril 2021

ANIVERSÁRIO DA HISTÓRICA ITANHAÉM



 


 

Conforme historiadores de estirpes,  Itanhaem é tida com a segunda cidade mais antiga do Brasil, fundada por Pedro Namorado  ou como assinalam outros, por Martim Afonso de Souza na sua passagem pelo litoral da Capitania de São Vicente. No 22 de Abril a tradicional cidade paulista está em festas: Comemora 485 anos de rica e pitoresca história que revela a epopéia paulista e brasileira.

 

Os registros oficiais indicam que a partir de 1625 durante a governança de Mariana de Souza Guerra, Condessa de Vimieiros, herdeira de Martim Afonso de Souza, Conceição de Itanhaém tornou-se cabeça de Capitania, tendo ampla jurisdição desde Cabo Frio ao norte, estendendo-se pelos sertões do Vale do Paraíba e atingindo a Ilha do Mel, ao sul. Foi o tempo que Sorocaba, Iguape e Paranaguá foram fundadas por sua determinação, assim como erguidas outras vilas, com destaque para Taubaté e Pindamonhangaba, paulatinamente desmembradas da Vila que fora Capital de tão imenso território. 

 
Quase Romance a ser lançado após o término da Pandemia

O formoso despraiado à beira da última curva do rio que os bugres chamavam de ita nha y em, ou no vernáculo, pedra que canta, Itanhaem já acolheu personalidades ilustres, ora ditadas pela saúde debilitada que por recomendações médicas lá se instalaram, entre outras Anita Malfatti e seu marido Antonio Volpi ou pelo quadro inspirador de bucólica paisagem, que levou Tarsila do Amaral ou mesmo para abrigar-se das perseguições dos ditadores, como o Deputado Roge Ferreira e tantos outros. 
 

Paulo Bonfim, o já velhinho Príncipe dos Poetas, que empresta seu letrado nome à Biblioteca Municipal também tem por lá seu domicílio e no auge da Campanha Civilista Rui Barbosa, desbravou as areias desertas da Praia Grande, alcançando a Vila para expor suas idéias liberais.

 

Pela adocicada e bucólica Vila de Conceição de Itanhaém também marcaram por seus passos pelas praias, rios  e morretes, Hans Staden que por lá esteve durante temporada que se prolongou em vista da acolhida que teve por lá e é sabido que desde a tenra história os  devotos missionários jesuítas Manoel da Nóbrega e José de Anchieta, de lá partiram para desbravarem o sertão e subirem a serra e no então desconhecido  planalto de Piratininga, às margens do Anhembi  erguer a escola dedicada à São Paulo e plantarem a semente da pujante capital. Leonardo Nunes, o Padre Voador também esteve pregando junto à raiz da serra de Itatins. 

 

Foi na Vila erudita e cultural que em 1888, sob a liderança do pintor e historiador Beneticto Calixto de Jesus, o mais ilustre de seus nobres filhos naturais, ilustres personagens criaram a Associação Cultural Gabinete de Leitura, que em poucos anos, já dispunha de acervo de livros, documentos, mapas e promovia espetáculos teatrais, cursos e toda iniciativa voltada para as letras e artes, sendo apontada como a primeira biblioteca erguida no país fora dos limites da Corte. Centro incentivador das artes e ciências que ilumina os destinos da cidade Itanhaém tem desde seus primeiros tempos estreita ligação com a cultura e o saber.

 

Merece registro ainda que em Itanhaém foi eleita e assumiu a primeira prefeita municipal no Brasil, Senhora Bechelli e, a Camara de Vereadores da histórica municipalidade foi a primeira a ser instalada no Brasil, conforme registros extraídos do Congresso Nacional.

 

 

Academia Itanhaense de Letras
 

Sem rodeios nesse 22 de Abril a história viva de tão precioso relicário do passado colonial merece ser congratulado efusivamente, aplaudindo o  recanto risonho, como consta nas armas de seu brasão, Angulus Ridet.

 

Particularmente tive o privilégio de chegar à cidade, então uma pequena Vila com menos de cinco mil habitantes espalhados desde a divisa de Ana Dias, até os limites com São Vicente, isolada pela imensidão despovoada da praia Grande e de Peruíbe e os contra-fortes da Serra do Mar, e por lá, a partir do Rancho Santa Fé, na Prainha dos Pescadores tecer artesanalmente dias felizes a partir da primeira infância.

