sábado, 8 de setembro de 2012

CASTELOS DA CIDADANIA -


Castelos da Cidadania. 

São freqüentes as inaugurações de casas erguidas pela OAB nos mais distantes lugares, para que sirvam de guarida aos advogados isolados pela ausência do Estado, onde prevalece a truculência e a injustiça oficializada. São construções modestas, aparelhadas para mostrar que a Ordem se faz presente e que os advogados não estão desamparados.

Trata-se de preocupação do Conselho Federal da OAB para garantir muitas vezes, a sobrevivência de profissionais que enfrentam em nome da lei, da justiça, do direito, do regime democrático, oligarquias tradicionais e caudilhos truculentos instalados nas entranhas dos Poderes Constituídos que por tradição dominam a sociedade local, impondo-se pela força. 

São quartéis estratégicos que revelam que o advogado não está só. A Ordem se faz presente em apoio a defesa dos cidadãos  e garante a atuação livre, independente e corajosa de seus quadros em defesa do bom direito. Papel relevante da OAB que abraça esses profissionais nos lugares remotos, nos enfrentamentos difíceis do dia a dia.

A Ordem, no entanto não se resume a essas fortalezas. E por equívocos e maus direcionamentos de alguns daqueles que a gerenciam, alhures se esquecem dessas trincheiras da cidadania e as substituem por palácios, coquetéis, homenagens, discursos demagógicos repetitivos em praças cujos profissionais, enfrentam dificuldades inerentes à advocacia contemporânea, sem o esteio necessário.

O advogado não dispensa os bastiões das subsecções para neles fortalecidos serem acolhidos dignamente. Mas, é o apoio financeiro da classe atualmente depauperada; a presença de seus altos dirigentes fortalecendo  a indispensável independência para que possam enfrentar com altivez a prepotência de autoridades despreparadas e velhos truculentos coronéis e  tantas outras lacunas que  paulatinamente provocam o seu  desprestigio  com parcela considerável de seus quadros.

Advogados padecem no vácuo da falta de condições para defesa de interesses difusos, coletivos, sociais e individuais, previstos no ordenamento jurídico e político distanciando a sociedade daqueles cuja missão é a defesa intransigente  de seus direitos.

Esse é o principal mote das próximas eleições que se dará em Novembro e merece ampla reflexão dos advogados do país.


Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br



 

2 comentários:

  1. Obrigado pelo e-mail.
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    http://wwwrovian.blogspot.com.br/
    Abrçs,

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  2. Mara

    Obrigado pela mensagem. Visitei seu blog.

    Abraços, apareça sempre,

    Roberto

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