16 agosto 2014

Agosto: Festa do Bom Jesus de Iguape.


Bom Jesus de Iguape. Religiosidade tradicional.


 

O Expresso Vida traz para os ilustrados leitores texto que se refere a curiosidades que se referem à festa tradicional do Bom Jesus de Iguape.

 

Por oportuno apoveita para registrar que a devoção ao Bom Jesus de Iguape é muito grande e congrega milhões de brasileiros do litoral sul e sudeste do país.

 

A PEDRA QUE CRESCE na Festa do Bom Jesus, em Iguape

No fim da década de 1940, o escritor Albert Camus (Prêmio Nobel de Literatura) visitou o Brasil e incluiu no roteiro a Festa do Bom Jesus, em Iguape, no litoral paulista. No conto "A Pedra que Cresce", publicado em 1957, Camus narra a festa e as manifestações religiosas presenciadas em sua visita. Quase 50 anos depois, nosso repórter vai a Iguape para registrar o que se mantém da fé que encantou o autor franco-argelino e ainda atrai milhares de fiéis de todo o Brasil.

...Acima de todos.

No final do dia 6 de agosto, aos olhos de uma grande multidão, a imagem do Bom Jesus desfila imponente pelas ruas de Iguape.

Ao acordar pela manhã, d´Arrast espanta-se ao observar os detalhes do local onde está hospedado: um hospital com duas fileiras de camas, paredes recentemente caiadas de marrom e branco, com crostas amarelas até o teto. Presente no conto "A Pedra que Cresce", do escritor franco-argelino Albert Camus, a descrição é também uma das referências autobiográficas da visita que o autor de clássicos, como A Peste e O Estrangeiro, fez ao Brasil, em 1949. No caso desse conto, refere-se particularmente aos três dias em que esteve na pequena cidade de Iguape, litoral sul de São Paulo, onde presenciou a tradicional Festa do Bom Jesus, realizada todos os anos de 28 de julho a 6 de agosto.

Conta-se que a peregrinação começou quando dois índios encontraram uma imagem do Senhor Bom Jesus numa praia próxima a Iguape, e que, ao tentar carregá-la, perceberam que o objeto ficava mais leve na direção de Iguape, e mais pesado na direção oposta. Acabou sendo levada para lá, e exposta na Igreja de Nossa Senhora das Neves, a padroeira da vila. Hoje, a imagem encontra-se na nova matriz, a Basílica do Senhor Bom Jesus, inaugurada em 1856.

Uma das mais antigas povoações do Vale do Ribeira, fundada em 1538, Iguape foi o cenário da viagem de d´Arrast, um engenheiro francês contratado para construir uma represa no local, e que chega justamente nos dias da festa. Já Camus chegou na cidade na madrugada do dia 5 de agosto, debaixo de chuva, acompanhado do escritor Oswald de Andrade, seu filho Rudá de Andrade, Paul Silvestre, adido cultural francês, e um motorista, cujo nome não é citado, mas que recebeu (de Camus) o apelido de Augusto Comte. Em vez de ir para um hotel ou para a casa de alguma autoridade local, o escritor foi estranhamente hospedado no Hospital Feliz Lembrança, nos arredores do povoado.

Bastou que eu chegasse a Iguape para perceber o provável motivo do fato inusitado: a grandiosidade da festa faz lotar todos os hotéis, pousadas e casas da cidade. Já era assim na década de 40. Hoje em dia, a população passa de seus 50 mil habitantes para a casa dos 200 mil, o que me obrigou a ficar hospedado a 20 quilômetros do centro, sendo que a duas semanas da festa não havia nenhum quarto ou cama vaga em toda a região.

No caso de Camus, uma das hipóteses é de que a viagem fora marcada em cima da hora, por sugestão de Oswald. De qualquer forma, sua passagem pela cidade ficou registrada no livro de visitas do hospital, dia 7 de agosto de 1949, ocasião em que deixou uma mensagem escrita em francês: "Ao Hospital Feliz Lembrança que traz tão bem o seu nome, com a homenagem calorosa a este Brasil que aboliu a pena de morte e a esta Iguape onde a gente compreende esse gesto."

