02 julho 2018

ADVOCACIA NO VALE DO RIBEIRA ( Memória nº 124)

Memória nº 124.
Advocacia no Vale do Ribeira.
 
 
 
 

 
Lourenço residia e mantinha seu escritório de advocacia na cidade de Itanhaém, no litoral paulista, porém mesmo distante 200 km e todas as dificuldades de comunicações da época, também mantinha na cidade de Cananéia  sua advocacia, com muito serviço e clientes, além do amplo rol de amigos o que o obrigava sua assídua freqüência naquela histórica cidade para deleite e para trabalho.
 
 
 
Teve um tempo que deu assistência ao Sindicado Rural de Sete Barras. Nessa época cada 15 dias saía de Itanhaém e seguia para o sindicato geralmente às segundas feiras  pela manhã bem cedinho. Dado o trânsito intenso da Rodovia Regis Bitencourt, àquela época pista única, regularmente em Juquiá saía da Br116 e por rodovia estadual seguia para o sindicato.Naquele tempo a estrada não era pavimentada mas assim mesmo compensava sair da movimentada rodovia federal.

 

Atendia no período da manhã e a tarde ia ao fórum, na cidade de Registro, sede da Comarca. Após, seguia para Cananéia para atender clientes e acompanhar os diversos processos judiciais em andamento.

 

As vezes retornava para Itanhaem na terça feira  à noite, outras, na quarta, dependendo da agenda. Durante  bom tempo fez regularmente esse trajeto. Também nesse tempo prestava serviço à Mitra Diocesana de Registro, com atendimento nas diversas paróquias. Ora com demanda em Miracatu, ora em Iguape, ora em Itariri, Eldorado... Rodava sempre pelos foros do Vale do Ribeira.

 

Certa vez representando a Diocese de Registro ingressou com a ação possessória junto ao foro de Miracatu, onde pleiteava concessão liminar contra advogado que invadira um lote à beira do rio São Lourenço pertencente à igreja. O magistrado negou a liminar de plano e designou audiência de justificação, que se deu uns trinta dias após com a oitiva do Bispo Diocesano, do Requerido  e de algumas testemunhas. A audiência teve início por volta das 13 horas ou um pouco mais e às 18 horas foi suspensa por meia hora. Depois seguiu pela noite à dentro, encerrando-se os trabalhos já no início da madrugada, com a concessão da liminar de reintegração de posse. Recorda-se que Don Apparecido José Dias ficou impressionado com as formalidades e com o cuidado do magistrado em ouvir atentamente todos convocados. Ficou admirado com a demora da sessão.

 

Merece destaque que o magistrado da Comarca de Miracatu, de origem japonesa teve cuidado dobrado e atenção detalhada, pois a outra parte era advogado militante na referida Comarca e igualmente tinha origem japonesa. (!!! )

 

Ao tempo que residiu em Cananéia a Ilha Comprida pertencia parte ao município de Iguape, e desde às Pedrinhas até a extremidade sul, ao município de Cananéia,então comarca de Jacupiranga.

 

Contratado por um casal de velhinhos, naturais da boca da praia, junto ao mar grosso, na Ilha Comprida, Lourenço ingressara com ação possessória, pois a empresa loteadora que fizera um projeto de loteamento abrangendo desde o porto das balsas até o boqueirão, atingia a posse trintenária do casal e estava ameaçando expulsá-los de modo violento.

 

Num lance jurídico oportuno João Leandro e sua mulher obtiveram ordem liminar de manutenção de posse e a empresa ré tentava derrubar a decisão e não estava conseguindo, de modo a ter que aceitar a presença dos velhinhos cuja moradia importunava as vendas dos lotes situados no aludido projeto imobiliário.

 

Talvez desesperados ou não acreditando na fama de Lourenço conhecido pela coragem e honestidade, bem como por defender os mais frágeis da pirâmide social local, diretores da empresa ré mandaram um negociador tratar com Lourenço uma forma de se livrarem o empecilho, ou seja, de João Leandro e sua mulher...