 

Já adulto, por sete anos, envolvido pelo ozônio produzido pela mata atlântica e a flora pitoresca do litoral paulista, bem assim inebriado  pelo adocicado perfume de sua forte maresia, a vida permitiu-me por lá, com meu filho então criança e a jovem mulher,  principiar o longo e tortuoso caminho que o tempo vai revelando, talhando cuidadosamente as primeiras letras  da história que começara a escrever, cujas linhas ainda estão sendo desenhadas, agora menos  a firmes e já tremidas pelo esforço de anos que se passaram.

Por oportuno, exponho aos leitores que me brindam com a preciosa atenção que o povo amigo de Itanhaém, honrou a memória de meu pai ao atribuir seu nome ao Caminho Turístico que adentra pelo Morro Sapucaitava à Praia da Saudades, partindo do Porto Novo onde por lá, durante sua vida, sempre que podia, permanecia pensativo  observando a fauna e flora de tão precioso sítio, e talvez hoje noutra dimensão por lá permaneça; e torno, repetidamente, igualmente pública minha gratidão aos cultos e generosos confrades da Academia Itanhaense de Letras que conferiram a gala dela participar como um de seus membros.

Hoje distante, onde cheguei tropeçando nas encruzilhadas dos tantos caminhos que percorri, mantenho laços afetivos e saudosos com a velha Itanhaém de sempre. Inesquecível fonte histórica de tantas glórias que espelham a própria paulistaniedade desde seu principio.  Não a esqueço, assim como também manhtenho acesa a tocha da  lembrança dos seu filhos, naturais e adotados, de quem e privo carinhosas amizades.
 
Bandeira de Itanhaém hasteada em FLorianópolis, Sc.

E diante disso e daquilo, que nesse apertado texto rabiscado pela emoção, com sentimento e solenemente mantenho hasteada e tremulando a bandeira azul do cavalinho, erguido em mastro posicionado no jardim de minha residência, para que todos os passantes possam vê-la e aplaudir, reverenciando a data símbolo dessa projeção de luz e cultura tradicional que irradia.

Parabéns Conceição de Itanhaém! Parabéns pelos 485 anos.

 

Roberto J. Pugliese

Foi diretor da 83ª. Subsecção da OAB-SP por 10 anos.
Foi fundador do Lions Clube Itanhaém-Praia.
Membro da Academia Itanhaénse de Letras.
Foi assessor jurídico da Câmara Municipal da Estância Balneária de Itanhaém.
MANTÉM ITANHAÉM VIVA NA SEDE DE SUA ALMA !

03 abril 2021

Homenagem à Pátria - Tão maltrada nesses tempos !

 Aplausos para o Brasil !
 
O Expresso Vida traz para o deleite dos seus leitores o poema de Vinicius de Moraes em homenagem ao Brasil, que como ele, tanto amamos.
 
 


 

"Pátria Minha
 
 
A minha pátria é como se não fosse, é íntima
Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo
É minha pátria. Por isso, no exílio
Assistindo dormir meu filho
Choro de saudades de minha pátria.
 
Se me perguntarem o que é a minha pátria, direi:
Não sei. De fato, não sei
Como, por que e quando a minha pátria
Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água
Que elaboram e liquefazem a minha mágoa
Em longas lágrimas amargas.
 
Vontade de beijar os olhos de minha pátria
De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos...
Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias
De minha pátria, de minha pátria sem sapatos
E sem meias, pátria minha
Tão pobrinha!
 
Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho
Pátria, eu semente que nasci do vento
Eu que não vou e não venho, eu que permaneço
Em contato com a dor do tempo, eu elemento
De ligação entre a ação e o pensamento
Eu fio invisível no espaço de todo adeus
Eu, o sem Deus!
 
Tenho-te no entanto em mim como um gemido
De flor; tenho-te como um amor morrido
A quem se jurou; tenho-te como uma fé
Sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito
Nesta sala estrangeira com lareira
E sem pé-direito.
 
Ah, pátria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra
Quando tudo passou a ser infinito e nada terra
E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu
Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz
À espera de ver surgir a Cruz do Sul
Que eu sabia, mas amanheceu...
 
