Roberto J. Pugliese
Editor
Conselho Editorial (inspirado) Carlos H. Conny, presidente; M. Covas, Miguel S. Dias, W. Furlan, Edegar Tavares, Carlos Lira, Plínio Marcos, Lamarca, Pe. João XXX, Sérgio Sérvulo da Cunha, H. Libereck, Carlos Barbosa, W. Zaclis, Plínio de A. Sampaio, Mário de Andrade, H. Vailat, G. Russomanno, Tabelião Gorgone, Pedro de Toledo, Pe. Paulo Rezende, Tabelião Molina, Rita Lee, Izaurinha Garcia, Elza Soares, Beth Carvalho, Tarcila do Amaral, Magali Guariba, Maria do Fetal,
A Democracia e os valores da Nação brasileira
No exercício da presidência da República não fez cerimonia e se valeu de todos os meios para permanecer no cargo, mesmo tendo perdido as eleições que se realizaram em dois turnos.
Inconformado convocou militares, juristas e insuflou o povo a se rebelar. Na estratégia esboçada incluía assassinar autoridades e provocar a sublevação popular.
Agora denunciado pela prática de diversos crimes, tenta reverter a situação através de ato político, que venha anistia-lo.
Covarde e desmoralizado, assim como os seus comparsas civis e militares só podem se valer do decreto legislativo os anistiando e concedendo o perdão pelos atos comprovadamente praticados.
Sem maiores discussões, o Expresso Vida aplaude a denuncia criminal de lavra do Procurador Geral da República, peça fundamental para o regular processo crime e julgamento destes infames brasileiros, que deveriam inclusive perderem a nacionalidade que não souberam respeitar.
A democracia é valor fundamental estampado na Magna Carta e deve ser defendida sempre, em continua aprimoramento desse elevado valor que deve ser impregnado à cultura nacional.
O Concresso Nacional titular da prerrogativa de dispor sobre anistia não irá se compuscar a esse ponto. Nenhum deputado ou senador ousará aplaudir a tentativa de golpe e ignorar atos violentos que não se pode nem esquecer e tão pouco perdoar.
Enfim, não iremos ampliar essas considerações. Vamos aguardar, pois em tempo breve, logo mais, muitas medidas jurídicas serão tomadas que, haverão de lavar a alma dos brasileiros.
Viva a Democracia !
Vista do Canal que liga a Lagoa da Conceição ao Oceano Atlantico, em Florianópolis. Lugar bonito, bem frequentado, com residencias e restaurantes ao longo das margens.
Roberto J. Pugliese Editor
O Expresso Vida brinda com os seus distintos leitores a vitória de virada e a conquista da 55a.. Taça São Paulo de Futebol Júnior pela 5a. vez pelo São Paulo Futebol CLube. !
Parabéns aos jogadores e equipe técnica.
ITANHAÉM FELIZ ANIVERSÁRIO !
Valendo-se de contas e informações diversas o Expresso Vida parabeniza Conceição de Itanhaém pelos 492 anos de fundação e participação ativa na história de São Paulo e do Brasil.
Brindando os ilustrados leitores e seguidores desse fanzine, segue abaixo o vídeo Sou da Praia, música de João Carrasco, advogado, ex prefeito de Itanhaém, para o deleite de todos nós.
O Expresso Vida prestigia a boa música brasileira sempre.
Março é mês de aniversário de Guaraqueçaba.
O Expresso Vida parabeniza a cidade e o povo de Guaraqueçaba, no litoral norte de Paraná, e transcreve abaixo a história da cidade, copiada do sitio eletrônico do município ( 18 de fevereiro de 2024 https://www.guaraquecaba.pr.gov.br/cidade )
" Até a primeira metade do século XVI, os únicos habitantes da região eram os grupos indígenas, que se distribuíam pelos estuários e baías do litoral paranaense, principalmente às margens da baía de Paranaguá. Inicialmente, a região era habitada por tupiniquins, tendo, mais ao sul do litoral paranaense e norte catarinense, a frequente presença de índios carijós, hábeis em descer do planalto à planície litorânea pelo caminho de Peabiru e seus ramais. Esse antigo caminho indígena ligava o Império Inca localizado nas cordilheiras dos Andes ao litoral paulista, com ramificações para o litoral paranaense e catarinense. Por meio dessas ramificações, as nações indígenas nômades iam do litoral para o planalto e vice-versa.