 

Era sábado e terminará de almoçar quando o pretenso negociador da empresa o procurou. Sem motivo para dar  atenção especial ao representante da empresa que, de certo modo, estava o incomodando fora do horário comercial e em sua casa, não o convidou para entrar, conversando no portão social da residência.

 

Lourenço no jardim e o preposto da empresa na calçada. Iniciaram a conversa separados pelo portão. Portão fechado e conversa sem qualquer intimidade.

 

Conversa vai, conversa vem, o preposto num rompante petulante propôs que lhe entregaria alguns lotes naquele loteamento onde havia o conflito possessório desde que Lourenço facilitasse para empresa... Que permitisse livrarem-se do casal de caiçaras.

 

Nesse instante, por coincidência do destino, seu filho, Lourenço Jr, com três ou quatro anos de idade, num velocípede passou por perto fazendo barulho e chamando atenção de Lourenço que ficou indignado em receber a proposta de subornado em sua casa e na frente de seu filho, que mesmo sem entender o que se passava, tornava-se testemunha.

 

Lourenço, pai e exemplo para a vida da criança sendo abordado para ação imoral, dentro de sua casa, na frente de seu filho, o fez perturbado e bastante bravo. Lourenço não teve dúvida. Sem medir o timbre e a altura das palavras, com firmeza bradou:

 

- Senhor: não vou mandar que saia da minha casa porque você já está na rua, porém suma daqui e diga para o seu patrão que não preciso de nenhum lote da empresa e não vou esmorecer. Vou lutar com todo meu conhecimento contra a empresa... Saia e não volte nunca mais.

 

O fato se deu por volta de 1982 talvez. Assim, o tempo apagou o nome do preposto da empresa, mas não a cena que ainda tem na memória: O fulano pedindo calma e saindo rapidamente em direção ao seu automóvel estacionado do outro lado da Estrada dos Argolões.

 

A ação prosseguiu e diante das dificuldades impostas à empresa que estava com problemas para implantar o loteamento e promover vendas em razão da demanda, foi buscar celebrar  um acordo, que em audiência, perante a autoridade judiciária, foi celebrado com grandes vantagens para o caiçara e elevados honorários para seu patrono. O caiçara continuou residindo na sua posse, então reconhecida e documentada até o final de sua vida, cujo óbito se deu há menos de cinco anos. Aliás, pelo acordo, a empresa que já dispunha do domínio da área, outorgou a escritura de propriedade ao casal que se tornou  proprietário do imóvel.

 

Não faltam histórias para que Lourenço exponha de suas experiências no Vale do Ribeira. Em especial em Cananéia são muitas as histórias de sua condição de advogado. São incontáveis as lembranças e até vale salientar a saudades de tempos idos que não retornam.

 

Roberto J. Pugliese
cidadão cananeense
autor de Direito das Coisas, Leud, 2005.

01 julho 2018

9 de Julho: Data Magna paulista !

Símbolo de vencedores !
Síntese da história paulista.
 

( Marco das Tordesilhas em Cananéia, SP )

O europeu que  aportou na costa paulista à época do Brasil Colônia e resolveu aventurar-se pelo sertão, foi corajoso bastante e suficientemente forte para subir a serra do Mar enfrentando o desconhecido.
 
 
Floresta tropical cheia de imprevistos. Fauna rica e diferente. Flora abundante de difícil condição para desbrava-la, notadamente nos acidentes físicos da ladeira íngreme, que dificultava transportar animais de tração, animais domésticos, utensílios e bens para o suporte das caravanas aventureiras.
 
 
Ademais ajunte-se a temperatura bem mais alta que a média europeia, provocando transtornos constantes a esses desbravadores.