Fonte de mel, bicho triste, pátria minha
Amada, idolatrada, salve, salve!
Que mais doce esperança acorrentada
O não poder dizer-te: aguarda...
Não tardo!
 
Quero rever-te, pátria minha, e para
Rever-te me esqueci de tudo
Fui cego, estropiado, surdo, mudo
Vi minha humilde morte cara a cara
Rasguei poemas, mulheres, horizontes
Fiquei simples, sem fontes.
 
Pátria minha... A minha pátria não é florão, nem ostenta
Lábaro não; a minha pátria é desolação
De caminhos, a minha pátria é terra sedenta
E praia branca; a minha pátria é o grande rio secular
Que bebe nuvem, come terra
E urina mar.
 
Mais do que a mais garrida a minha pátria tem
Uma quentura, um querer bem, um bem
Um libertas quae sera tamen
Que um dia traduzi num exame escrito:
"Liberta que serás também"
E repito!
 
Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa
Que brinca em teus cabelos e te alisa
Pátria minha, e perfuma o teu chão...
Que vontade me vem de adormecer-me
Entre teus doces montes, pátria minha
Atento à fome em tuas entranhas
E ao batuque em teu coração.
 
Não te direi o nome, pátria minha
Teu nome é pátria amada, é patriazinha
Não rima com mãe gentil
Vives em mim como uma filha, que és
Uma ilha de ternura: a Ilha
Brasil, talvez.
 
Agora chamarei a amiga cotovia
E pedirei que peça ao rouxinol do dia
Que peça ao sabiá
Para levar-te presto este avigrama:
"Pátria minha, saudades de quem te ama…
Vinicius de Moraes."
 
Roberto J. Pugliese
Editor
Cidadão Honorário de Cananéia
( Decreto Legislativo nº01-2015)

 

21 março 2021

antonio paixão: A verdade nas entrelinhas.


Conversa com Antonio Paixão.

O Expresso Vida mais uma vez traz para o seu seleto público mais um estreito conto crítico de Antonio Paixão

Boa leitura
:

 "OVNI E A FALÊNCIA DO ESTADO BRASILEIRO
Já há três meses e meio em seu retiro etílico passado no isolamento obsequioso para fugir à infecção do COVID-19 num tonel de vinho na formidável vinícola de São Roque, no interior do Estado de São Paulo, nosso bravo poeta, António Paixão, recebeu a ligação telefônica de seu médico, o Dr. Hamilton Andrews, um entusiasta das terapias de Baco, as bacanais. Segundo ele, essas se tornam insuperáveis se ao vinho somarem-se as bacantes. 

“Olá, meu caro Paixão! Há tempos que não tenho notícias suas. A última foi quando você entrou no tonel. Você continua aí no mesmo lugar”?
“Sim, Hamilton. Persisto em meu agora reconhecido e premiado tratamento preventivo e terapêutico ao vírus diabólico, que me valeu o troféu IG-Nóbil, outorgado em Portugal. Estou bem de saúde. E você”?
“Eu sigo muito bem, Paixão. Continuo a tomar meio litro do rum cubano, Havana Club, pela manhã, no mais absoluto jejum, acompanhado de um puro Cohiba. Não há vírus mortal ou de outra forma nefando que se aproxime. Ahahah. Como você sabe, sou muito cioso do rigor científico e não transijo”.


“Mas você repete a dose antes de dormir, certo”?
“Claro, Paixão. Todas as noites. Não podemos dar uma oportunidade ao Sinistro. Este vírus é insidioso e todo cuidado é pouco. O seguro morreu de velho, como diz o ditado. Ahahah. Amigo, estou preocupado com você neste barril, sem exercícios físicos, fora as deglutições e gargarejos com o santo bálsamo etílico. Recomendo um passeio pelos vinhedos de São Roque, ao menos uma vez por semana”.


“Irei pensar. Obrigado pelo seu interesse. Abraços e passar bem”.
Recebida a recomendação do querido amigo, sensata pessoa e competente médico, quem está ocasionalmente até mesmo quase sóbrio, nosso bravo poeta resolveu seguir à risca a prescrição e, no sábado seguinte à noite, saiu nu e descalço de seu tonel, abriu as portas da vinícola e adentrou pelos viçosos vinhedos. Em contato com o ar fresco das colinas, sua primeira sensação foi a do encolhimento do pau, seguida pelo arrepio no cu.

