sábado, 25 de maio de 2013

Caiçaras esquecidos na Juréia. !


Os caiçaras e a proteção ambiental da Juréia

A região da Juréia foi transformada em Estação Ecológica em 1986,local que não admite a presença de atividade humana, pondo assim em risco de despejo a qualquer momento, toda a população caiçara tradicional da costa situada no litoral sul paulista.
Com a promulgação da Lei Estadual 14.982 que criou o Mosaico Juréia Itatins, recentemente sancionada pelo Governador Geraldo Alckmin, além da estação ecológica, passaram a existir duas reservar de desenvolvimento sustentável as quais permitem a presença dos moradores tradicionais. Foram também introduzidas unidades de conservação que podem receber visitas, com a criação de dois parques estaduais abrangendo o total de quase 100 mil hectares o referido Mosaico preservacionista entre Iguape e Peruibe.

Mas nem todos os moradores estão safos. Algumas comunidades tradicionais vão continuar em lugar cuja atividade econômica é vedada.

Para a Fundação Florestal, entidade que controla a área e integra a Secretaria de Estado do Meio Ambiente apenas 85 famílias são tradicionais no lugar.

O presidente da Associação de Moradores,  Prado  assinala que não é apenas o caiçara que deve ser considerado tradicional no lugar. Outros segmentos da sociedade, tais como camponeses, extrativistas também integram essa condição.

Enquanto 85 famílias agora estão protegidas o mesmo líder acredita que outras 100 continuaram a ser pressionadas para deixarem a região do Despraiado, da Barra do Una, Rio Verde, Prelado etc

A história é sempre a mesma. Expulsam os primitivos, os pobres, os tradicionais, o turista classe média... e permitem a construção de grandes empreendimentos hoteleiros, bancados pelas redes internacionais que, ignorando o caiçara, o pré existente, apenas beneficia o capital internacional, o grande capital o alienígena...

O Expresso Vida já viu esse filme pela costa brasileira.

Roberto J. Pugliese
pugliese@pugliesegomes.com.br
www.pugliesegomes.com.br
Autor de Terrenos de Marinha e Seus Acrescidos – Letras Jurídicas.
Presidente da Comissão de Direito e Notarial e Registros Públicos – OAB -Sc

 (Fonte: Agência Brasil)

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