20 outubro 2012

Empresa pública indeniza danos causados a particular -

CEDAE É CONDENADA A INDENIZAR CLIENTES QUE TIVERAM CASA INUNDADA POR ROMPIMENTO DE TUBULAÇÃO.




A 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio condenou a Cedae a pagar R$ 4 mil de indenização por danos morais a dois clientes. Márcio Silva de Souza e Irani Eugênia de Souza tiveram sua casa inundada devido a um rompimento de tubulação e, por causa disso, perderam móveis, objetos pessoais e tiveram que se mudar para um hotel.

Na madrugada houve uma explosão da tubulação de água da empresa, inundando a residência de Márcio e Irani e destruindo todos os seus bens. Em contestação, a Cedae afirmou que fez todo o possível para restabelecer a situação à normalidade e que o rompimento se deu pelas construções desenfreadas em locais proibidos, que pressionaram a tubulação, fazendo com que ela se rompesse.

Para o desembargador Roberto Ribeiro, relator do processo, ficou caracterizada a responsabilidade objetiva da empresa, pois, como prestadora de serviços públicos, a Cedae tem o dever de manter suas tubulações em perfeito estado, para evitar danos a terceiros.

“Por ser uma prestadora de serviços públicos, dispensa-se a prova de culpa, devendo reparar os danos causados em decorrência de sua atividade. Os fatos narrados foram comprovados, eis que foram surpreendidos, de madrugada, por uma torrente de água, que invadiu a sua residência, causando inundação e destruindo os móveis e objetos pessoais, restando evidente que sofreram danos morais”, afirmou Ribeiro.

A empresa já pagou aos autores os danos materiais e arcou com as despesas de hospedagem. A Cedae ainda poderá recorrer da decisão.

Roberto J. Pugliese
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( Fonte: www.tjrj.jus.br )

Gado Santa Gertudes x Fazenda União do Brasil


O Dr. Antonio Roberto Alves Correa, médico veterinário e sócio da Biovet, empresario, criador e expositor de gados de elite conta sua história que tem como valores principais a excelencia, a dedicação e a honestidade.

Vale à pena assistir.

Roberto J. Pugliese
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Agradecimento público !


Bilhete para os professores.


"Não posso deixar de parabenizar e agradecer aos meus Mestres favoritos, os meus Pais, Ivone Cláudia e Roberto J. Pugliese  pelo dia do professor. Além de meus professores, eles são os responsáveis por me ensinar quase tudo que sei. Obrigadoo!

Aproveito para parabenizar e agradecer a todos os professores que passaram em minha vida pela contribuição que tiveram em minha formação e de tantos amigos."


( publicado no dia 15 de Outubro de 2012 - Facebook  por Roberto José Pugliese Júnior )

Aproveito a mensagem para transmitir também aos leitores os meus agradecimentos aos meus pais que também ao longo de suas vidas ensinaram aos seus filhos, inclusive a mim, muito do que sabemos.

Roberto J. Pugliese
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19 outubro 2012

São Paulo, sempre a maior !


Estudo coloca São Paulo entre as 12 capitais culturais do mundo


Estudo encomendado pela prefeitura de Londres coloca São Paulo entre as 12 maiores capitais culturais do mundo. A capital paulista aparece ao lado de cidades como Londres, Paris, Berlim, Nova York, Tóquio, Istambul, Johannesburgo, Xangai, Sydney, Cingapura e Mumbai.

World Cities Culture Report é o maior estudo do gênero publicado até hoje. O relatório leva em consideração 60 indicativos nas áreas de literatura, cinema, artes visuais, artes do espetáculo e games.

No quesito livrarias, São Paulo está muito bem com 869 lojas, número superior ao de Londres, que tem 802, ou Nova York, com 750.

Já as salas de cinema são apenas 282 telas na cidade. Bem abaixo de metrópoles emergentes, como Johannesburgo, com 368, e Xangai, com 670. Também perde em bibliotecas, tendo somente uma para cada 100 mil habitantes. Teatro é outro quesito que não é  forte, com 116 salas, perde para cidades como Paris, com 353.

No entanto, São Paulo continua sendo, no continente, depois de Nova York a cidade cultural mais respeitável.