 
O europeu que se embrenhou pelas escarpas quase intransponíveis da Serra do Mar foi bravo. Foi corajoso e suficientemente despojado, pois subiu a serra com a certeza da incerteza. Enfrentou o desconhecido, sem qualquer apoio logístico ou instrumentos que pudessem orientá-los, salvo a lua e as estrelas.
 
 ( Capacete usado pelos soldados paulistas em 1932 )
 
 
As poucas mulheres que se deram a aventura de acompanhar um ou outro colonizador igualmente eram bravas e tão valentes ou mais que os consortes que as levavam.

 
Longe da metrópole, todo colono, mesmo no litoral, sabia que a civilização lisboeta era apenas uma lembrança, cujas saudades se materializavam quando, ora sim, de tempo em tempo, surgia na orla vicentina caravela trazendo notícias e bens materiais valiosíssimos e os trocavam por cana de açúcar, pedras e metais preciosos adquiridos nos escambos celebrados com os Tupinambás e Guaranis das redondezas.

 
Transpor a íngreme barreira natural fez com que o colono ao vislumbrar o Planalto de Piratininga se encorajasse  suficientemente para avançar para frente, seguindo em direção do por do sol em busca das riquezas que poderia amealhar.
 
 
A serra vencida foi o primeiro ânimo para fazer do paulista que surgia na possessão portuguesa um bravo. O paulista ficou valente na essência.

 
Do alto do platô o valente desbravador dá os primeiros toques e retoques do que, tempos depois, tornou-se a civilização vitoriosa que veio a surgir. Nascem os primeiros paulista que plantaram à sombra do Colégio dos Jesuítas uma aldeia, transformada em vila que virou cidade, depois metrópole e... Hoje é a grande megalópole respeitada e conhecida em todos os quadrantes da terra.
 
 
A cidade cujo povo trabalha pelo país e poucos reconhecem.

 
O sangue paulista brota do coração dos primeiros aventureiros que desbravaram o sertão inóspito  da barreira de pedras, florestas e cachoeiras. Brota daqueles que abdicaram do conforto metropolitano da sede da Coroa portuguesa e não se conformaram em estancar na orla.

 
Sem lero-lero que se dispensa nessa síntese, o homem rude, estúpido e indiscutivelmente valente e trabalhador, não se conteve e do outeiro dos Jesuítas, aproveitou a graciosa natureza que num plano inclinado segue para oeste, e sob as bênçãos dos missionários igualmente desbravadores, organizados em bandeiras, seguiu para conquistar o desconhecido.
 
 
 
 
 
 
( avenida São João, junto ao prédio dos Correios ) 
As monções que da beira do Anhembi partiam pelo leito piscoso, seguiam as trilhas líquidas das águas puras para o além, invadindo o território hispânico em busca das riquezas dispostas. Os paulistas com suas bandeiras e centenas de corajosos conquistadores plantaram povoados ampliando os limites da nova civilização.

 
Esses corajosos empreendedores, falando o português, envolveram os castelhanos e os indígenas plantados a oeste da orla portuguesa. Passo a passo foram erguendo e consolidando um novo país.

 
O paulista plantou um país na América. Fez do Brasil acanhado das capitanias encostadas no virtuoso litoral, a grande potencia que se impõe latente em brilho. O paulista fez. 

 
Fez e faz.
 
E por saber fazer é que , já na primeira metade do século passado,não aceitou se subjugar e partiu valente para enfrentar o déspota que tomara o poder com suas botas enlameadas.

 
E o mesmo povo que subira a serra no passado e expandira sua voz além das Tordesilhas, pegou armas, e foi às trincheiras, abalando as estruturas mansas e mornas daquele que usurpara o poder.
 

 
Suas mulheres foram à industria. Seus adolescentes tornaram-se mensageiros. Todos pegaram em armas e na falta dessas, nas curiosas e inventivas matracas.

 
O bandeirante do século xx foi o MMDC.
 
