09 março 2022

Parabéns as mulheres de lutas !


 

 Exemplos de Mulheres

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O Expresso Vida nessa data em que se comemora o dia, a semana e o mês das mulheres lembra ao seus ilustres leitores, especialmente as bravas mulheres que acompanham seus textos, de alguns exemplos de grandes mulheres que ao longo da história se destacaram.

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Mulheres de luta e que servem de exemplo a todas outras, de todos os lugares e todas as épocas. Apenas algumas, de tantas e tantas que se destacaram ao longo dos tempos.

 

Bety Mendes, Maria da Penha, Carolina de Jesus, Benedita da Silva, Hortênsia, Zuzu Angel,  Leila Diniz, Malala Yousafzai, Dina Sfat, Magali Guariba, Maria do Fetal, Maria Madalena, Patrícia Galvão (Pagu), Dorothy Mae Stang, Joana D'arc, Camen Prudente, Anne Frank, Beth Carvalho, Catarina Paraguassu, Mercedes Sossa,  Cecília Meirelles, Condessa de Vimieiros, Marta Rocha, Elis Regina, Zilda Arns, Rita Lee, Simone de Beauvoir,  Rosa de Luxemburgo, Aracy de Almeida, Adélia Prado, Bartira, Jacqueline Mirna, Ana Maria Machado, Paula Toller, Cacilda Becker,  Chica da Silva, Elza Soares, Chiquinha Gonzaga,  Derci Gonçalves, Sandra Brea, Bertha Lutz, Virgina Lane,  Norma Bemguell, Carlota Pereira de Queiroz, Clarisse Herzog, Yoko Ono, Hebe Camargo, Marquesa de Santos ( Domitila ), Nara Leão, Aizita Nascimento, Angela Davis, Inezita Barroso, Amália Rodrigues, Dilma Rousseff,  Narcisa Amália de Campos, Annik Malvil, Anita Garibaldi, Cora Coralina, Ana Neri, Clarice  Lispector, Wanderleia, Luz Del Fuego, Maria Quitéria, Irmã Dulce, Tarsila do Amaral, Joenia Wapichana, Marie Couri, Eva Wilma, Rosa Parks, Princesa Isabel, Edith Piaf, Sandy, Zilda Cardoso, Jacinda Kate Laurell Ardern,  Caniné, Marilyn Monroe, Rita Pavone, Sílvia Renata Sommerlath, Carla Charf, Maria da Graça Braz e Maria Ester Bueno.

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Não poderia ser diferente, ao parabenizar  mulheres lembrando de ícones da história mundial,  importante salientar que entre tantas e quase  infinitas, citar que são apenas algumas extraídas de um todo, pois são como é sabido incontáveis.

São mães, esposas, amantes, filhas, enfim, são mulheres que surgiram da grande multidão, da incógnita da sociedade para se tornarem cantoras, atrizes, políticas, líderes de classe, jornalistas, defensoras de direitos humanos, do meio ambiente, profissionais das letras e das artes, operárias, cientistas, marisqueiras, quebradoras de côco, catadoras de papel, enfermeiras, faxineiras, navegadoras, pesquisadoras, pianistas, bailarinas, aeromoças, pescadoras artesanais, quilombolas,  professoras, advogadas, pantaneiras, indígenas, cossacas, caipiras, caiçaras, ciganas... são aquelas que por atos, fatos e ações se tornaram, queiram ou não, ícones de uma época, de um tempo, de um lugar, de uma vila ou de um país que servem como exemplos e estímulo para as vencedoras. 

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Mas muito mais que incontáveis, anônimas e não identificadas, são imprescindíveis e a paz, o carinho, o amor e a doçura de suas companhias permite que a humanidade reflita melhor em busca de harmonia e justiça social.

