sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Praça do Carijo - ( memória nº 109 )


 

 

Memória nº 109.
Casa do Carijo – Praça  -

 

Moravam em São Paulo próximo ao aeroporto de Congonhas num sobrado muito bem montado e espaçoso, situado numa ruazinha tranquila, salvo a feira livre que às sexta feira que incomodava.

 

A casa oferecia toda a segurança e Lourenço Jr., na escolinha podia ser levado pela mãe, pois situava-se numa esquina há menos de duzentos metros e os sogros moravam há dois ou três quarteirões.

 

Antes de mudarem-se definitivamente para Cananéia, alugaram uma casa modesta por seis meses, em frente ao Colégio Estadual, consistente em uma garagem, na qual a proprietária transformara num quarto, banheiro, cozinha, sala e um quintal nos fundos.

 
( Foto do jantar comemorativo de 30 anos da instalação da Comarca de Cananéia, Sp )
 
 
Nesse período procuraram casa para comprar e terminaram optando por um chalé situado no Carijo, junto a onde hoje existe uma praça.
 
 
 
 
( visão da baia de Cananéia, Sp )
 
 
A casa pertencente ao judeu dono do posto de gasolina se assentava numa área de mais de mil metros quadrados, inclusive do outro lado da estrada dos Argolões, confrontando com o manguezal, hoje avenida Eduardo Boechar Ramos. Nos fundos havia outra construção.


Durante os seis meses Lourenço negociou a compra, valores e condições, e assim que fechou o negocio, unificou as quatro ou cinco matriculas, deixando de lado, a área junto ao manguezal e a casa dos fundos, que passou a fazer frente para a futura praça. Sem número, ambas as casas foram contempladas por números que Lourenço houve emplacar a seu critério.

 

Durante alguns meses promoveram os melhoramentos necessários. Separaram por muro a residência dos fundos e alugaram. A casa principal ampliaram consideravelmente, construindo 4 dormitórios, com dois banheiros, armários embutidos entre outras benfeitorias. Construíram churrasqueira e garagem nos fundos e preservaram entre outras plantas, uma jabuticabeira existente na área da garagem.

 

 
 

Numa semana de feriados a casa dos fundos foi procurada por uma família que queria aluga-la. Talvez semana santa. Sabendo que o interessado tinha máquinas de terraplanagem que esta na cidade para obras na ilha Comprida, então pertencente à Cananéia, Lourenço dispensou o pagamento e pediu em troca que o inquilino limpasse, aterrasse e urbanizasse a área lindeira ao seu imóvel, na qual havia a esquina e o campanário, onde de um lado seguia a estrada dos Argolões e formando um épsilon, à direita seguia outra rua para o Carijo de Dentro.

 

A praça, mesmo rústica foi feita e posteriormente, passados alguns anos, a prefeitura houve urbaniza-la e deixa-la no estado que se encontra, inclusive preservando a jabuticabeira existente na mesma linha que a existente no imóvel de Lourenço.

 

Por razões outras, em Agosto de 1983 Lourenço mudou-se para Itanhaém. Manteve a casa dos fundos alugada e a da frente vazia, colocada à venda.

 

Na casa dos fundos os novos funcionários da recém instalada Comarca de Cananéia, que vieram de outras cidades do Vale do Ribeira, foram ali residir.

 

Deixou saudades.

Roberto J. Pugliese
pugliese@pugliesegomes.com.br
Membro da Academia Eldoradense de Letras.
Membro da Academia Itanhaense de Letras.
Titular da cadeira nº35 da Academia São José de Letras.

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