A tradução, logo abaixo na página, foi feita por Oswald de Andrade e reflete as preocupações do escritor na época da visita. Atualmente, o hospital está abandonado, em ruínas, e as páginas amareladas de seu livro de visitas representam a memória de um tempo que uniu os dois escritores.

A fé que cresce

Nos arredores da cidade, a cena que presencio é a mesma que impressionou o escritor: centenas de fiéis em fila, diante de uma pequena gruta, tentando conseguir lascas de uma pedra que teria poderes curativos, milagrosos. Além de curar doenças, teria a fantástica propriedade de continuar crescendo de acordo com a fé de quem as leva. Não é à toa que, de tantos fatos e cenas marcantes na viagem do escritor, essa tenha sido uma das que mais ganhou destaque em sua obra, dando nome ao conto publicado no livro O Exílio e o Reino, em 1957, mesmo ano em que recebeu o Prêmio Nobel de Literatura.

O ritual descrito na literatura de Camus nasceu com a própria Festa do Bom Jesus, e teria surgido porque os homens que encontraram a imagem do santo pararam para lavála numa fonte próxima a Iguape. Surgiu então a história de que a pedra sobre a qual a imagem foi lavada passou a crescer ininterruptamente.

"Quando se tem fé, alcança-se a graça e a pedra cresce quando colocada na água, pode ser até na de um aquário", diz Mario Schimidt, que participa da festa há mais de 30 anos. "Sempre levo um pedaço da pedra. Foi ela que fez um primo meu, que estava paralisado por uma doença, conseguir andar", completa.

O resultado dessa fé é que, hoje, no lugar da pedra onde foi lavada a imagem há um grande buraco, coberto por uma cúpula arredondada, que obriga as pessoas a descerem por uma escada para pegar as pedras.

Para facilitar a vida dos visitantes, rapazes fazem o serviço pesado e descem com marretas para retirar as pedras, oferecidas aos fiéis a troco de uma "ajuda". "Não vendemos as pedras, só pedimos uma recompensa pelo trabalho duro", afirma Josenilson Dias, 28 anos. Ele já faz isso há três anos e sempre tira "uma graninha" com os seus companheiros, que se revezam na atividade.

Em seu quinto ano consecutivo de "trabalho", Rodrigo Penha da Silva, 31 anos, natural de Iguape, conta que, depois de uma semana de festa, chega a tirar cerca de R$ 500. "Muitos dão R$ 1, R$ 2 e até R$ 3 por um bom pedaço da pedra milagrosa. É fácil juntar R$ 20, R$ 30 em poucas horas. Às vezes, em minutos", explica ele, como se estivesse relatando um verdadeiro milagre.

...Passado e presente

Geral da cidade de Iguape, e a imponente igreja ao centro; fiéis cumprem promessa carregando o andor com a imagem do Bom Jesus; o Hospital Feliz Lembrança, hoje em ruínas; sala dos milagres na Basílica do Bom Jesus; jovens vendem pedaços da pedra milagrosa; e fiéis circundam a gruta do Bom Jesus.

A procissão

Outro ponto importante de "A Pedra que Cresce" está nas descrições que Camus faz da procissão, ponto alto da festa, quando a imagem do Bom Jesus sai pelas ruas da cidade, "cajado na mão, a cabeça coberta de espinhos, sangrando e cambaleando por cima da multidão", como ele mesmo descreve. O cortejo começa e termina na Basílica do Bom Jesus, na praça central, num trajeto de pouco mais de um quilômetro, no qual uma incrível multidão segue rezando, pagando promessas ou simplesmente agradecendo em silêncio.

É realmente uma imagem impressionante, que também impressiona o engenheiro d´Arrast. Envolvido no clima da cidade, ele acompanha um dos penitentes, conhecido no texto como "cozinheiro", que carrega um bloco de 50 quilos na cabeça como forma de agradecimento por ter sobrevivido a um naufrágio. A relação entre os dois é um dos pontos altos da narrativa.