São mulheres, moças, meninas, senhoras, idosas, viúvas, casadas, amigadas que surgem num repente de todos os cantos e chegam na hora e no lugar que é preciso e traz a solução, a força e a inteligência feminina advinda do outro lado do cérebro. São mulheres que usam tesouras, panelas, canetas, agulhas, bisturis, lentes de aumento, aventais, bonés, jalecos, botas, sapatilhas... e arrumadas, maquiadas, limpas e perfumadas ou sujas de graxa, de barro, de gordura, de sangue e sem o toque mágico da formosura de seus charmes, estão presentes para ajeitar e ordenar o que a humanidade  na fúria de suas convicções nem sempre sabe como fazer.

Enfim, o Expresso Vida deixa seu recado e o saliente parabéns a todas as mulheres, fincando nelas a esperança última  de uma sociedade melhor, mais justa, harmónica e perfumada.

 

Roberto J. Pugliese
editor
www.puglieseadvogados.com.br
sócio do instituto dos advogados de Santa Catarina
 

28 fevereiro 2022

Uma Semana que Revolucionou as Artes

 

 São Paulo mudou as artes brasileiras

 

No mes de Fevereiro São Paulo e o Brasil comemorou cem anos da realização da Semana da Arte de 1922, evento que durou apenas tres dias na elegante cidade quase-europeia que já se projetava como metrópole. 

 

A intelectualidade paulistana querendo revolucionar as artes brasileiras, dando um colorido brasileiro, aproveitou o ano do centenário da independência, para mostrar a todos, que os brasileiros sabiam desenvolver a própria expressão cultural típica e não mais atrelada as linhas de outros continentes. Mostrou que a arte brasileira, verdadeiramente nacional, não era a propalada por outros cantos do país, especialmente, aquela dita e imposta pelos intelectuais da capital federal, que se limitavam a copiar linhas  desenhadas e escritas no velho mundo.

 

Até o trajar dos intelectuais da época foram criticados, de modo que o grupo dessas mudanças, também entendeu que ao invés de cartolas ou colarinhos duros, o traje típico deveria ser tropical, distante e distinto das roupagens cheia de panos dos europeus.


COmo sempre São Paulo saiu à frente.


O evento renovador se deu à noite de 13 de fevereiro, uma segunda feira, no saguão do elegante e então recém inaugurado Teatro Municipal.

 

Várias pinturas e esculturas provocaram reações de espanto e repúdio.Graça Aranha, proferiu palestra inaugurando o evento. "A emoção estética da Arte Moderna", autor também da obra Canaã, romance regionalista que possuí valor documental. A temática gira em torno da questão da migração alemã  no Estado do Espírito Santo. Após a palestra, um musical encerrou a primeira noite e tudo transcorreu com certa calma, porém a agitação pairava no ar.
 
A cidade se movimentou. Aplausos e vaias nos comentários da paulicea, húmida e ainda da tradicional garoa. Numa cidade ainda mais vila do que a pretendida metrópole, que a elite posava, o evento do modernismo, chocou profundamente a elite tradicional e conservadora. A intelectualidade se dividiu e como era esperado, dias depois, o Rio de Janeiro teceu críticas e desdenhou...


Contam os sabidos que a intenção dos principais organizadores da Semana de 22 era tão somente  realizar o evento numa livraria da cidade; porém  tiveram influência de Graça Aranha, diplomata, que regressara da Europa com ideias futuristas. Ideias que chocaram por transformar o que vinha de lá, por uma produção própria, que espelhasse o Brasil.

  

A literatura apresentada trouxe irritação e  foi ignorada pelo público presente no evento que se deu no dia 15. Naquela noite a confusão aflorou com as apresentações mais abrasileiradas e ritimadas para um país tropical. Vaias se sobressairam e não pouparam Mário de Andrade, Menotti del Picchia, Ronald de Carvalho e demais autores que se manifestaram.


Mas com o choque que a Semana provocou a arte verdadeiramente brasileira, nacionalizada desde a sua criação, encontrou o espaço que precisava para se impor. A intelectualidade paulistana mostrou ao Brasil que a verdadeira arte progressista surgia em Fevereiro de 1922, a partir do Planalto de Piratininga e seria ao longo do tempo respeitada.