 
Foi o herói anônimo. Foi o jovem, a mulher, o idoso que, abraçados no mesmo ideal, enfrentaram traídos por promessas mentirosas, tropas vindas do norte e do sul, que arrebatando as últimas fronteiras derrubou os guardiões da democracia combalida.

 
Mas os tiros, bombas e artefatos rudes não impediram o grito de comando livre. O povo envolvido pelas treze listas coloridas em preto, branco e vermelho não recuou.

 
Igual aço, o paulista quebra, mas não se curva !

 São Paulo venceu nas ideias. Impôs pelo saber e competência impar o que deveria ser.

 
9 de Julho é a luz que não se apaga.

 
É a lanterna na proa e na popa. É o timão de quem comanda. É a poesia épica de uma nação laboriosa, singular, única. É a esperança e a competência.

 
É a liderança.
Non Duco, Ducor ! Assim foi e sempre será !






( bandeira da Revolução Constitucionalista )
Roberto J. Pugliese
editor
Cidadão honorário de Cananéia
 

30 junho 2018

lançamento de obra jurídica

Editora Letras Jurídicas lança 2a. edição de obra coletiva


No próximo dia 24 de Agosto, a partir das 19 horas, no salão de entrada do prédio da sede da OAB SC em Florianópolis, será lançada a 2a. edição, ampliada e revista de DIREITO NOTARIAL E REGISTROS PÚBLICOS NA PERSPECTIVA DA ADVOCACIA II volume.

O primeiro volume, também uma obra coletiva, foi lançado há 03 anos atrás.

O livro escrito por integrantes da COMISSÃO DE DIREITO NOTARIAL E REGISTROS PÚBLICOS da OAB-SC, foi lançado em Junho último em Balneário Camboriú, Sc, mas em razão do sucesso, está sendo editada 2a. edição, com lançamento já previsto para sexta feira, 24 de agosto próximo.

Compareçam.

Divulguem o evento.

Roberto J. Pugliese
editor
www.puglieseadvogados.com.br
( Autor de Direito Notarial Brasileiro, Leud, 1987 )

demarcação já !

 
 
O Expresso Vida apoia os Movimentos Indígenas
 
 


Roberto J. Pugliese
editor
www.puglieseadvogados.com.br
presidente da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos
OAB-Sc 2013-2015 e 2016-2018

29 junho 2018

Teologia da Libertação

Papa Francisco saúda Gustavo Gutierrez Merino.



Gus­tavo Gu­tiérrez Me­rino, Frade Do­mi­ni­cano, nasceu em Lima, no Peru, no dia 8 de junho de 1928. É con­si­de­rado o “Pai da Te­o­logia da Li­ber­tação”. Hoje, ele re­side no Con­vento dos Do­mi­ni­canos de Lima. De­dica-se ao tra­balho pas­toral, à pre­gação de Re­tiros, à ad­mi­nis­tração de Cursos de Te­o­logia na Uni­ver­si­dade de Notre Dame (In­diana, EUA) e no “Stu­dium” Do­mi­ni­cano de Lille (França), e de Con­fe­rên­cias em Cursos e En­con­tros.

Com todo ca­rinho e apreço - como um irmão que de co­ração aberto es­creve a outro irmão - o Papa Fran­cisco envia uma Carta ao teó­logo  pa­ra­be­ni­zando-o pelo seu ani­ver­sário de 90 anos  e agra­de­cendo o seu ser­viço te­o­ló­gico e o seu amor aos po­bres. Por fim, en­co­raja-o a se­guir adi­ante.
   
“Es­ti­mado irmão: por oca­sião do seu 90º ani­ver­sário, es­crevo para pa­ra­be­nizá-lo e as­se­gurá-lo de minha oração neste mo­mento sig­ni­fi­ca­tivo de sua vida. Uno-me à sua ação de graças a Deus, e agra­deço-lhe pela sua con­tri­buição à Igreja e à hu­ma­ni­dade através do seu ser­viço te­o­ló­gico e o seu amor pre­fe­ren­cial pelos po­bres e des­car­tados da so­ci­e­dade. Obri­gado por todos os seus es­forços e pela sua ma­neira de in­ter­pretar a cons­ci­ência de cada um, para que nin­guém seja in­di­fe­rente ao drama da po­breza e da ex­clusão”.