]
Ainda sob o forte impacto do primeiro efeito e não plenamente recuperado do segundo, Paixão observou três luzes brancas no céu noturno sobre a colina, adiante do vinhedo. Elas se mexiam lateralmente e de cima para baixo, ora veloz, ora lentamente. Uma estava mais à frente e as demais na retaguarda, formando um triângulo luminoso, o que despertou não apenas a sua curiosidade mas, no primeiro momento, um certo temor.


Estupefato e paralisado pelo arrepio, agora já mais intenso, Paixão observou a luz mais próxima se avizinhar, revelando uma aeronave em forma de disco, a qual pousou suave e docemente metros à frente da posição onde se encontrava. Era um OVNI! Dele saíram por uma escada telescópica três indivíduos humanoides, de coloração esverdeada, desarmados e cada qual com um pequeno computador portátil em mãos. A atitude dos visitantes era amistosa, o que não foi suficiente para dissipar o grande cagaço.


“Boa noite, o nosso intento é pacífico”, disse aquele que aparentava ser o líder do grupo. “Somos de Marte e poderemos conversar em sua língua, através do tradutor computadorizado implantado em nossos cérebros”.

Ainda temeroso, nosso bravo poeta pode apenas dizer “E o que querem vocês de mim? Eu estava muito feliz recolhido em meu tonel de vinho e saí apenas para esticar as pernas, conforme recomendação de meu médico, o Dr. Hamilton, aquele sacana”.
“Meu nome é XYZPRB8 e sou o coordenador deste grupo de estudos na presente pesquisa de campo. Esse aqui à minha direita é o meu assessor Ervil Alul 4Ever e, à minha esquerda, é minha assistente Angela Davis 2bis”.


“Meu nome é António Paixão, poeta, corintiano e vencedor do prêmio IG-Nóbil. Eu pensei que os marcianos apenas visitassem o grande capeta do Norte, os Estados Unidos da América (EUA)”.
“De fato, disse XYZPRB8, lá vamos aos EUA para estudar as ações medonhas, nocivas, molestas, pavorosas, nefastas, repelentes, repugnantes, tétricas e vis que um Estado terrestre pode praticar contra os demais. Examinamos também as práticas genocidas tanto sistemáticas quanto reiteradas, algumas delas por décadas, como aquelas praticadas contra Cuba e o seu valente povo”.
“Vocês vão ao lugar certo para aquele estudo”, respondeu Paixão. “Mas o que vocês vêm fazer neste infeliz Brasil, neste calamitoso momento e qual o porquê de me procurarem”?
“Estamos aqui para fazer um estudo de campo sobre um Estado falido, no caso o Brasil. Temos um questionário de perguntas, para as quais buscamos esclarecimentos. Nossa escolha recaiu sobre sua pessoa, porque nu, descalço e com o corpo manchado de vinho tinto nos pareceu a pessoa mais pura, sensata e benigna que examinamos nestas plagas inditosas e desventuradas”, respondeu rapidamente o XYZPRB8.


“Então vamos todos entrar na vinícola, já que imerso em meu tonel de vinho ficarei mais à vontade e com maior inspiração para responder às vossas perguntas. Se quiserem me fazer companhia, há espaço para vocês também”.
“De acordo”, respondeu o XYZPRB8, “mas ficaremos do lado de fora para evitar contaminações recíprocas. Pedimos sinceras desculpas”.


Já acomodado no conforto de seu tonel de vinho e depois de tomar alguns goles para ganhar coragem, António Paixão afirmou com alguma solenidade: “vamos então ao vosso questionário, ao qual darei minha melhor atenção, mas gostaria de ouvir a totalidade das perguntas, para apenas depois dar as minhas respectivas respostas. Esclareço, desde o início, que não é fácil entender o Brasil. Se este país não é para principiantes terrestres, imaginem só as dificuldades que se põe aos marcianos”.
De olho em seu computador manual, XYZPRB8 esclareceu que o questionário havia sido dividido em seções, a primeira delas a respeito de aspectos institucionais do Brasil. “O Brasil tem hoje a 9ª economia do mundo. Há alguns anos, era a 6ª. O Produto Interno Bruto do país é hoje de US$ 2 trilhões; suas reservas cambiais, que já foram maiores, estão hoje em US$ 340 bilhões; e o seu saldo comercial no ano de 2019 foi de US$ 47 bilhões”.