E.T.- A empresa inglesa Rolls Royce, decidiu abrir a primeira filial na América Latina e ainda em 2012 instalará a primeira na capital paulista. O ano que vem em Santiago e na cidade do México.

Roberto J. Pugliese

15 outubro 2012

Lembranças da primeira professora !


Modesta homenagem a ilustre professora  Maria Eugenia !

Há poucos dias passados fui a uma escola situada nas proximidades de uma das praias do sul da ilha de Santa Catarina. À semelhança da maioria das escolas públicas, observei a simplicidade do lugar, condizente com o bairro que abriga tradicional comunidade de pescadores, um tanto distante do centro da ilha da fantasia que sofre com o elevado índice de imigrantes que iguais a mim, chegam a Florianópolis inebriados pelos encantos da  singular beleza.

Mas o que me chamou a atenção foram os diversos cartazes espalhados pelas paredes do pátio interno, próximo da sala na qual deveria ser atendido. Vi  imagens bem coloridas coladas nas paredes descascadas e quase sem pinturas. Me atentei  para ler as palavras e contemplar os inúmeros desenhos. Eram de variadas formas  que objetivavam homenagear os professores apaixonados pelo oficio. Homenagem pela paixão pelo próprio trabalho à vista dos alunos da anônima escola de bairro humilde.

Percebi que naquela periferia paradisíaca cuja comunidade é constituída por pessoas simples na sua maioria, a coletividade estudantil, fora chamada a expor o sentimento em relação aos seus mestres, e de maneira natural, própria da primeira infância e inocência que rege a vida dos infantes, elaboraram peças artísticas retratando os professores que, diuturnamente, enfrentando as dificuldades típicas da profissão, são reconhecidos, pelo esforço e dedicação pelos seus jovens pupilos.

E nesse quadro de inúmeros quadros rabiscados pelas crianças, pude aquilatar a importância do professor para a sociedade, seja a constituída pelos valentes pescadores das praias da ilha em transformação social, seja pelos acadêmicos dos cursos superiores instalados na mesma capital, que se preparam para assumir postos de influencia na complexidade de um universo maior.

Perplexo analisei a análise perfunctória de lavra das crianças, que no limite de seus parcos conhecimentos, revelaram saber que a docência prestada com dedicação e principalmente amor, provoca  outro colorido ao pobre cenário que enfeita a maioria das escolas das periferias. O saber das crianças expostos nos rabiscos e frases desenhadas é o resultado do esforço dos anônimos professores. Palavras que refletem de forma cândida um tantinho da grandeza de amor que lhes dedicam os apaixonados professores.

Saí daquela escola feliz por saber que nas proximidades da minha casa, havia não apenas  uma, como inúmeras outras tantas, escolas públicas,   descuidadas e de aparências às vezes constrangedoras, como se percebe na maioria das paisagens, mas um recanto colorido pelo saber e principalmente pelo carinho. Felizmente, e apesar das dificuldades, ainda há os professores que assumem apaixonadamente o papel de educadores. Homens e mulheres simples que cruzam a cidade de ônibus, motocicletas e barcos para transmitirem aos filhos de desconhecidos o conhecimento da vida. Jovens ou não que chegam pelas manhãs, ensolaradas ou frias, molhados pelas chuvas torrenciais ou suados pelas tardes escaldantes de finais de ano e dedicam boa parte de seus dias, levando àquelas sociedades carentes, a melhor expressão do saber: Transmitem através da linguagem delicada, que é o idioma melhor falado pelos puros, o be a ba, e as simples tabuadas.

Não sei como, mas diante do meu deslumbramento, lembrei da primeira professora e  numa tentativa de gratidão àquela  que, há tantos e tantos anos me ensinou que o Boi bebe e baba, resolvi aproveitar a passagem desse quinze de outubro, e de forma bem modesta homenageá-la com essa prosa e na seqüência, aos colegas que  superando as dificuldades de estilo, além de doutores e especialistas, continuam simples, porém, indispensáveis e importantes educadores, ajudando a construir uma verdadeira nação.

A todos que honram tão nobre função, feliz dia dos professores.

