sexta-feira, 17 de julho de 2020

O ÚLTIMO PULO DO GATO !


O último pulo do gato !

Ele morreu.
O torcedor do clube mais querido da cidade, o paulistano que por várias décadas foi o âncora do programa jornalístico O PULO do GATO, que todas as manhãs vai ao ar pela Rádio Bandeirantes de Sâo Paulo, não resistiu a fúria da coronavirus que o derrubou definitivamente aos 78 anos de idade.

O jornalismo brasileiro está enlutado.
Os democratas e profissionais independentes que lidam com a comunicação social, tristes e inconsolados.
São Paulo que desde sempre se destacou pelos expoentes  salientes do rádio brasileiro, que fizeram história e deixaram lições, perdeu seu filho notabilizado por suas posições e profissionalismo independente.

A tristeza tomou conta a partir do planalto de Piratininga e através de ondas cartezianas se espalhou por todo país nessa manhã de 17 de Julho de 2020.

No entanto, o luto  não reflete e é bem diferente da alegria que tomou conta num cantinho especial do céu:- Joelmir Beting, Luciano do Valle, Casper Líbero, Boechat, Líbero Badaró, Herzog, Fiori Gigliote, Assis Chateaubrind,  Kalil Filho, Corifeu de Azevedo Marques, Edson Leite, João Saad, Raul Tabajara, Carlos Espera, Tico-Tico, Hélio Ribeiro e incontáveis profissionais da imprensa falada paulistana já acomodados há boa data naquela dimensão azul de paz e cantos gregorianos, acompanhados de Tele Santana, Canhoteiro, Leônidas da Silva, Roberto Dias,  Chicão, José Poy, Pedro Rocha ídolos de todos os tempos foram receber JOSÉ PAULO DE ANDRADE na porta de entrada principal e levá-lo para o salão nobre onde pode abraçar outros velhos amigos, colegas e destacados personagens do futebol que sempre aplaudiu nos espetáculos que assistia no vale do Morumbi.

+bandeira hasteada em meio pau homenageando José Paulo de Andrade que prestigiou bastante a cidade de Cananéia + Jardim da residencia do editor em FLorianópolis,sc..

O Expresso Vida lamenta o óbito do conhecido radialista, conservador nas ideias, porém independente e firme nas posições em defesa da ordem e do bom direito. O paulistano que era a tribuna para os que não tinham voz e não se aquietava sempre pulando igual ao gato que se tornou sua marca, atrás de solução para os problemas que o público anônimo e, na maioria das vezes humilde, trazia. Também nunca cansava em busca de fatos que fossem notícias e reportagens inéditas. 

Enfim, se foi, infelizmente, o arauto tão necessário nos momentos difíceis que estamos vivendo, que  discursava erecto de forma independente, valendo-se da credibilidade e espaço que a mídia lhe concedera. Enfim, o CANHÃO DO RÁDIO calou-se tombando diante do inimigo invisível.

Adeus Zé Paulo !

Roberto J. Pugliese
editor
advogado remido

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