“Vejo que vocês marcianos estão muito bem informados a respeito de nosso país”, afirmou António Paixão, um tanto quanto surpreso.
“De fato”, respondeu XYZPRB8, “fizemos nossa lição de casa e somente trabalhamos com números oficiais de organismos internacionais, porque as estatísticas brasileiras são notoriamente pouco confiáveis. Contudo, se puder continuar, não conseguimos entender o porquê de ter o Brasil a segunda maior concentração de renda do mundo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Cerca de metade da renda nacional pertence a apenas 10% da população. Grande parte dos demais habitantes vive na indigência absoluta e quase todos os restantes vivem em dificuldades”.


“Veja bem, Poeta António Paixão, os números institucionais do Brasil não fazem sentido. Os bancos têm cerca de 8.5% do PIB do país e seu lucro cresceu 18% em 2019, sem contar com os serviços auxiliares, ao passo que o próprio PIB brasileiro cresceu apenas 1.1%, percentual igualmente refletido no aumento da arrecadação de impostos. O Tesouro paga aos rentistas uma taxa de juros de 34%, enquanto a taxa básica do país é de apenas 2.25% ao ano. Por sua vez, o consumidor ordinário ou indivíduo comum paga juros de 100% ao ano ao sistema financeiro”.


“São, de fato, números escandalosos a respeito dos quais ninguém no país parece ter vergonha, muito menos a classe política, que adora os banqueiros e venera os rentistas”, disparou António Paixão, interrompendo a narrativa.
“Por outro lado, poeta”, continuou XYZPRB8, “ o Brasil tem cerca de 12 milhões de pessoas, mais do que a população de Portugal, a habitar moradias precárias, insalubres e indignas, normalmente barracões de materiais descartados, nas 6.329 favelas que infestam seu território. Ademais, há pelo menos 500 mil habitantes de rua, número equivalente à população de Gênova; e mais de 120 mil trabalhadores sem-terra”.
“Segundo a ONU, no seu país, 33 milhões de pessoas, número aproximado da população da Polônia, não têm onde morar; 57 milhões, um Reino Unido, não têm ligação a uma rede de esgotos; 24 milhões, uma Austrália, não têm água encanada; e 15 milhões, uma Holanda, não têm acesso a coleta de lixo. Ainda segundo a ONU, há 5 milhões de famintos no Brasil, número que é provavelmente muito maior nos dias de hoje, talvez mais do que o dobro, com a presente pandemia do COVID-19”.
“Parece que os privilegiados de seu país, herdeiros legítimos de uma cruel sociedade escravocrata, são lamentavelmente insensíveis à miséria alheia e optaram conscientemente por manter o povo na adversidade, indigência e desamparo”, continuou o marciano. “Acresce que a população carece igualmente de uma educação pública de qualidade, que possa formar cidadãos conscientes e saibam exercer o direito de voto e fiscalizar seus representantes. Contudo, o vosso regime é dito democrático, ou seja, em tese um governo do povo, pelo povo e para o povo, mas parece a nós, lá em Marte, mais com uma situação de território ocupado por ferozes e inescrupulosos conquistadores da guerra de classes”.
“É a mais triste verdade”, foi o comentário singelo do António Paixão.
“Também nos causa muita estranheza o modo de operar das instituições de Estado no Brasil. Veja só o caso do presidente da República: ele é a favor da tortura, a favor dos ricos, a favor de uma sua ditadura pessoal, a favor do armamento de seus apoiadores; mas contra as mulheres, contra os negros, contra os indígenas, contra os pobres, contra o Judiciário, contra o Parlamento, contra os professores, contra as universidades públicas, contra os estudantes, contra nortistas e nordestinos e contra as florestas do país e de sua fauna. Ele é até mesmo contra as medidas de contenção da presente pandemia, não se incomoda com as mortes e ainda manda o povo tomar banho de esgoto”, disse o pesquisador marciano.