Roberto J. Pugliese
editor
www.puglieseadvogados.com.br
 

( foi professor de direito na PUC-SP, entre outras faculdades )

14 outubro 2012

Politica ambiental destruitiva. Reflexões !


A política ambiental em Pindorama.


Cananéia é a lamentável síntese de Pindorama. Já me manifestei dessa forma noutras ocasiões e cada vez mais firmo essa conclusão. Mas a situação não se limita apenas àquela ilha paradisíaca do litoral sul paulista. Todo o Lagamar, o Vale do Ribeira, o litoral paranaense e de um modo geral, a costa brasileira é o verdadeira estrato da política ambiental brasileira que revela muito bem o paradoxo de Pindorama.
Para tristeza daquele povo caiçara, empobrecido e sofrido por estar estabelecido nas vizinhanças de sedes das mais diversas unidades de conservações, que assim inibem a prática de inúmeras atividades econômicas, agora por pressões internacionais que exigem do país a implementação de políticas preservacionistas, o Ministério Público do Estado e da União, vem promovendo ações civis demolitórias de construções erguidas há décadas, impondo aos seus titulares, penalidades que a par de estúpidas tornam-se exageradamente injustas.

Em defesa do meio ambiente, ecologistas de todos os quilates, se esquecem de que a região num todo, depende economicamente da exploração do turismo e que, hotéis, pousadas, casas de veranistas movimentam as suas atividades laboriosas e, demolições que se louvam em legislação, muitas vezes, posteriores aos prédios contemplados, a par de violar direitos adquiridos não resultam em tutela ambiental como pretendem.

É preciso repensar. Refletir melhor a atuação isolada dos defensores do meio ambiente seja agentes públicos ou privados isolados ou organizados em associações, pois o Vale do Ribeira como um todo, o Lagamar e assim também as ilhas e o litoral e a zona costeira, se de um lado devem ser preservados, mantendo-se, o que ainda resta da Mata Atlântica e todo o eco sistema desse singular bioma, também é preciso dar oportunidade aos que ali habitam e que historicamente, situados há mais de 500 anos, sempre se dedicaram a atividades que, minimamente agrediram a natureza.

Agressão inexpressiva a ponto de passados séculos, permanecerem como sendo a região melhor preservada ecologicamente, quer pelos seus tradicionais habitantes, como os inúmeros descendentes de quilombolas, indígenas, caiçaras quer também pelos freqüentadores como são os turistas, pesquisadores e cientistas, pois tanto uma como outra gama de pessoas, que ali se dirigem para esses fins, são indubitavelmente amantes da natureza e do meio ambiente, pois enfrentam tantas dificuldades para lá chegarem ou se estabelecerem, que, se assim não fossem, teriam outros destinos ou já longe do Lagamar estariam.

Enfim, num país que falta habitação, que o turismo é incipiente, que a educação ambiental ainda engatinha e outras expressões culturais não atingiram a maturidade, é absurdo ultimarem-se medidas, respaldadas pelas diversas Cortes, no sentido de que hotéis ou casas de habitação singulares sejam demolidas em homenagem a fauna e a flora já adaptada a situações consolidadas.

Lamentável a política ambiental em Pindorama. Lamentavel o prejuízo social que se constata. Lamentável tantas injustiças sendo decretado por órgãos do Judiciário, nem sempre experiente e vivido o bastante para jurisdicionarem destinos de pessoas e coletividades hoje inseguras.

Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br
( membro da Academia Eldoradense de Letras e da Academia Itanhaense de Letras )

Conquistar e manter amigos.


O VALOR DA AMIZADE.

A Bíblia nos diz que não há nada que se compare a um amigo fiel. E tem razão, porque, de fato, é muito bom ter um amigo de verdade!

Como é bom ter:


- alguém que me conheça perfeitamente, e me compreenda;
- alguém que se interesse de verdade por mim, que me escute de bom grado;

- alguém que me respeite e me admire, apesar dos meus defeitos;
- alguém com quem eu certamente possa contar quando precisar;
- alguém em quem eu possa confiar sem restrições e com quem me sinta completamente à vontade.