Con­clui o papa: “com esses sen­ti­mentos en­co­rajo você a con­ti­nuar a sua oração e o seu ser­viço aos ou­tros, dando tes­te­munho da ale­gria do Evan­gelho. E por favor, peço-lhe que reze por mim. Que Jesus te abençoe e que a Virgem Santa te cuide! Fra­ter­nal­mente, Fran­cisco”.
    
Os estudiosos da Igreja de Cristo interpretam o gesto do Santo Padre Papa Francisco como reconhecimento do valor da Teologia da Libertação e reforça  a opção pelos pobres.

Na ver­dade, toda Te­o­logia é da Li­ber­tação. Se não for da Li­ber­tação, não é ver­da­deira Te­o­logia.
   
Uma das crí­ticas que se faz à Te­o­logia da Li­ber­tação é a de que - ao menos até agora - ela tratou, quase que ex­clu­si­va­mente, da re­a­li­dade so­cial e po­lí­tica. Ora, como o ser hu­mano é his­tó­rico (um “vir-a-ser”, um ser em cons­trução), seus co­nhe­ci­mentos - me­ra­mente ra­ci­o­nais (ci­en­tí­ficos e fi­lo­só­ficos) ou ra­ci­o­nais à luz da Fé (te­o­ló­gicos) - são também his­tó­ricos, si­tu­ados (no es­paço) e da­tados (no tempo). 

Acon­teceu (e po­derá sempre acon­tecer) que - em de­ter­mi­nadas si­tu­a­ções, para dar sua con­tri­buição na res­posta aos pre­mentes de­sa­fios apre­sen­tados - a Te­o­logia da Li­ber­tação apro­fundou mais al­guns as­pectos da re­a­li­dade (como o so­cial e o po­lí­tico) e deixou na sombra ou­tros as­pectos (como o cul­tural). Com isso, a Te­o­logia da Li­ber­tação deu a im­pressão de que tra­tava so­mente de temas so­ciais e po­lí­ticos.

Isso é hu­mano e com­pre­en­sivo quando “se faz te­o­logia” a partir de si­tu­a­ções con­cretas. As­pectos da re­a­li­dade, que fi­caram apa­ren­te­mente es­que­cidos, po­derão ser apro­fun­dados em ou­tros mo­mentos. Só não se deve apre­sentar uma parte da ver­dade como se fosse toda ver­dade.

Como se­gui­dores e se­gui­doras de Jesus - que vivem em Co­mu­ni­dades (Igrejas) - de­vemos estar sempre in­se­ridos e in­se­ridas (en­car­nados e in­car­nadas) na vida do povo, en­tra­nha­da­mente so­li­dá­rios e so­li­dá­rias com todos e todas que so­frem e or­ga­ni­ca­mente unidos e unidas a todos e todas que lutam pela vida hu­mana e por todas as formas de vida.    

Os cris­tãos e cristãs têm, por­tanto, o dever de par­ti­cipar (ser mi­li­tantes) dos mo­vi­mentos po­pu­lares, sin­di­catos de tra­ba­lha­dores e tra­ba­lha­doras, par­tidos po­lí­ticos po­pu­lares, fó­runs de de­fesa e pro­moção dos di­reitos hu­manos, con­se­lhos de di­reitos e ou­tras or­ga­ni­za­ções po­pu­lares, com­pro­me­tidas na cons­trução de “outro mundo pos­sível”, que é a so­ci­e­dade do Bem Viver, que é o Reino de Deus na his­tória do ser hu­mano e do mundo.