 

A importância da Semana pode ser comprovada por todas as expressões artísticas que ocorreram depois daquele fevereiro. Numa análise simples, basta lembrar que se a Bossa Nova nasceu na zona sul da então capital federal, foi em São Paulo que ela evoluiu e partiu para o mundo, deixando de ser um movimento limitado aos bairros burgueses do Rio e, à mesma época, o YE YE YE liderado pelo Rei Roberto Carlos, só se expandiu a partir de São Paulo e invadiu os lares dos jovens de todo país...Chico Buarque, Caetano Veloso ou RIta Lee, são exemplos que frutificaram após a semente deixada naquela Semana.

 

E assim, vale para a literatura, com autores daqui e dali vivenciando através da metrópole o que é o pais, como se deu com Jorge Amado, Guimarães Rosa ou  Fernando de Moraes ou Don Paulo Evaristo Arns.

 

Provavelmente o Festival Literário Internacional de Paraty, o maior evento da atualidade no campo das letras, não viesse encontrar espaço se não fosse a consolidação da literatura brasileira, cujas primeiras linhas se deu na revolução que a Semana fez eclodir.

 

Enfim, a arquitetura e as artes plásticas através de Lasar Segall, Iara Tupinambá ou mesmo  Carybe, entre incontáveis outros ícones dos pincéis, revelam-se como autores da arte modernista brasileira consolidada.


Enfim, sem delongas, o Expresso Vida convida a todos intelectuais, artistas e amantes das expressões culturais que participem durante o ano de 2022, aos eventos que se darão em todo o Estado de São Paulo comemorando tão importante marco cultural. São festas organizadas pela Secretaria de Cultura do Estado, com a parceria efetiva de inúmeros municípios espalhados pelo território paulista, promovendo festivais, exposições, espetáculos e atos culturais em comemoração a Semana da Arte de 1922.

 

 

Roberto J. Pugliese 
editor
www.puglieseadvogados.com.br
titular da cadeira nº 35 da Academia São José de Letras
membro da academia Itanhaénse de Letras
membro da academia Eldoradense de Letras

04 fevereiro 2022

Beto Simonetti, eleito presidente da OAB


 Conselho Federal da OAB tem novo presidente.

Dia 01 de fevereiro de 2022 tomou posse a diretoria eleita para o triénio, a iniciar nesta data e terminar em 31 de janeiro de 2025, em sessão solene, porém fechada, em razão das restrições higênicas decorrentes da pandemia.

O advogado José Alberto Simonetti, conselheiro federal pelo Estado do Amazonas encabeçou a chapa, que dos 80 votos, obteve 77 tornando-se o segundo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil liderado por um representante daquele estado. 

Em discurso depois de o resultado ser proclamado, muito emocionado, Simonetti agradeceu pelos votos e reafirmou compromisso com a defesa das pautas da advocacia. "Quero selar um compromisso com os advogados e advogadas do Brasil, ser um defensor desse país, um defensor intransigente dos nossos direitos e prerrogativas. Meu compromisso é verdadeiro, é real, é honesto, é leal", disse o presidente eleito do Conselho Federal da OAB.

O ex presidente Felipe Santa Cruz ao passar o bastão da presidencia salientou "que a Ordem está em boas mãos, então a democracia brasileira também está."

Além de Beto Simonetti, também compõem a nova Diretoria do Conselho Federal da OAB o vice-presidente Rafael Horn, a secretária-geral Sayury Otoni, a secretária-geral-adjunta Milena Gama e o diretor-tesoureiro Leonardo Campos.  

O Expresso Vida parabeniza aos Conselheiros eleitos, especialmente os diretores que estarão à testa da administração da OAB pelo trienio, com obrigações estatutárias relevantes, entre as quais a defesa da ordem jurídica, do sistema democrático, direitos humanos e os direitos da profissão, confiando na boa gestão no período.

