sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Lembranças da querida Vovó Conceição. ( memórias 18)


Vovó Conceição.

 

Lourenço foi muito ligado à sua avó paterna. Sintonia plena. Conceição foi uma senhora muito querida. Adultos, parentes, amigos da família, estranhos que a conheciam tinham ótima impressão e gostavam da Dona Conceição. Vizinhas, irmãs e irmãos. Os primos de Lourenço também a tinham muito querida, porém, ele era o neto querido. ( acredita ).

 

E por estar assim próximo à avó, numa determinada ocasião, talvez 1958 foi passar com Concheta, como era também conhecida entre as amigas e a tia Leta, a caçula da família, quinze dias em Poços de Caldas.

 

Foram levados pelo pai que passaram com a mãe, a avó, a tia um final de semana. De São Paulo para lá só havia asfalto até Campinas. As demais estradas eram de terra batida. Muita poeira.  Mas qualquer 4 ou 5 horas de viagem foi o suficiente. Ou mais.

 

Águas termais por recomendação médica e o neto foi junto. Seu pai deu algum dinheiro para gastar com algum sorvete ou gibi... Enfim para alguma pequena despesa que lhe agradasse. Havia carrocinhas puxadas por  bodes e cabras...

 

Lourenço ganhara uma carteira  de plástico que tinha estampado as fotos dos 22 jogadores de futebol que foram à época  campeões do mundo na Suécia. Lembra-se que na fileira de cima os titulares ( Gilmar, Djalma Santos, Beline, N. Santos, Dino, Orlando, Garrincha, Didi, Vavá, Pelé e Zagallo ) e em baixo, os reservas.( Castilho, De Sordi, Mauro, Zózimo, Zito, Oreco, Joel, Moacyr, Mazzola, Dida e Pepe )Recorda-se que a cor que prevalecia na carteira era amarelo. Lá guarneceu os valores recebidos.

 

Logo à primeira ou segunda noite foram os três ao  cinema e... Lourenço perdeu a carteira. Voltaram no dia seguinte e mesmo com a intervenção da tia que pediu que ascendessem as luzes não lograram êxito na busca.

 

Perdeu a carteira de dinheiro com o  que ganhara para passar os dias de férias. Dois prejuízos bastante sentido.

 

A lição valeu. Passaram-se mais de 50 anos e Lourenço nunca mais perdeu nada, pois soube se educar para não esquecer objetos ou dispô-lo de modo a cair de bolso ou vir a perder de uma ou outra forma. Tornou-se obcecadamente cuidadoso e sabe zelar por apetrechos que carrega: chaveiros, carteira, lenço, óculos são acessórios que zela com bastante atenção.

 

Noutra ocasião, ele e a avó, foram à Porto Ferreira, na casa da tia Landa e de lá para Tambaú, com o tio Maneco, visitar o padre Donizete que abençoava as pessoas.

 

Estrada de terra. Foram de carro de aluguel.

 

Recorda-se também que noutra oportunidade ficaram alguns dias em São Vicente: ele, a avó e talvez a tia Leta.

 

Lourenço estava sempre grudado com a velha senhora nascida em Taubaté que, após sua morte,em 1964, foi homenageada tendo  o seu nome emprestado à uma rua do bairro do Butantã na capital.

 

Passados quase 50 anos da morte da avó, Lourenço sente saudades e guarda lembranças queridas e ternas.

 

Muitas saudades.

 

Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br
presidente da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos –OAB-Sc

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