Além da procissão e da gruta, a festa também gira em torno de centenas de barracas onde se vende de tudo: cachorro quente, artesanato, utensílios domésticos e o que mais possa interessar aos milhares de pessoas que chegam de várias partes do País. Durante os dias da festa, vivem em acampamentos de lona, casas improvisadas nos carros, nos caminhões e nos barrancos.

As ruas e calçadas ficam todas totalmente lotadas de gente dormindo, comendo, acampando... Alguns se destacam da multidão com seus cavalos. Galopam centenas de quilômetros para agradecer ao Bom Jesus de Iguape, e participar de uma missa rezada justamente em homenagem a eles, com direito a um desfile pelas ruas da cidade. Deixam no ar um cheiro de estrume que incomoda alguns e remete outros a um passado remoto, quando os cavalos eram o único meio de transporte existente.

Depois da procissão, quando o Bom Jesus volta para a Basílica, é que as ruas da cidade começam a esvaziar, os romeiros começam a desmontar as suas coisas e se preparar para o retorno. Pouco a pouco, Iguape vai recuperando a sua calma costumeira, de pequenina cidade litorânea, com o coreto na praça, o rio silencioso, as pessoas tranqüilas, sem dar indícios da força misteriosa que possui, e que tanto encantou o escritor franco-argelino Albert Camus.

...Encanto literário

Fiéis carregam a imagem do Bom Jesus pelas ruas de Iguape; acima, olhares atentos durante a missa que consagra a festa.

Livro de visitas do Hospital Feliz Lembrança com dedicatória de Camus e tradução de Oswald de Andrade.

A América de CAMUS

A passagem de Albert Camus a Iguape foi parte de uma grande viagem que fez pela América do Sul entre os dias 30 de junho e 31 de agosto de 1949. Além de visitar o Brasil, onde esteve em São Paulo, no Rio de Janeiro, na Bahia e em Fortaleza (Ceará), realizou conferências em Buenos Aires (Argentina), Santiago (Chile) e Montevidéu (Uruguai).

Sua passagem por esses países está registrada no livro Diário de Viagem, que reúne as impressões do autor. A viagem ocorreu num momento em que Camus sofria com uma tuberculose mal curada e parecia estar em depressão, o que é bastante nítido no tom de seus textos literários e nas suas anotações de campo.

Filho de emigrantes franceses, nasceu na Argélia em 1913, onde passou a sua infância e grande parte da juventude. Além de A Peste, O Estrangeiro e O Exílio e o Reino, tem entre suas principais obras O Homem Revoltado e O Mito de Sísifo. Albert Camus faleceu em 1960, na França, vítima de um acidente de automóvel.

Serviço

A Festa do Bom Jesus de Iguape acontece todos os anos de 28 de julho a 6 de agosto. Partindo de São Paulo são 175 quilômetros, seguindo pela Rodovia Régis Bittencourt (BR 116) e depois pela Rodovia Prefeito Casimiro Teixeira (SP 222) até Iguape. (texto de João Correia Filho, Revista Planeta.”

O Expresso Vida parabeniza o texto e lembra que na mesma data em Pirapora do Bom Jesus, Sp ou no interior do Tocantins, em Natividade a devoção ao Bom Jesus é acentuada e também há à benção dos cavaleiros, como na praiana Iguape.

Roberto J. Pugliese
pugliese@pugliesegomes.com.br
membro da Academia Eldoradense de Letras.
membro da Academia Itanhaense de Letras.
titular da cadeira nº35 da Academia São José de Letras.

14 agosto 2014

Nota de Pêsames. -

 
O Expresso Vida consternado lamenta profundamente o falecimento do Dr. Eduardo Campos, candidato à Presidência da República pelo PSB, assim como pelo falecimento dos demais passageiros que se encontravam no avião que caiu na cidade de Santos, Sp durante a manhã de 13 de Agosto último.
 