De fato, pois um amigo é alguém “com quem nos atrevemos a ser o que somos verdadeiramente. Nossa alma pode se mostrar sem máscaras a ele. Com ele não é necessário estar precavido. Podemos dizer tudo quanto pensamos, exprimir todos os nossos sentimentos. Nada o surpreende, nada o ofende (...) Com ele respiramos livremente. Podemos ficar à vontade, tirar o paletó e desabotoar o colarinho, confessar nossas vaidades, nossas invejas, nossos ódios e ímpetos de má intenção, nossa mesquinharia e nossas práticas absurdas. À medida que nos abrimos com ele, tudo isso se perde no oceano puro da lealdade” (Frank Crane).


Nada se compara a um amigo e, no entanto, quão poucos amigos, amigos de verdade, as pessoas costumam ter! E isso se deve a uma série de motivos. Vejamos alguns deles:

a) o egoísmo
Todos nós temos uma tendência bastante grande a “centrar-nos em nós mesmos”, a viver imersos numa bolha egoísta. Nossas preocupações costumam ser o nosso trabalho, o nosso fim de semana, o nosso corpo, o nosso bem-estar, o nosso descanso, o nosso futuro etc.

Esse é o primeiro ponto. E é fundamental. Não adianta darmos a desculpa de que moramos numa cidade grande, de que não sobra tempo para pensarmos nos outros, de que o trabalho está muito puxado etc. Tudo é uma questão de ordem e prioridade. Se os outros são a prioridade da minha vida, terei muitos amigos!

b) gastar tempo com bens materiais: televisão, videojogos, smartphones, internet
Como custa sair de casa para visitar um amigo, costumamos buscar alternativas para encontrar a felicidade. E aí passam a ocupar o tempo diversões que nunca substituirão a alegria de uma amizade: a televisão, os videojogos, os smartphones, a internet etc.

Nesse sentido, não é preciso dizer que ter mil e trezentos amigos no Facebook não quer dizer praticamente nada. Será que poderemos contar com esses mil e trezentos amigos na hora de um aperto? Além disso, sabemos que a amizade virtual está longe de ser uma verdadeira amizade.


c) falta de interesse pelos outros
Será que eu me interesso pelos outros? A palavra interesse vem de "inter esse": entrar no ser, entrar na pele do outro. Preocupo-me de verdade com os problemas e com suas alegrias das pessoas que vivem ao meu redor? Seja esta pessoa quem for? Muitas novas amizades começarão a partir dessa atitude.

d) não quebrar esquemas para estar com os amigos
Existe um egoísmo velado que se chama “esquema de vida”. O egoísta não costuma sair um milímetro do seu confortável "esquema de vida". No entanto, para forjar amizades, precisamos sair do nosso esquema "intocável". Precisamos nos deslocar um pouco mais na hora do almoço para encontrar aquele amigo; precisamos dar uma escapada no final do expediente para tomar um café com aquele outro; e assim por diante. Tenho quebrado esquemas para estar com meus amigos?

f) não gastar tempo a sós com os amigos

Nenhuma amizade se forja sem gastar tempo a sós, com um amigo. Às vezes as pessoas pensam que têm amigos almoçando com quatro ou cinco amigos todos os dias, indo a uma balada com outros três etc.

Um amigo é um tesouro! Mais ainda: como fomos feitos para o amor e não há amor maior do que amor a um ser humano, não há alegria que se compare a ter muitos amigos!

Invistamos na amizade, invistamos no ser (humano) e não no ter (bens materiais), e seremos muito mais felizes!

Roberto J. Pugliese
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( texto elaborado pelo padre Paulo M. Ramalho, da Paróquia de São Gabriel, da Arquidiocese de São Paulo )

13 outubro 2012

Justiça manda retificar registro de óbito -

Herzog morreu por maus-tratos: A verdade!

O juiz Márcio Martins Bonilha Filho, da 2ª Vara de Registros Públicos do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), determinou  a retificação do atestado de óbito do jornalista Vladimir Herzog, que morreu em 1975 na capital paulista. O atestado, emitido no período da ditadura, indicava que sua morte foi consequência de suicídio. Porém, por ordem da Justiça o atestado de óbito informará que a morte dele foi causada por maus-tratos.
O juiz determinou que, a partir de agora, passe a constar no documento a seguinte informação: “A morte [de Herzog] decorreu de lesões e maus-tratos sofridos em dependência do 2º Exército – SP (DOI-Codi)”. O DOI-Codi era a sigla conhecida do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna subordinado ao Exército, que atuava como órgão de inteligência e repressão do governo.

