quarta-feira, 2 de julho de 2014

9 de julho! Símbolo do povo vencedor!


Síntese da história dos vencedores.

 

O europeu que chegou ao litoral paulista à época do Brasil Colônia e resolveu aventurar-se pelo sertão, foi corajoso bastante e suficientemente forte para subir a serra do Mar enfrentando o desconhecido.

 

Uma floresta tropical cheia de imprevistos. Fauna rica e diferente. Flora abundante de difícil condição para desbrava-la, notadamente nos acidentes físicos da ladeira íngreme, que dificultava transportar animais de tração, animais domésticos, utensílios e bens para o suporte das caravanas aventureiras.

 

O europeu que se embrenhou pelas escarpas quase intransponíveis da Serra do Mar foi um bravo. Foi corajoso e suficientemente despojado, pois subiu a serra com a certeza da incerteza.

 

As poucas mulheres que se deram a aventura de acompanhar um ou outro colonizador igualmente eram bravas e tão valentes ou mais que os consortes que as levavam.

 

Longe da metrópole, todo colono, mesmo no litoral, sabia que a civilização lisboeta era apenas uma lembrança, cujas saudades se materializavam quando, ora sim, de tempo em tempo, surgia na orla vicentina uma caravela trazendo notícias e bens materiais valiosíssimos e os trocavam por cana de açúcar, pedras e metais preciosos adquiridos nos escambos celebrados com os Tupinambás e Guaranis das redondezas.

 

Transpor a íngreme barreira natural fez com que o colono ao vislumbrar o Planalto de Piratininga se encorajasse  suficientemente para avançar para frente, seguindo em direção do por do sol em busca das riquezas que poderia amealhar.

 

Do alto do platô o valente desbravador dá os primeiros toques e retoques do que, tempos depois, tornou-se a civilização vitoriosa que veio a surgir. Nascem os primeiros paulista que plantaram à sombra do Colégio dos Jesuítas uma aldeia, transformada em vila que virou cidade, depois metrópole e... Hoje é a grande megalópole respeitada e conhecida em todos os quadrantes da terra.

 
 

O sangue paulista brota do coração dos primeiros aventureiros que desbravaram o sertão inóspito  da barreira de pedras, florestas e cachoeiras. Brota daqueles que abdicaram do conforto metropolitano da sede da Coroa portuguesa e não se conformaram em estancar na orla.

 

Enfim, sem lero-lero que se dispensa nessa síntese, o homem rude, estúpido e indiscutivelmente valente e trabalhador, não se conteve e do outeiro dos Jesuítas, aproveitou a graciosa natureza que num plano inclinado segue para oeste, e sob as bênçãos dos missionários igualmente desbravadores, organizados em bandeiras, seguiu para conquistar o desconhecido.

 

As monções que da beira do Anhembi partiam pelo leito piscoso, seguiam as trilhas líquidas das águas puras para o além, invadindo o território hispânico em busca das riquezas dispostas. Os paulistas com suas bandeiras e centenas de corajosos conquistadores plantaram povoados ampliando os limites da nova civilização.

 

Esses corajosos empreendedores, falando o português, envolveram os castelhanos e os indígenas plantados a oeste da orla portuguesa.

 

O paulista plantou um país na América. Fez do Brasil acanhado das capitanias encostadas no virtuoso litoral, a grande potencia que se impõe latente em brilho. O paulista fez.

 

Fez e faz.

 

E por saber fazer é que , já na primeira metade do século passado,não aceitou se subjugar e partiu valente para enfrentar o déspota que tomara o poder com suas botas enlamaçadas.

 

E o mesmo povo que subira a serra no passado e expandira sua voz além das Tordesilhas, pegou armas, e foi às trincheiras, abalando as estruturas mansas e mornas daquele que usurpara o poder.

 

Suas mulheres foram para a industria. Seus adolescentes tornaram-se mensageiros. Todos pegaram em armas e na falta dessas, nas curiosas matracas.

 

O bandeirante do século xx foi o MMDC. Foi o herói anônimo. Foi o jovem, a mulher, o idoso que, abraçados no mesmo ideal, enfrentaram traídos por promessas mentirosas, tropas vindas do norte e do sul, que arrebatando as últimas fronteiras derrubou os guardiões da democracia combalida.

 

Mas os tiros, bombas e artefatos rudes não impediram o grito de comando livre. O povo envolvido pelas treze listas coloridas em preto, branco e vermelho não recuou.

 

O paulista é igual aço, quebra, mas não se curva !

 

São Paulo venceu nas ideias. Impôs pelo saber e competência impar o que deveria ser.

 

9 de Julho é a luz que não se apaga.

 

É a lanterna na proa e na popa. É o timão de quem comanda. É a poesia épica de uma nação laboriosa, singular, única. É a esperança e a competência.

 

É a liderança.
Non Duco, Ducor ! Assim foi e sempre será !

 

Roberto J. Pugliese
Presidente da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos –OAB-Sc
Consultor da Comissão de Direito Notarial e Registrária do Conselho Federal da OAB.
Sócio do Instituto dos Advogados  de Santa Catarina

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