É visível a qualquer um a repugnância de certos segmentos elitizados em relação aos que seguem a aludida Teologia da Libertação, acusando-os de socialistas, comunistas, rebeldes e contrários à fé cristã. Mentira.

Enfim, o Expresso Vida, por seu editor, aplaude e comemora junto com SS Papa Francisco o feliz aniversário do criador da Teologia da Libertação.
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Roberto J. Pugliese
www.puglieseadvogados.com.br
presidente da OAB-TO- Gurupi ( 1990-1991 e 1992-1993 )



26 junho 2018

Liminar afasta a tia do prefeito de Cananéia.

Improbidade administrativa em  CANANÉIA

O Expresso Vida divulga para que  todos tomem conhecimento, que a Justiça paulista expediu recentemente o decreto judiciário  ordenando liminarmente que o prefeito da Estancia Balneária de Cananéia, Gabriel Oliveira Rosa afaste da Prefeitura Municipal e não mais nomeie qualquer parente para ocupar cargo na referida prefeitura municipal.

Importante lembrar que a sra. Cláudia, tia do prefeito, Dr. Gabriel, já foi condenada criminalmente por usurpação de função pública.

Vale a leitura atenta do texto e sua ampla divulgação.

__________________________________________
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
COMARCA DE CANANÉIA
FORO DE CANANÉIA
VARA ÚNICA
 
DECISÃO
Processo Digital nº: 1000132-50.2018.8.26.0118
Classe - Assunto Ação Civil de Improbidade Administrativa - Violação aos Princípios
Administrativos
Requerente: Ministério Público do Estado de São Paulo
Requerido: PREFEITURA MUNICIPAL DE CANANÉIA e outros
Juiz(a) de Direito: Dr(a). Sérgio Castresi De Souza Castro
Segue decisão em 2 (duas) laudas.
Vistos.
Para atendimento ao disposto na Lei 8.429/92, art. 17, § 7º, notifiquem-se os réus, facultando-lhes a apresentação de manifestação escrita, que poderá ser instruída com documentos e justificações, no prazo de 15 dias.
Quanto ao pedido de tutela provisória de urgência requerida pelo parquet,entendo ser o caso de deferimento parcial da medida, nesse momento processual, para determinar o afastamento imediato de Cláudia Terezinha Santos Araújo dos Santos Oliveira Rosa de todos os cargos/funções que ocupa atualmente na Prefeitura Municipal de Cananéia, bem como para obstar a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau pelo atual Prefeito Gabriel, eis que há fortes indícios de que a nomeação de Cláudia realizada pelo sobrinho Gabriel dos Santos Oliveira Rosa, atual alcaide de Cananéia, trata-se de típico ato de nepotismo, que fere a súmula vinculante nº 13 do Egrégio Supremo Tribunal Federal e visa dar contornos de legalidade a anterior conduta delitiva de usurpação de função pública reconhecida na ação penal nº 1000010-71.2017.8.26.0118 (estratagema), que condenou a ré Cláudia à pena privativa de liberdade de 3 (três) meses e 15 (quinze) dias de detenção no regime inicial semiaberto. No mais, entendo que a nomeação da tia pelo prefeito fere os princípios do art. 37 da Constituição Federal.
Os demais requerimentos de natureza liminar, serão apreciados após avinda/decurso de prazo para apresentação da defesa preliminar.
Ante o exposto, defiro a tutela provisória de urgência, com o fim de cessar imediatamente aparente ato imoral, que atenta contra os princípios da Administração Pública e o interesse público primário, DETERMINANDO o imediato afastamento da ré CLÁUDIA TEREZINHA SANTOS ARAÚJO DOS SANTOS OLIVEIRA ROSA pelo sobrinho GABRIEL DOS SANTOS OLIVEIRA ROSA (sobrinho) de todos os cargos/funções que ela ocupa atualmente na Prefeitura de Cananéia, bem como para impedir nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, para cargos na Prefeitura de Cananéia, sob pena de pagamento de multa-diária no importe de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais).
Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/pastadigital/pg/abrirConferenciaDocumento.do, informe o processo 1000132-50.2018.8.26.0118 e código 1F7BB04.
Este documento é cópia do original, assinado digitalmente por SERGIO CASTRESI DE SOUZA CASTRO, liberado nos autos em 05/04/2018 às 17:05 .
fls. 596
 
Cananeia, 05 de abril de 2018.
 ____________________________________________
 
O Expresso Vida é o fanzine eletrônico à disposição dos cidadãos de bem de Cananéia e do Lagamar.