 ROberto J. Pugliese
editor
Autor de Direito das Coisas, 2005, Leud
Membro do Instituto dos Advogados de Santa Catarina.

20 janeiro 2022

Viva Sâo Paulo !

 Feliz Aniversário !

BANDEIRA PAULISTA HASTEADA NO JARDIM DA RESIDÊNCIA DO EDITOR

 

Parabéns a todos paulistas, paulistanos e imigrantes que vivem em São Paulo !

 

Para a querida São Paulo de sempre!

Os brasileiros conscientes estão em festa. É aniversário da cidade maior do país. Maior em tudo. Cidade que por si só faz com que tudo gire ao seu redor.

A última semana de  janeiro é para nós  paulistanos tempo de festas, de alegria em comemoração pelo aniversário da grande cidade que, pitoresca desde a santa fundação, à sombra do Colégio de Jesuítas do platô da Sé, ao longo de sua rica história tem motivos de sobra para orgulhar seus filhos: Detentora de generosidade singular sabe bem receber seus tantos e tantos migrantes a par de por tradição de seu povo ajudar a quem precisa.

Trata-se da mais pujante das pujantes metrópoles porque vive por si. Não é dependente. É líder, conduz, não é conduzida.

A honra de ser paulista e paulistano não se limita aos seus filhos naturais. Os chegantes adotivos, milhões que atravessam o país e o mundo para nela se estabelecer, por serem tratados indiscriminadamente como iguais e sentirem-se queridos, inflam seus peitos de orgulho e afirmam alto e em bom som que são da cidade, e por sê-los, se consideram vencedores.

Sim, o paulista é vencedor. Da cidade ou não, o paulistano é sempre um vencedor !

Cidade cujo povo trabalha bem mais do que necessário e constrói todo o alicerce de um país melhor e sua grandeza. Sempre foi assim, desde que corajosos desbravadores enfrentaram o desconhecido, subiram a serra inóspita e lá, deixaram a semente para outras aventuras vencedoras.  

A cidade vibra sempre acesa. Não cochila. É o ponto de partida e o objetivo final para a difícil trajetória do cotidiano brasileiro. Mutante, segue sempre avante. Todo dia se transforma sem desprezar o passado, pensando no futuro. É a explosão diária da nova dinâmica do sucesso.

 

          Bandeira do São Paulo Futebol Clube, hasteada no jardim da residência do Editor,

É a cidade própria dos que agem e sempre pensam grande. Paradigma do arrojo, o paulista mantém o espírito da aventura de seus antepassados desbravando as entranhas do conhecimento.

E no caótico cotidiano paulistano, com as chaminés de suas indústrias poluídas pela fumaça do trabalho de seus operários, a cidade embassada pela fuligem cinza que escapa do movimento incessante de tanta gente, São Paulo é paradoxal e da aparente insensibilidade dos que nela transitam,surge a doce metrópole das artes, na qual, o poeta  tem espaço para alinhavar suas estrofes e ainda se escutam canções cuja melodia vem no embalo de seus compositores. São Paulo canta a música dos trovadores que vieram de longe por terem seus talentos rejeitados nos lugares de origem.

A laboriosa metrópole se faz limpa, leve, musical e colorida pelo balsamo dos seus artistas.

Mesmo trágica, sob as enxurradas das tempestades constantes e intermináveis congestionamentos de veículos o laborioso povo encontra tempo para os cafés, os teatros, as casas de diversões. Crente, freqüenta os incontáveis templos de todos os credos. 

Maravilhosamente elegante, sua moda faz do tempo o templo das linhas retas e curvas arrojadas. A cidade abriga os mais notáveis intelectuais; os mais brilhantes cientistas e os mais dedicados juristas.  E suas universidades ensinam o mundo.

Solidariedade impar. Recebe carinhosamente a todos. Independente da origem e dos destinos,  o paulistano valoriza o trabalho dos que nela se instalam para vencer.

É a terra que pertence ao mundo. Não tem fronteiras.