“O exército de seu país, no nosso entender, não tem razão de existir como tal, pois desprovido de qualquer poderio militar digno de nota. Parece que a instituição sirva apenas como sinecura para os seus integrantes atuais e reformados, bem como respectivos parentes. Causa-nos ainda profunda estranheza um quadro de cerca de 3 mil militares a ocupar postos civis no governo federal brasileiro. Tem-se a impressão de uma guarda pretoriana a postos para um autogolpe do presidente, em ensaio para a ditadura. Ademais, a política externa do Brasil foi entregue aos EUA por pessoas que acreditam que a terra é plana. Nós, que viemos do espaço, podemos assegurar que a terra é redonda, esférica mesmo”, completou XYZPRB-8.


“Obrigado pelo esclarecimento e convincente testemunho, que por estas plagas se faz hoje necessário”, respondeu educadamente o poeta.
“A respeito do Judiciário, quer nos parecer lá em Marte que os vossos juízes sejam como os militares. Buscam apenas suas vantagens corporativas pessoais. Eles gostam de ter pagamentos generosos e ricos desembolsos para viajar ao exterior, para comprar ternos nos EUA e gravatas na Itália. Praticam o nepotismo das maneiras mais criativas. O trabalho fica atrasado por décadas, mas não importa, o povo não merece justiça. Ela não é para a gentalha, plebe ou ralé, o que parece seja a atitude generalizada enraizada solidamente no ethos das classes dominantes. Quando desenvolvido, o serviço é feito pelos assessores, grupo interessante onde há apenas mulheres bonitas e rapazes bem-apessoados, quase todos brancos, bem cuidados, cheirosos e elegantes”.


“O mesmo parece ocorrer no vosso Parlamento”, continuou XYZPRB-8. “Os parlamentares brasileiros aparentemente exercem o mandato público em benefício próprio e de suas famílias, oficiais ou não. Tratam o que deveria ser um serviço público como um negócio. Votam de acordo com os interesses pessoais e sabe-se, em Marte, que muitos deles só se movem mediante vultuosos pagamentos feitos por entidades públicas que são a eles alocadas para exploração própria. Colocam-se no centro para que a logística de venda seja mais cômoda. Os liberais dispensam a rede de serviços públicos, que serve apenas à ralé sendo, portanto, desnecessária. Aliás, qual é o sentido da presença de um tal Deputado Alexandre Frota no parlamento brasileiro? Para quem mesmo trabalha o tal de Queirós”?
“Caro XYZPRB8” interrompeu António Paixão, “deixe-me tomar alguns muitos goles deste celestial bálsamo vinícola, porque fiquei deprimido com o quadro descrito por si, muito embora sabido, verdadeiro e apenas parcial. Servidos”?


“De fato, poeta, temos ainda cerca de 3.600 perguntas adicionais a respeito de temas como educação pública, pesquisa científica, direitos humanos, meio ambiente, agronegócio e pesticidas, distribuição de riquezas, forças armadas, política externa, comércio exterior, diplomacia, milícias fascistas, privatizações, desinformação ou Fake News, cultura, genocídio das populações indígenas e de segmentos dos infectos com o COVID-19, opressão à população negra, repressão às mulheres e às populações LGBT, dentre outros”.


“Meus queridos XYZPRB8, Ervil Alul 4 Ever e Angela Davis 2bis, gostaria de cumprimentar a todos os marcianos de vossa equipe pelo amplo trabalho desenvolvido a respeito do Brasil, que é da mais alta qualidade e pelo interesse em meu pobre país. De acordo com o que já vimos até o momento, não há necessidade de prosseguirmos em nossa conversa porque, daquilo que já foi tratado, resultou evidente que os problemas da falência do Estado brasileiro ficaram claramente expostos pelas próprias perguntas feitas até agora”, arrematou o poeta António Paixão, orgulhoso de ser bêbado, mas lúcido; e pobre, mas digno.


“Desejo muita saúde e boa viagem de regresso a Marte para vocês, mas não sem antes fazer o convite para desfilarem na escola de samba da Gaviões da Fiel, em nosso próximo carnaval, no bloco ‘Bons Marcianos são Corintianos’.
Vai Corinthians!!!!”"


 
Roberto J. Pugliese
editor
advogado remido
www.puglieseadvogados.com.br

20 março 2021

O povo não aguenta mais -

 

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Expresso Vida

Democracia é o melhor regime entre todos que se conhece, pois todos podem se manifestar. Os contentes e os descontentes.Analisem, reflitam e deixem sua opinão.