Roberto J. Pugliese
editor.
 

Livre de vírus. www.avast.com.

TJSC - péssimo desempenho


Conselho Nacional de Justiça inspeciona Tribunal de Justiça de Santa Catarina e verifica o desempenho sofrível em suas instancias, graus de jurisdições, varas e órgãos.

Determina mudanças imediatas.






 
 
Roberto J. Pugliese
 
Presidente da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos da OAB SC
Autor de Direito das Coisas, pela Leud. -2005.

25 junho 2018

Crianças brasileiras enjauladas nos Estados Unidos.

Brasil Se Curva perante o Império.
 
Independente de atos criminosos, se é que ocorreram, o encarceramento de quarenta e nove crianças e menores adolescentes brasileiros é ato de covardia e violência a direitos mínimos que ferem a dignidade humana.
 
O Brasil, que dia a dia se curva cada vez mais ao primeiro mundo, se cala e não ultima medidas enérgicas através de seu corpo diplomático reivindicando a imediata liberdade desses brasileiros. Vira as costas para as crianças presas na América do Norte como se omite para a maioria das crianças que vivem no país.
 
Lamentável a condição de colônia que o país se posta diante dos estados colonizadores, entregando-se calado à desnacionalização de seus bens e patrimônio natural, desmontando qualquer possibilidade de seguir sua história soberanamente.
 
As forças armadas se omitem com esse desmonte e mais uma vez servem a outros senhores e não ao Brasil.
 
Vergonha.
 
Autoridades omissas. Povo omisso, assistem a destruição de um país.
 
Roberto J. Pugliese
 
 
 

20 junho 2018

Cambriu - Paraíso escondido

Visitem o Cambriu:

O Expresso Vida em parceria com Cananéia em Foco,  revista de turismo editada em Cananéia, SP, mostra aos seus ilustres leitores a praia de Cambriu, situada no lado leste, da Ilha do Cardoso, no litoral sul de São Paulo.

Quem leu O Caminho das Ostras, escrito por Roberto J. Pugliese e publicado pela Editora Multifoco em 2017, sabe que o romance foi encenado em parte nesta comunidade.

Divirtam-se. Oportunamente visitem. É a recomendação.




Roberto J. Pugliese
pugliese@puglieseadvogados.com.br
Cidadão Cananeense. ( Decreto Legislativo 01-2015 )

17 junho 2018

PUGLIESE lança obra jurídica


DIREITO NOTARIAL E REGISTROS PÚBLICOS NA PERSPECTIVA DA ADVOCACIA


 
 
Na última quinta feira, dia 14 de Junho de 2018, as 19 horas teve  o coquetel de lançamento da obra coletiva escrita por 14 autores de artigos jurídicos, todos envolvendo direito notarial ou registros públicos, no campus de Balneário Camboriú, da Univali, com a presença de inúmeras personalidades do universo jurídico voltado para esse segmento.
 
O trabalho é de responsabilidade da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos da OAB-Sc, a qual Roberto J. Pugliese é o seu presidente durante a presente gestão.
 
Roberto J. Pugliese, um dos autores também ali esteve prestigiando o lançamento de seu trabalho.
 
O Expresso Vida concita a todos que estão envolvidos no ramo a adquirirem a obra, editada pelas Letras Jurídicas, de Sâo Paulo.
 
 
Roberto J. Pugliese