A retificação foi um pedido da Comissão Nacional da Verdade, representada pelo coordenador, ministro Gilson Dipp. A solicitação foi encaminhada a pedido da viúva Clarice Herzog. Na decisão, o juiz Bonillha Filho elogiou a atuação da comissão.
“[A comissão] conta com respaldo legal para exercer diversos poderes administrativos e praticar atos compatíveis com suas atribuições legais, entre as quais recomendações de ‘adoção de medidas destinadas à efetiva reconciliação nacional, promovendo a reconstrução da história’”, disse o magistrado na sua decisão.

Nascido na Croácia, Vlado Herzog passou a assinar Vladimir por considerar seu nome exótico. Naturalizado brasileiro, ele se tornou um dos destaques do movimento pela restauração da democracia no Brasil, depois do golpe militar de 1964. Era militante do Partido Comunista e sofreu torturas em São Paulo.
Em 25 de outubro, Vladimir foi encontrado morto. Segundo informações fornecidas na época, o jornalista foi localizado enforcado com o cinto que usava. Porém, a família e os amigos jamais aceitaram essa versão sobre a morte dele. Nas fotos divulgadas, o jornalista estava com as pernas dobradas e no pescoço havia duas marcas de enforcamento, indicando estrangulamento. No período da ditadura, eram comuns as versões de morte associadas a suicídio.

Roberto J. Pugliese
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( Fonte: Graça Adjuto – Agencia Brasil – Racismo Ambiental)

Família Monogâmica x Capitalismo - Reflexões.

POR QUE AS FEMINISTAS LUTAM CONTRA A FAMÍLIA MONOGÂMICA?

 

Bom, ao tratar de assunto tão delicado, devemos iniciar categorizando o que concebemos como monogamia:

Etimologicamente, a palavra se forma a partir do Grego MONOS, “um, único”, mais GAMEIN, “casar”.

MONOGAMIA, na sociedade capitalista, diferente do que a ideologia burguesa/patraircal apresenta, não é a livre vontade de se relacionar afetiva-sexualmente apenas com uma única pessoa, como “naturalmente” acontece.

Para compreendermos o significado que a palavra monogamia traz consigo, desde sua origem, é necessário uma contextualização histórica:

A relação monogâmica, isso é, a noção de propriedade de um indivíduo sobre o outro, funda-se na transição para a sociedade de classes, aquela em que uma parte da sociedade, a classe dominante, explora a outra e majoritária parte da sociedade.

A passagem histórica de sociedades comunais para sociedades de classes, traz consigo o surgimento da propriedade privada, do trabalho alienado (explorado), e um instrumento especial criado pela classe dominante para organizar e aplicar cotidianamente a violência, o Estado.

Nesta transição, as relações históricas até então concebidas em carater coletivo, como o cuidado das crianças, passam a adquirir a condição de relações PRIVADAS. Fica restrito ao “lar” o espaço de atuação das mulheres e todas as suas atividades ligadas ao âmbito da reprodução da vida (cozinhar, limpar a casa, cuidar dos filhos, etc)

Com esta conformação social, compete aos homens o “provimento” de suas mulheres; e estas devem “servir” aos seus senhores, em uma relação de poder. Aos indivíduos masculinos cabe o poder da propriedade privada, serão eles os maridos. Às mulheres cabem as atividades que não geram a riqueza privada: serão esposas ou prostitutas.

A família, tal como hoje a conhecemos, não surge como resultado do amor entre os indivíduos. Surge como a propriedade patriarcal de tudo o que é doméstico.

Ao referenciar o poder do homem, e a separação dos espaços públicos X privados, a família monogâmica passa a moldar o que é ser homem e o que é ser mulher (categorizando os gêneros masculino e feminino) em nossa sociedade. Tal fato interfere inclusive no desenvolvimento da sexualidade de ambos: ao homem compete, a todo momento, afirmar sua sexualidade e enquanto a mulher deve negá-la, condicionando o sexo apenas para fins reprodutivos: gerar herdeiros que possam perpetuar a acumulação de riqueza da família. Daí a necessidade da garantia de que o filho será mesmo do marido através da exigência da virgindade da esposa – por isso cabe ao primogênito masculino a herança.