 

           Bandeira da Cidade de São Paulo = Cruz da Ordem de Cristo e o Brasão de Armas

 

Uma cidade que vive da luta do dia a dia e de lutas ideológicas. Suas ideias, seus líderes, suas ações, são seguidas por todo o país. E da conhecida avenida Paulista, coração financeiro do país, surgem movimentos pró direita, pró esquerda, pró empresários, pró trabalhadores... Refletindo nessas ações barulhentas o mais variado pensamento de um povo vibrante como vibrante é a cidade que constroem.

Liderando e impondo suas razões de forma a mostrar que sabe como ninguém, o paulistano soberbo não exibe modéstia: Trabalha, organiza, resolve, constrói e sem cessar, nunca se cansa e atento está ao lado de todos que dele se socorrem. Arrogante, é sempre, naturalmente o comandante. Orgulha-se de saber impor o caminho do sucesso e trazer soluções: Em São Paulo, no Brasil e no exterior.

 
São Paulo é a síntese de todas as sínteses do país. É a síntese do século XXI

 

                          Bandeira da OAB hasteada na residencia do Editor em Florianópolis, Sc

 A cidade de Sao Paulo é a cidade do melhor do direito, da melhor justiça e da justiça social.  É a terra onde bravos advogados, mais do que lutar pelo direito particular, sem receio e corajosamente, são exemplos de incansáveis defensores da democracia. 

E quando São Paulo se cala, o país se cala. São Paulo sempre à frente. Se for, todos vão e se ficar, ninguém vai... Assim foi em 1932 e assim tem sido ao longo de sua história. É a terra dos bandeirantes que sem receio ampliaram as fronteiras para o pais, fundaram vilas e construiram as raizes da nação.

Mas a cidade sofre. Sofre pelo desalento de tanta miséria que não cessa. Gente daqui e dali, perdidos no emblemático cimento armado, nas praças desgastadas e descuidadas, armam suas barracas e sobrevivem de bicos, golpes, malandragem em incontáveis idiomas e pela piedade do povo paulista e brasileiro sempre atento ao desalento de irmãos.

A cidade chora pela pobreza de infelizes e repudia a pobreza de espírito daqueles que ignoram o sofrimento dos semelhantes e isolados em ilhas encasteladas no interior de  bolsões de pobreza fingem desconhecer o destino de milhões de miseráveis que nem sempre se alimentam... vivem em condições desumanas e indígnas aos seres de nossa espécie.

Paradoxal a cidade é rica mas é pobre. E dentro de um país igualmente paradoxal, concentrado com poder mal distribuído, concentra renda e comanda com poucos que desvirtuam a democracia e geram apenas privilégios para poucos.

Tão paradoxal que nessa festa de aniversário a cidade parou e o país também. Se a cidade para não há como seguir em frente, pois a locomotiva é São Paulo... Um trenzão conduzido por uma locomotiva braba e incansável.  E se a cidade para, seu povo sai para festejar, impulsionando o turismo que sempre aguarda visitas ilustres vindas na maioria do Planalto de Piratininga.

Lamentável.Mas também maravilhoso esse mundo da paulicea.

              Brasão de Armas da Cidade de São Paulo - CONDUZO NÃO SOU CONDUZIDO !

Mas a cidade deu certo e ao longo do tempo esse certo, torto e com defeito será aprimorado e transformará o que é de poucos para todos. Um país mais justo e verdadeiramente democrático que seguira a liderança natural dos paulistas, paulistanos e brasileiros de lá.

Enfim, aproveitando a festa, conto o segredo: O privilégio de nela nascer é bênção que ilumina caminhos. Agradeço aos meus Protetores a graça de te-la vivido e nas entranhas de suas avenidas, becos, prédios, vielas, parques, jardins, escadas, túneis e vilas ter sobrevivido e dentro de seus confins conhecido o melhor saber.