O dr. Eduardo Campos, irmão do escritor e advogado Antônio Campos, neto de Miguel Arraes deixa lacuna irreparável para o pleito que se avizinha à realizar-se em Outubro próximo.

 
 
 
( Roberto J. Pugliese e Antônio Campos em Recife, 2009. )
 
 
Interessante registrar que Agosto e política no Brasil tem episódios marcantes, com destaque para o suicídio de Vargas, a renúncia de Jânio Quadros, o falecimento de Miguel Arraes, nascimento do Senador Collor entre outras efemérides.

 
Roberto J. Pugliese
Membro titular do Instituto dos Advogados de Santa Catarina
 

 

09 agosto 2014

Primeiro de Agosto e a Igreja Católica Apostólica Romana.


 

Para Rafaela.

 

O Reverendíssimo Cardeal  Arns, no seu livro Santo e Heróis do Povo, das Edições Paulinas, participa que no dia primeiro de Agosto é venerado, no seio da Igreja Católica Apostólica Romana,  Santo Afonso Maria de Liguori, missionário popular italiano, mestre de Teologia Moral, fundador da Congregação dos Padres Redentoristas.

 

Santo Afonso antes de ser padre foi advogado e posteriormente pregador. Nomeado bispo continuou pregando a moral cristã. Faleceu com mais de 90 anos de idade em 1787.

 

Também em primeiro de Agosto é lembrada a estudante Arlen Siu, compositora e guitarrista da Nicaragua. Morreu em 1975 e continua sendo símbolo de seu país, pela  sensibilidade, fraternidade e postura alegre e sincera que durante sua vida soube cultivar.

 

Também é venerado nesta data o São Julião Eymard, homem que viveu na simplicidade, admirável, que dispôs a respeito do Evangelho no século XIX. Fundou a Congregação dos Padres e das Irmãs Sacramentinas.

 

Don Paulo Evaristo Arns, foi o grão chanceler da PUC.SP.  quando Cardeal Arcebispo de São Paulo, então a maior diocese do mundo. Nasceu em Forquilhinha, no mesmo Estado que Rafaela veio ao mundo. Foi defensor de perseguidos políticos durante a ditadura militar e continua defensor de direitos humanos, sendo notabilizado por sua coragem e bravura.

 

Para que Rafaela tenha sempre a proteção divina, seja abençoada e pela luz do Espírito Santo siga os mesmos caminhos trilhados pelos ancestrais, por oportuno trago a oração dedicada ao Senhor Bom Jesus de Iguape, que através de sua benção haverá de cuidar de sua trajetória.

 

SENHOR BOM JESUS DE IGUAPE, EU CREIO EM VÓZ.

EU CREIO QUE O SENHOR É VERDADEIRO DEUS E VERDADEIRO HOMEM;CREIO QUE O SENHOR É A PALAVRA QUE NOS CONDUZ À VIDA; À VERDADE QUE NOS LIBERTA E A VIDA QUE NOS ENCHE DE ALEGRIA.

 

SENHOR BOM JESUS, QUE SEMPRE VOS MOSTRASTES CHEIO DE MISERICÓRDIA PELOS PEQUENOS E POBRES, PELOS DOENTES E PECADORES, COLOCANDO-SE AO LADO DOS PERSEGUIDOS E MARGINALIZADOS;

ESCUTAI ESTA MINHA ORAÇÃO:

 

PERDOAI MEUS PECADOS, NÃO ME DEIXEIS CAIR NA TENTAÇÃO E LIVRAI-ME DE TODO MAL. AUMENTAI MINHA FÉ, MINHA ESPERANÇA. QUE EU ESTEJA SEMPRE A SERVIÇO DO EVANGELHO. QUE EU POSSA PARTILHAR AS DORES E AS ANGUSTIAS, AS ALEGRIAS E AS ESPERANÇAS, E ANDAR JUNTO COM MEUS IRMÃOS NO CAMINHO DO VOSSO REINO. QUE EU TENHA UM CORAÇÃO CHEIO DE AMOR, ABERTO E DISPONIVEL PARA MINHA FAMÍLIA. DAÍ-ME SAÚDE. QUE NUNCA FALTE O PÃO SUFICIENTE EM NOSSAS MESAS.