“Para assegurar a fidelidade da mulher e, por conseguinte, a paternidade dos filhos, a mulher é entregue incondicionalmente ao poder do homem. Mesmo que ele a mate, não faz mais do que exercer um direito seu.” (Engels, 1979: 68)

Tão falsa é a ideia de que a monogamia é a relação sexual com apenas uma pessoa que desde sua origem é permitido ao homem o rompimento deste “contrato”. O chamado “heterismo”, aceitação social de que apenas os homens mantenham relações extra-conjugais, traz a reboque as relações de prostiruição em que a existência da escravidão junto à monogamia, a presença de jovens e belas cativas que pertencem, de corpo e alma, ao homem, é o que imprime desde a origem um caráter específico à monogamia que é monogamia só para a mulher, e não para o homem. E, na atualidade, conserva-se esse caráter.” (Engels, 1979:67)

A alienação patriarcal sobre a mulher que a converte em esposa ou prostituta, é a negação de sua potência histórica, o rebaixamento do seu patamar de humanidade.

A FAMÍLIA MONOGÂMICA SE CONSTITUI, PORTANTO, POR UM HOMEM E UMA OU VÁRIAS MULHERES EM UMA RELAÇÃO DE OPRESSÃO — NEM CONSENSUAL, NEM AUTÔNOMA.
Sendo assim, devemos LUTAR contra a família monogâmica! Pois ela representa a dominação do homem sobre a mulher.

Está claro para nós que as relações monogâmicas não comportam a totalidade das necessidades e possibilidades de desenvolvimento do gênero humano! Por isso, é parte da construção de um projeto contra-hegemônico dxs trabalhadorxs o forjar de novos homens e mulheres que se paute em relações livres no sentido mais pleno desta palavra!

Defender que as relações afetivo-sexuais sejam COMPLETAMENTE LIVRES não significa impôr modelos de relacionamentos (se a duas ou mais pessoas), pelo contrário, é a defesa de que qualquer tipo de relacionamento (inclusive a dois) não deve ser pautado pela propriedade privada, pelo machismo, pelo Estado, incluindo a noção de posse de uma pessoa sobre a outra!

Defendemos uma nova forma de organização da vida social, uma sociedade emancipada das relações de exploração e opressão. E, para que esta sociedade seja possível, é imprescindível superar também a atual forma de família.

Somos favoráveis à liberdade mais completa para que as pessoas possam viver seus amores com a maior intensidade e a maior autenticidade. Superar o casamento monogâmico é decisivo para a constituição de uma sociedade que possibilite o desenvolvimento universal e pleno dos indivíduos.

E, para que isso seja possível, é imprescindível superar a sociedade capitalista e o machismo.

Roberto J. Pugliese
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( Texto elaborado por Tábata Melise Gomes, com base no texto extraído de A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado, de Engels e de Abaixo a Família Monogâmica, de Sérgio Lessa. )

São Paulo perde um dos últimos heróis da Revolução Constitucionalista.


Morre o último campineiro que combateu na Revolução de 32

 

Paulo Barros Camargo morreu de causas naturais e foi enterrado no Cemitério da Saudades. Com 96 anos, o último ex combatente campineiro esteve com 16 anos de idade presente na Revolução Constitucionalista.

Em reconhecimento as suas ações foi condecorado com diversas honrarias e medalhas, além dos títulos de cidadão Campineiro e Honra da Academia Campinense de Letras', informaram os diretores do NÚCLEO MMDC CAMPINAS Aldo Chiorato em nota. O Comando de Policiamento do Interior II, em luto, também lamentou a morte de Barros.

O Expresso Vida transmite e registra votos de pesares aos familiares e amigos desse que foi um dos últimos heróis paulistas da Guerra de 1932 até então ainda vivo.

Roberto J. Pugliese
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( fonte Milene Moreto – Agencia Anhanguera )