Por si a cidade é a mais intelectualizada das universidades. Nela se vive e nela se aprende viver. E sobreviver. Não tem igual. É a própria escola da vida. É o melhor conhecimento. É a arte, o esporte, a ciência. São Paulo ereta tem tudo; é tudo; é simplesmente o resumo de tudo.

Parabéns a todos que ajudam a construí-la, fazendo do asfalto que a tinge de suor vermelho do sangue heróico de seus habitantes, a maior metrópole cristã, solidária, humana e paulistana.

Parabéns aos que movidos pela ambição, transformam o cimento árido de suas incontáveis construções, o adocicado perfume da calorosa metrópole sempre nascente.

Non Duco, Ducor.

Parabéns!

 

Roberto J. Pugliese

Membro da Sociedade MMDC

Advogado Remido

www.puglieseadvogados.com.br

 

15 janeiro 2022

Thiago de Mello, o poeta combatente !

 EXPRESSO VIDA HOMENAGEIA O ILUSTRE POETA.

Enlutado, assim como todos que tem sensibilidade, pelo passamento do poeta Thiago de Mello, transcrevemos abaixo o  conhecido poema, de sua lavra, escrito em Santiago, à época do Golpe Militar de 31 de Março.
 
 
(Ato Institucional Permanente)

A Carlos Heitor Cony


Artigo I.
Fica decretado que agora vale a verdade.
que agora vale a vida,
e que de mãos dadas,
trabalharemos todos pela vida verdadeira.

Artigo II.
Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.

Artigo III.
Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.

Artigo IV.
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu.

Parágrafo Único:
O homem confiará no homem
como um menino confia em outro menino.

Artigo V.
Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa.

Artigo VI.
Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.

Artigo VII.
Por decreto irrevogável fica estabelecido
o reinado permanente da justiça e da claridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada na alma do povo.

Artigo VIII.
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor.

Artigo IX.
Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor.
Mas que sobretudo tenha sempre
o quente sabor da ternura.

Artigo X.
Fica permitido a qualquer pessoa,
a qualquer hora da vida,
o uso do traje branco.

Artigo XI.
Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo.
muito mais belo que a estrela da manhã.

Artigo XII.
Decreta-se que nada será obrigado nem proibido.
tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela.

Parágrafo único:
Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor.

Artigo XIII.
Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou.

Artigo Final.
Fica proibido o uso da palavra liberdade.
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.


Santiago do Chile, abril de 1964

Publicado no livro Faz Escuro Mas Eu Canto: Porque a Manhã Vai Chegar (1965).

In: MELLO, Thiago de. Vento geral, 1951/1981: doze livros de poemas. 2.ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 198

 Publicando as condolências e solidariedade aos familiares e todos que se sensibilizam pela ausência desse verdadeiro imortal, o Expresso Vida estampa sua tristeza pela ida de mais um combatente. Pelo vazio que esse poeta deixará para todos.

Roberto J. Pugliese
editor
membro da Academia Itanhaense de Letras
titular da cadeira nº35 da Academia São José de Letras

10 janeiro 2022

Viva o Contra-Almirante

 NUM INSTANTE, A GLÓRIA !

O Expresso Vida ousa, autorizado, publicar o texto de lavra de Maonel Domingos Neto, publicado em 10 de janeiro último em sua rede watzapp. Merece leitura e reflexão. E divulgação.


"Bela tacada, a do Almirante! Num lance, virou celebridade e herói da esquerda.

Que importa ter ajudado a eleição do fascista? E que tenha subido sem máscaras em seu palanque no auge da epidemia! Ou que esteja envolto em trapalhadas que prejudiquem a saúde dos brasileiros!

Ninguém ligou para o fato de o médico-marinheiro, sem credenciais, ter disputado e arrematado uma vaga na agência que cuida vigilância sanitária. Na sabatina no Senado que aprovou seu nome, o candidato nada teve a dizer. Aliás, disse que adorava automobilismo e viagens às terras distantes.

