sexta-feira, 8 de março de 2013

Carta aberta aos vereadores de Angra dos Reis, Rj.


Mensagem aos Vereadores à Câmara Municipal de Angra dos Reis.

 

Senhores vereadores:

 

Inicialmente lembre-se que a cidade que Vv. Excelências irão representar na Câmara na legislatura que ora teve seu inicio é cobiçada principalmente por suas belezas naturais e plástica impar. É nome nacional pela sua pujança e internacional pelo cenário que a coloca no mais alto patamar das belezas do litoral.

Mas Angra dos Reis não é só a cidade e as vilas continentais. O município abriga em seu território a maravilhosa Ilha Grande, reconhecida no mundo inteiro por sua beleza e com histórias que merecem ser preservadas. Não pode ser esquecida, como nos últimos anos, vem sendo, principalmente pelas autoridades municipais.

A ilha que já foi presídio político e de meliantes comuns perigosos, notabilizado pelo tratamento desumano dos que lá foram confinados, hoje é assento de incontáveis pousadas e casas de turistas que desfrutam das inigualáveis belezas naturais.

É a Ilha singela amostra do paraíso natural tropical, que pode trazer para todo o município e sua população resultados econômicos incalculáveis. Resultados financeiros limpo, sem qualquer risco ecológico. Mas tem que ser lembrada.

O ilhéu está maltratado. É sofrido e não tem nenhum alento dos Poderes Públicos. A ilha está ilhada, esquecida e a única tribuna que pode dar voz a esse persistente povo é a Câmara dos Vereadores.

A legislatura que se inicia é convidativa para que promessas sejam cumpridas e assim, os portas vozes do clamor social das comunidades da Ilha Grande, através de seus discursos, suas moções, indicações e projetos, lembrem-se que a ilha precisa de atenção. O povo da ilha está esquecido e precisa de apoio.

Suas vilas são incomunicáveis. Não há transporte público e barato entre as comunidades que, para serem alcançadas sempre dependem da ida a Angra dos Reis, dificultando a comunicação, que se torna demorada e cara.

Esse clamor já é o bastante para se perceber que a fragilidade dos investimentos públicos é grande. Segurança pública deficiente faz com que os turistas se afastem e o ilhéu permaneça inseguro. A instrução escolar é precária. Saúde se quer emergência à altura de sua população existe... e o que é grave: A insegurança jurídica decorrente da dominialidade da União, que a par de cobrar valores impagáveis, ameaça com suspensão de créditos, retomada da posse e outras medidas que deixam os investidores refém da insegurança.

Os moradores da ilha devem milhões à União e não tem como pagar. E amedrontados não investem nos seus negócios. E aí? Precisam de apoio e de ajuda imediata, não para amanhã, mas para ontem.

Sem delongas para não ser cansativo: A hora é agora. Escutem o povo esquecido das comunidades, ouçam o clamor social e lancem projetos realizáveis e imediatos para que o desenvolvimento sustentável se de concretamente nesse pedaço do paraíso muito mal explorado por falta do mínimo apóio político.

Não esqueçam: A persistir essa desídia, condições para emancipar-se existem e vontade não falta. Os Poderes Públicos voltaram as costas para os ilhéus e os ilhéus estão dispostos a virar às costas também.

Enfim, senhores Vereadores: Cabe essencialmente a Vv. Excelências manter a ilha o paraíso natural que é e prover de condições para sua exploração sustentável pelos empresários que aos trancos e barrancos enfrentam todas as dificuldades para sobrevirem e terem seus empreendimentos funcionando.

Pensem bem: A hora é agora.

Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br
Autor de Direito das Coisas, Leud
Membro da Academia Itanhaense de Letras.

 

 

 

 

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