 

BOM JESUS ABENÇOAI AS FAMÍLIAS. AMEM!

ABENÇOAI  A MINHA TAMBÉM.

 

Com carinho, seu avô,

 

Roberto.

07 agosto 2014

Energia Elétrica: Direito Fundamental


Ilhas isoladas com dificuldades em energia elétrica.

 

Diversas comunidades de Guaraqueçaba, no litoral norte do Paraná, situadas em ilhas do Lagamar, estão revoltadas com a Cia. de Energia Elétrica do Estado, a COPEL.

 

Moradores decidiram retirar as placas solares instaladas como forma de denunciar o mau funcionamento do serviço e pressionar para implantação do sistema de energia elétrica.

 

Cansados da espera pela instalação de luz elétrica, os moradores de comunidades tradicionais de Guaraqueçaba decidiram retirar placas solares instaladas.

 

Os painéis instalados há seis anos nas comunidades funcionam de maneira irregular, o que dificulta o dia a dia de cerca de 300 moradores. Algumas das comunidades não chegaram a receber luz elétrica por restrições ambientais impostas por órgãos federais, decisão que viola e desrespeita os direitos básicos das comunidades tradicionais de pescadores artesanais e caiçaras.

 

A empresa justifica que os moradores habitam o parque nacional que deve ser preservado. Quando há energia, ela fica disponível apenas algumas horas por dia. As crianças estudam à luz de velas e lampiões e os alimentos e pescados estragam rapidamente sem a luz elétrica.

 

Algumas comunidades estão ilhas e essas distam cerca de 300 metros da costa, o que não exigiria grande esforço para levar luz.

 

O Expresso Vida tem testemunhado inúmeras situações semelhantes ao longo da costa brasileira e tem conhecimento de questões judiciais julgadas favoravelmente aos moradores e contrários aos ambientalistas e às empresas de energia elétrica.

 

Roberto J. Pugliese
Autor de Direito das Coisas, Leud, 2005.

 
( Fonte: Correio do Litoral, Terra de Direitos e Mopear )

05 agosto 2014

Cananeia, 483 anos. Parabéns !


CANANÉIA: Feliz aniversário!

 

Agosto é mês de festa em Cananéia, comprovadamente  o povoado mais antigo do país, que comemora dia 12 de Agosto seu aniversário e 15 de Agosto a festa de Nossa Senhora Conceição com a tradicional procissão marítima.

 

Formado por inúmeras ilhas e ilhotas espalhadas pela costa do litoral sul do Estado de São Paulo, sua população de quase 14 mil habitantes tem no centro urbano um pouco mais de 8 mil pessoas. Seus inúmeros aglomerados  dispersos pela zona rural continental e no Lagamar tem na pesca e na exploração do turismo a principal fonte de sua economia.

 

A Cidade Ilustre do Brasil, berço da civilização brasileira, foi o domicilio do Bacharel de Cananéia, castelhano que chegou antes de Cabral aportar  na costa baiana e teve grande influencia política em toda a costa sul brasileira.

 

Nos últimos anos entretando a cidade não tem muito que comemorar, pois em razão de seguidas péssimas administração, no todo o município continua  abandonado, esquecido e empobrecido, a despeito de toda a pontencialidade econômica e condições para o desenvolvimento sustentável que apresenta.

 

Encravada no Lagamar integra o mosaico de preservação ambiental sendo sede de diversos parques estaduais que, sem o gerenciamente adequado, diversamente ao proposto não promovem os recursos previstos e inibem o progresso da cidade, sem que com esse sacrifício a proteção ambiental se complete como deveria.