No começo do século
XVI, os carijós pertencentes ao tronco Tupi-Guarani, ocupavam toda a
costa sul do Brasil, desde a barra de Cananéia até o Rio Grande do Sul.
Registros históricos estimam que havia de 6 a 8 mil Carijós no litoral
paranaense desenvolvendo atividades de lavoura e pesca. No litoral, as
atividades cotidianas incluíam a caça, a pesca, coleta de ostras,
mexilhões, bacucus, caranguejos, etc. Prova da presença desses povos
antigos, são os vestígios deixados, chamados de sambaquis (Depósito
natural de cascas de ostras e outras conchas) encontrados ora na costa,
ora em lagoas ou rios. Em Guaraqueçaba, ainda se encontram vários
sambaquis em bom estado de conservação.
Com
o achamento do Brasil, pelos portugueses, em 22 de Abril de 1500, e a
fundação da colônia de São Vicente, em 1532, no litoral paulista,
partiram as primeiras expedições de exploração ao complexo estuarino de
Cananéia, Iguape e Paranaguá. A história refere-se à presença, em 1545,
de colonos lusos estabelecidos em Superagui e, entre 1550 a 1560, na
Ilha da Cotinga.
No dia 18 de Novembro de 1547, ao tentar esconder-se
de uma tempestade, o navegador alemão, Hans Staden, se abriga no canal
do Superagui, onde encontrou ali índios tupiniquins e dois portugueses
náufragos. Esse navegador descreveu o que viu: índios usando peles de
animais ferozes para se proteger do frio. Seu relato de viagem, do ano
de 1556, apresenta a primeira carta da baía de Paranaguá.
Posteriormente, na intenção de capturar índios para escravizá-los,
portugueses, vindos do litoral paulista, chegaram à BAÍA DE GUARAQUEÇABA
e ali descobriram ouro nos rios Ribeira, Açungui e Serra Negra;
fixaram-se na região, iniciando assim, as atividades de mineração no
Brasil.
Em 1614, Diogo de Unhatte, tabelião da ouvidoria de São Vicente, obteve, de Pero Cubas, a sesmaria,
denominada Paranaguá, localizada entre os rios Ararapira e Superagui –
atual município de Guaraqueçaba. Povoamento mais efetivo, pelos
europeus, se deu no século XVII, através da atuação do capitão-mor,
Gabriel de Lara. Outro grupo de portugueses, os chamados bandeirantes,
vindo de São Paulo, instalou-se às margens dos rios da baía de
Guaraqueçaba. Com a descoberta de ouro em Minas Gerais, nesse mesmo
século, encerra-se o ciclo de mineração nessa região e as comunidades se
mantiveram por meio da agricultura de subsistência. A população foi
crescendo e o cultivo e comércio de arroz, cana-de-açúcar, aipim,
banana, café, milho e feijão se intensificaram.
No
século XVIII, fazendas de comercialização de produtos agrícolas e
madeira cresceram com o trabalho escravo, inclusive, os produtos eram
exportados para a Argentina e o Paraguai, sendo transportados, pelo rio,
em canoas e pequenas embarcações, até o porto de Guaraqueçaba ou
Paranaguá, onde eram comercializados. Nesse período, a região sofreu a
influência cultural de europeus e africanos.
Em 1838, Cypriano Custódio de Araujo e Jorge Fernandes Corrêa, antigos proprietários de terras, construíram a Capela do Bom Jesus dos Perdões,
na encosta do Morro Quitumbê. Em torno da capela surgiram habitações e,
em pouco tempo, a povoação nascente ganha direito e privilégios.