Viva a democracia!

Roberto J. Pugliese                                                            editor                                                                                                          autor de terrenos de marinha e seus acrescidos, letras jurídicas, 2015


17 março 2021

NOTA DE FALECIMENTO = PÊSAMES !

 COM MUITA TRISTEZA E SENTIMENTO ABALADO, PARTICIPO A TODOS OS LEITORES DO EXPRESSO VIDA, O FALECIMENTO DE SADY ANTONIO BOESIO PIGATTO, ilustre advogado militante no Estado do Tocantins, que entre outros cargos, na advocacia foi vice presidente da OAB_TO- GURUPI E CONSELHEIRO FEDERAL POR VÁRIAS GESTÕES.

Professor de direito e senhor de currículo invejável que deixa como legado para a família e todos que o conheceram.  Exemplo a ser seguido por todos que o conheceram e dele ouviram falar.

Meu amigo e parceiro leal e combativo.

Sentimentos solidários  à família querida e amiga enlutada.

Roberto J. Pugliese     

editor                                                                                                                           

( Roberto J. Pugliese  foi presidente da OAB-TO-GURUPI por duas gestões )

Receita simples para ser feliz em tempos de reclusão

Receita para ser feliz.

 

O Expresso Vida recebeu a mensagem abaixo do amigo Márcio Martini, um artista de Cananéia,Sp e pediu para reproduzir. Prestem atenção, pois será o primeiro passo para encontrar a felicidade que tanto procuramos, mormente em tempos de reclusão, pandemia, solidão...

 

“Nos bons idos dos anos 60 a gente tomava "o que cabia no bolso", isto é,  estudantes durangos não tínhamos grana nem prum maço de Macedônia, que dirá tomar GIN FIZZ COM HORTELÃ no Panelinha (luxo pra poucos)!

O que a gente mais bebia era cachaça - era barato e dava um barato barato, se é que me faço entender.

Naquele tempo, nas bocas do bares, havia um trava-língua - que funcionava melhor do que qualquer etilômetro -  que era assim:

NAS LADEIRAS DE LORENA LOGRAM OS LOGRADOUROS

Falar isso sóbrio já é difícil, imagine só como será depois de estar "anisiado".

ANISIADO? Não é neologismo nada:

Naquele tempo a gente misturava cachaça com anis que ficava parecendo que vc tinha chupado um Dulcora de Anis, ô delícia. As namoradas nem percebiam que tinha cachaça por trás do sabor.

É o mesmo que dizer que o cara tomou tanto com anis que ficou ANISIADO!

ô prosa...

Mas ... o que eu queria contar MESMO é como fazer uma cachaça com anis estrelado.

É fácil e você só precisa ter paciência de esperar "ficar pronto". É assim:

Primeiro purgue as folhas de cataia numa cachaça. Arrolhe e guarde em local seco e fresco.

Só aí já vão uns 45 dias.

Depois disso, abra a garrafa e coloque entre 20 e 30 estrelas de anis.

Novamente arrolhe e guarde em local seco e fresco.

Quanto mais o tempo passar, mais as estrelas de anis irão para o fundo da garrafa.

Essa cachaça estará "tinindo" quando as estrelas estiverem lá no fundo.

Isso demora ao menos uns 40 dias.

Portanto, se você gostou da ideia de esperar uns 80 dias, faça logo DUAS garrafas.

 

A experiência comprova a teoria do "fazer só uma é pouco, duas é bom ..."

Ah ... vc quer a receita do gin fizz? ...

GIN FIZZ COM HORTELÃ DO PANELINHA

1 dose de gim

2 colheres de suco de limão

1 colher de açúcar

100 ml de club soda (ou água com gás) bem gelado

QB: gelo, folhas de hortelã, fatias de limão

Misture o gim, suco de limão e açúcar

mexa pouco

complete o copo com cubos de gelo

derrame club soda sobre as pedras

Coloque hortelã mas não mexa a mistura

decore com fatias de limão “

Marcio Martini

Depois dessas duas receitas o apreciador de uma boa dose encontrará a felicidade. Sem dúvida.

Roberto J. Pugliese

Editor

Autor de O Caminho das Ostras.