 

Sem muito lero-lero é oportuno lastimar que suas autoridades ignorem o potencial cultural local, a ponto de sua biblioteca e o museu municipal estarem em completo abandono.

 

Insta salientar que a história heróica vivida pelo povo do distrito do Ariri no início do século passado deveria ser amplamente divulgada, para que não viesse ser esquecida como vem ocorrendo ao longo do tempo e principalmente por ser motivo de orgulho.

 

Do mesmo modo a participação dos seus habitantes durante à Revolução Constitucionalista, visto os singelos, porém importantes atos de bravura que deveriam ser divulgados para servirem de exemplo aos jovens de hoje e de amanhã.

 

Por ser uma cidade histórica, cuja origem é anterior ao período Colonial, essa condição já permite a exploração do turismo cultural, com a presença de pesquisadores, estudiosos, historiadores interessados em desenvolver seus trabalhos acadêmicos e científicos, rendendo assim resultados econômicos que estão atualmente dispersos.

 

Nessa data é importante que os seus habitantes e visitantes bradem em protestos para que haja mudanças radicais no comportamento de suas autoridades, na maioria relapsa e sem a mínima condição de gerirem os interesses públicos para a sociedade cansada e sofrida.

 

Enfim, a população da cidade sofre pela incompetência e descaso das autoridades locais e se não tomarem medidas enérgicas a situação que se constata hoje não será alterada.

 

Roberto J. Pugliese
( foi vereador à Camara Municipal da Estancia Balnearia  de Cananéia, em 1983 )

03 agosto 2014

Boas notícias !


 

Notícia alvissareira.

 

Com muita alegria participo a todos os queridos amigos, diletos e prestigiados leitores do Expresso Vida e todos que ao longo do tempo tem acompanhado o pitoresco trajeto  percorrido  pelas esquinas, subidas e curvas da história do meu destino, que a pequena Rafaela veio à luz revelando na sua inocente beleza e brilho de sua áurea,  a certeza do colorido e dias azuis semelhantes aos que ficaram na lembrança da infância e juventude privilegiada de outrora que pude desfrutar.

Faltam palavras para externar a felicidade de ser avô dessa dengosa criança que me inflama de emoção.

Deus a proteja sempre.

Roberto J. Pugliese
pugliese@pugliesegomes.com.br
titular da cadeira nº38 da Academia São José de Letras.

Academias de Letras. ( memória nº 97 )


Memórias nº97
Lourenço e as letras.

 

 

Com muita alegria e sentindo-se honrado em 1979 Lourenço, que à época residia em São Paulo, mas já era um assíduo escritor em colunas do Jornal A Tribuna do Ribeira, Correio do Vale, Jornal de Iguape, Folha de Cananéia, então magazines que circulavam na região, foi convidado a integrar a Academia Eldoradense de Letras, da cidade de Eldorado.

 

Acompanhado de seu inesquecível amigo Gil e sua mulher Regina, na véspera foram à Itanhaém e deixaram Lourencinho com os avós e seguiram para o Vale na manhã seguinte.

 

Se instalaram no único hotel que havia, situado no centro da praça  Nossa Senhora da Guia e à noite, todos arrumados foram à solenidade num dos  clubes da cidade.

 

João Albano Mendes da Silva, oficial do Registro Civil era o presidente e com muita galhardia ofereceu coquetel e recepcionou a todos, que naquela noite de gala, tinham ido à Eldorado, a antiga Xiririca, para prestigiar o evento.

 

Lourenço foi associado e solenemente empossado à Academia na classe de membro correspondente por não residir na cidade.

 

Os anos passaram e, surpreso, em 2012 foi convidado por seu amigo João Carrasco, para integrar a Academia Itanhaense de Letras, da cidade de Itanhaém.

 

Com muita honra, então morando em Florianópolis, Lourenço e sua mulher foram à sessão e tomou posse como membro correspondente.

 

Posteriormente, em 2013, participou do certame e foi eleito membro da cadeira 35 da Academia São José de Letras, da cidade de São José, na região metropolitana da capital de Santa Catarina.