Elevado à freguesia em 1854, mas somente gozando do predicamento de
Vila, no ano de 1880. Em 1938, a Vila foi extinta e anexada como
Distrito ao Município de Paranaguá. Voltou a figurar como município
autônomo, em 1947.
Em meados do
século XIX, quando o Paraná elevou-se a categoria de Estado, muitos
imigrantes europeus, principalmente suíços, italianos e franceses,
instalaram-se em Superagui, onde desenvolveram agricultura com uso de
canais de irrigação. Produziram arroz, uva para fabricação de vinho,
café e mandioca. A vila de Guaraqueçaba progredia, no continente. As
duas primeiras décadas do século XX foi o período da maior prosperidade
em Guaraqueçaba, quando navios carregados de banana e madeira faziam
linhas até Argentina e Paraguai. Nessa época, agricultores paulistas, em
busca de terras férteis e baratas, criam as comunidades de Pedra Chata e
Batuva.
Mas, a crise da economia
capitalista, de amplitude mundial, ocorrida em 1929, causa reflexos
também na região, causando dificuldades na economia agrícola, uma vez
que era quase que totalmente voltada à exportação. Na década de 40,
alemães fugindo dos reflexos da 2ª guerra mundial, chegam a Serra Negra e
Rio Bananal, instalando-se nessa região. As comunidades de Rio Verde e
Rio Guaraqueçaba funcionavam como intermediárias à comercialização da
banana, originária da comunidade do Batuva, rio acima.
Nos
anos 50, instalaram-se as primeiras fábricas de palmito e muitos
agricultores migraram para o corte de palmito, diminuindo assim, o uso
de parcelas de terra para agricultura. Com a abertura da rodovia ligando
Guaraqueçaba a Antonina, a PR-405 (denominada Rodovia Deputado Miguel Bufara,
de acordo com a Lei Estadual 7.198 de 13/09/1979) única via de acesso
terrestre à região, um novo processo de ocupação foi iniciada. O governo
federal liberou créditos subsidiados e reduziu impostos para quem
quisesse cultivar café, palmito e criar búfalos. Assim, muitos abriram
suas áreas, venderam as madeiras, introduziram o búfalo (que degradou as
florestas de planície) e não produziram, nem manejaram o café e o
palmito. Somente nos anos 80 reconheceu-se que o estímulo dado às
atividades agrícolas convencionais sem fiscalização, acarretou a
degradação e a acelerada descaracterização ambiental da região, assim
como o empobrecimento gradual da população que ali morava, secularmente.
A
partir de então, valorizou-se a região de Guaraqueçaba, procurando
resguardá-la do uso indiscriminado e intensivo, criando-se algumas
Unidades de Conservação, na intenção de disciplinar e orientar as
atividades e valorizar o patrimônio natural existente.
Com
quase 500 anos de colonização, Guaraqueçaba mostra uma mistura de
hábitos e tradições de índios, portugueses, negros e europeus de
diversas áreas. Como resultado, uma cultura rica e diferenciada em
relação às de outros lugares do Brasil. Através da história oral,
lendas, músicas, danças, artesanato e hábitos alimentares, gerando
grande variedade cultural que deve ser resgatada e transmitida às
futuras gerações.
FONTE: Atlas Ambiental da APA de Guaraqueçaba "
No território do município, na ilha de Superagui, próximo a barra de Ararapira, na divisa com o Estado de São Paulo, se encontra o marco histórico Moco - Firmamento.
A reprodução acima colhida do Google Maps, mostra a situação exata do marco que, trata-se do antigo lugar onde havia a divisa natural entre grupos indígenas guerreiros e inimigos, que serviu para limitar a 5a. Comarca de Curitiba, desmembrar e criar o território do Estado do Paraná, posteriormente alterado para alguns quilometros acima.