Há um século a esquerda busca dissidentes militares. Na única tentativa de assalto ao poder, em 1935, confiou apenas na farda. Imaginou que bastava a legenda do Cavaleiro da Esperança.

Na luta pelo petróleo, agarrou-se aos confrontos no Clube Militar. Generais direitistas foram mitificados por defenderem a autonomia energética, como se isso não fosse o básico do básico da Defesa Nacional.

Lott, reacionário de quatro costados, entrou para a história em letras grandes por, ironicamente, quebrar a legalidade para preservar a Constituição. (Volta e meia me perguntam se não pode surgir outro Lott).

Durante a ditadura instaurada em 1964, a esquerda auscultava ansiosa as dissidências da caserna. Vibrou com os rompantes de Hugo Abreu. No sufoco, qualquer reacionário fardado serviria.

João Goulart apostou exclusivamente em generais aclamados como sendo “do povo”. Impressionante a ignorância relativamente às corporações militares.

Em 1978, Euler Bentes Monteiro quebrou o galho da oposição consentida. O homem fora protegido do violento Albuquerque Lima e do assassino Ernesto Geisel, que lhe deu a quarta estrela. Com Paulo Brossard, apresentou-se ao colégio eleitoral para ser aplaudido por democratas e derrotado por João Figueiredo.

Com o golpe de 2016 em curso, congressistas de esquerda foram à tribuna para cumprimentar o general Villas Boas por seu aniversário. Que vergonha!

Eis que surge, no ambiente de terra arrasada, na desesperante tristeza coletiva, um marinheiro-médico desafiando o presidente da República.

Sua cartinha de impacto seguiu o molde consagrado por Benjamin Constant, o “fundador da República”: arguiu sua ascendência pobre, o selo de moralidade familiar, sua ascensão pelo mérito e defendeu seus subordinados institucionais. Falou grosso, demandando a retratação do fascista.

A consagração foi instantânea. A esquerda foi ao delírio. Outra tacada de efeito e o Almirante entrará na lista de candidatos à vice de Lula.

O marinheiro-médico integra o consórcio que jogou o país na lama. Agora, num beco sem saída, soma-se, glorificado às hostes democráticas.

Reza a cartilha do golpismo de última geração: criemos o problema para apresentarmos a solução. Ponha-se o bode na sala para sacá-lo gloriosamente, quando e se for o caso.

Sabendo que Bolsonaro está rumo à lata de lixo, os golpistas buscam desvencilhar suas imagens do estropício. O marinheiro-médico deu sua contribuição neste sentido. Ninguém sequer perguntou se age em acordo com seus superiores hierárquicos.

O Almirante atacou de policial bonzinho. É óbvio que ajuda a desmontar o mito fascista. Mas sua obra principal é a melhoria da imagem da farda e a construção de uma saída pela direita.

Precisamos de uma ampla frente para tirar o país do fosso, não de um arranjo nada conspícuo para continuar negando-lhe futuro promissor.

Os democratas deste país precisam conter sua avidez por salvadores fardados. Que parvoíce! Que vacilo!

 

Não teremos democracia assegurada enquanto não mudarmos a natureza intrínseca das corporações armadas de que dispomos. Estas fileiras são a garantia da continuidade do legado colonial e da subalternidade ao estrangeiro poderoso.

Manoel Domingos Neto "

O ideal seria poder contestar o texto. Desdizer. Mas infelizmente é verdade. A polícia serve ao governo e as forças armadas, a interesses do hemisfério norte. Tem excessões, mas poucas. Quem sabe, ao longo do tempo, a polícia servirá ao estado e as forças militares, passarão a cumprir a Constituição Federal.

O marco do Tratado de Tordesilhas é o marco da colonização, bem expressa pelos comportamentos rotineiros que somos testemunhas, de autoridades civis e militares ao longo dos últimos 520 anos...

Roberto J. Pugliese
editor.
www.puglieseadvogados.com.br
Autor de Terrenos de Marinha e Seus Acrescidos, Letras Jurídicas