 

Festa muito bonita. Discurso, coquetel, bata com as cores da Academia, sua posse foi assistida por sua mãe, irmão e cunhada e também por amigos da cidade que o prestigiaram.

 

Nessa posse fez uso da palavra e seu texto foi publicado no Trinta Réis, órgão oficial da Academia e se encontra também publicado no blog.

 

Nas sessões outras que antecederam por ser apenas sócio correspondente, sua manifestação em Itanhaém e Eldorado foi de improviso e sem caráter oficial.

 

Ao longo do tempo Lourenço já publicou diversos livros, artigos jurídicos e de assuntos diversos em inúmeros jornais e também em sítios eletrônicos e blogs. Teve também temas publicados em revistas abordando direitos humanos, política e outros assuntos de relevância.

 

Enfim, Lourenço agora é o responsável pelo Expresso Vida, blog que vem editando há alguns anos e outrora tratava-se de fanzine eletrônico que chegou a ganhar premio e abriu as portas para que convidado viesse a participar de congresso de jornalistas realizado em Joinville, na Faculdade de Comunicação local.

Roberto J. Pugliese
pugliese@pugliesegomes.com.br
Autor de Direito das Coisas, Leud, 2005.

01 agosto 2014

O legado da Copa. ( I )


O  legado. ( I )

 

O oba-oba da Copa acabou.

 

Restou a dura realidade do país do futebol. Anos  e anos produzindo grandes futebolistas, considerados os melhores do mundo, porém, o esporte cada vez mais depreciado.

 

A desorganização administrativa dos esportes amadores ou profissionais, infelizmente é a realidade que abrange todo o Brasil. Notadamente o futebol, paixão nacional. Tradição histórica comprovada. Falhas gerenciais e desvios de condutas que envolvem escândalos financeiros de grande monta. São cartolas, políticos e gente ligada ao futebol revelando-se mais interessados em proveitos pessoais do que a prática do melhor esporte. Esquecem-se da missão de erguer o nome do país pelo esporte, especialmente pelo futebol cuja prática tem sua iniciação nos primeiros anos de vida de cada brasileirinho de qualquer lugar.

 

A prática desportiva está em declínio saliente. O futebol como instituição é reflexo de lambanças financeiras, fiscais, econômicas e administrativas. É um amontoado de interesses particulares em jogo desleal, contrário a melhor prática, envolvendo as mais diversas ações criminosas, imorais e aéticas.

 

Os sete gols sofridos em poucos minutos na partida decisiva da Copa do Mundo é um dos legados que refletem a decadência, não só do futebol brasileiro, mas principalmente das instituições do país. Esse é o resultado que vem de tempos distantes. Fruto de anos de má administração e péssimos administradores.

 

São anos de futebol como instrumento de ludibriação para inibriar o povo de boa fé. Não será a mudança da comissão técnica, a troca do roupeiro ou a marca da chuteira que irá mudar o status quo. A decadência evidenciada ao longo dos últimos anos requer mudanças radicais.

 

E a primeira delas é a fundamental, mas fica abafada pela mídia, pois o poder para que permaneça como está é maior: Tirar do comando da CBF e dos demais esportes praticados oficialmente no país, a perniciosa interferência das Organizações Globo.

 

Futebol administrado pela TV, com estádios vazios, sem público às 22 horas para adaptar-se à programação da emissora, e os desdobramentos dessa situação estão  confirmando a perniciosa interferência.

Uma rede de televisão à serviço de um clube de futebol ( Flamengo ) e da sobrevivência do esporte no depauperado Estado do Rio de Janeiro não serve ao esporte nacional. É bairrista e só serve à panela de seus subservientes.

 

Assim, enquanto não se cortar o mal pela raiz, o OBA OBA vai permanecer e as consequências negativas também.

 

É preciso imediatamente excluir do futebol a famiglia Marinho. Essa é a realidade.

 

Infelizmente.

 

Roberto J. Pugliese
pugliese@pugliesegomes.com.br
Sócio titular do Instituto dos Advogados de Santa Catarina.

Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. - Novidades.


Xanana Gusmão assume presidencia da Comunidade de Língua Portuguesa.

 

A Guiné Equatorial foi aprovada a ingressar no organismo como membro efetivo e a Guiné-Bissau suspensa desde o golpe de Estado de 2012 teve autorizado seu regresso a CPLP.

 

Importante também salientar que pela primeira vez o Timor-Leste vai assumir a presidência da Comunidade dos Paises de Lingua Portuguesa na pessoa de Xanana Gusmão.

 

“ Em relação à presidência timorense da CPLP, Xanana Gusmão disse que vai ser dada continuidade a todos os eixos considerados em todas as presidenciais e aos esforços que têm sido feitos de concertação política e diplomática, na cooperação e na promoção da língua portuguesa. No âmbito da concertação política e diplomática, o líder do governo timorense destacou a Guiné-Bissau.”

 

PERTENCEM A CPLP ALÉM DO TIMOR-LESTE,SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE, CABO VERDE, MOÇAMBIQUE, PORTUGAL, BRASIL, ANGOLA, GUINÉ-BISSAU, GUINÉ EQUATORIAL, PAISES CUJO IDIOMA FALADO OFICIALMENTE É O PORTUGUES.

 

Roberto J. Pugliese.
titular da cadeira nº 38 da Acadamia São José de Letras.

 

 

( fonte: Moçambique Agora )

Terror no paraíso !!!


Lagoa da Conceição: terror no paraíso. –

A população da requintada Lagoa da Conceição está aterrorizada com as possíveis consequências da ação civil pública cuja sentença transitou em julgado, impondo à Municipalidade o dever de ultimar medidas, inclusive demolir construções no entorno da orla, numa faixa de 30 metros a contar do espelho d’água.

Pânico geral, pois o descumprimento implica no crime de desobediência. O prefeito municipal é o responsável pela execução da ordem sob pena de responsabilidade.

Os comerciantes que exploram casas noturnas, restaurantes, pousadas, marinas, clubes, hotéis, bares sofisticados que enfeitam com o charme a cobiçada lagoa e também os pescadores artesanais e os que ali residem, quer nos glamorosos palacetes estrategicamente erguidos no disputado cenário, ou nas mais rústicas construções, surpresos  não sabem como agir, reagir e decidir a respeito do futuro de seus negócios e de suas vidas.

São obras erguidas há mais de trinta anos e reconhecidas pela SPU e pela Prefeitura Municipal que ao longo de décadas lançam tributos, concedem alvarás para funcionamento e procedem à luz da ordem jurídica vigente.

Desespero total fruto da radicalização e insensibilidade que exige dos interessados, medidas rápidas, pois a Justiça não ampara quem é mole, dita tradicional brocardo.

A par da movimentação política, das manifestações das entidades representativas da sociedade, as vítimas que pretenderem preservar suas construções e o funcionamento das atividades de seus comércios, devem imediatamente buscar guarida junto ao próprio Poder Judiciário, ultimando as medidas administrativas e judiciais previstas na legislação, para prover o direito abalado ou minorar as consequências drásticas que advirão.

Especialistas podem ajudar. Mas é preciso que os utentes, ainda que aturdidos e perdidos, com a rapidez que as circunstancias exigem, confiram-lhes poderes para movimentarem-se pelos corredores dos fóruns e repartições públicas, requerendo o que a brecha da legislação ainda permite. Cada caso será tratado de modo individualizado.

Enfim,  o decreto judiciário impõe demolição de prédios públicos e particulares, ignora o tempo, a história e a estética, motivo que na balburdia do salve-se quem puder, a serenidade de socorrer-se do próprio Judiciário é ainda a tábua de salvação.

 

Roberto J. Pugliese.
Consultor da Comissão Nacional de Direito Notarial e Registral do Conselho Federal da OAB.