sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Violencias ambientais contra o homem !


As decisões injustas em defesa do meio ambiente.

 

Parece que estamos vivendo  momento de transição da paz para a balburdia oficializada. Em nome do meio ambiente, da qualidade ambiental, da preservação ecológica, da tutela da natureza, o homem está sendo humilhado e sofrendo medidas brutais ordenadas pelos Poderes Públicos.

 

De um lado o meio ambiente e de outro o ser humano. A matéria é extensa e complexa, motivo que será restrita a focos objetivos dessas agressões truculentas.

 

No sul do país os transgênicos estão sendo usados nas lavouras e sem qualquer preocupação com a saúde e o meio ambiente, comercializados e utilizados sem observarem-se garantias mínimas, homenageando-se o capital internacional e a desnacionalização da lavoura e o grande latifúndio.

 

Em Florianópolis há um shopping Center construído há poucos anos em cima de um manguezal. Tudo aprovado e regular. Ambientalistas protestaram, mas o Poder Público oficializou a obra e ela está dentro da ordem jurídica.

 

Na mesma cidade, na Costa da Lagoa, um reduto ao longo da Lagoa da Conceição, uma comunidade inteira, com os autênticos manezinhos da ilha ali residindo já à quatro gerações , estão sendo ameaçados pela Justiça, para demolirem suas casas, com mais de 100 anos algumas, por terem sido erguidas em áreas de preservação ambiental.

 

O mesmo ocorre na ilha de Cananéia, no Estado de São Paulo. Na Vila da Glória, em São Francisco do Sul e numa porção de lugares que, em nome dessa preservação ambiental, o Poder Público está ignorando o ser humano, a tradição, a economia, enfim, o poder sócio político de comunidades tradicionais.

 

Guaraqueçaba  no litoral norte do Paraná permanece isolada pois a rodovia de 70 km. não é pavimentada em nome da preservação ambiental, condenando a injustificada solidão, todo um povo que paga pelos abusos de outros.

 

É lamentável o que se vê. O que se constata. O que vem ocorrendo de norte a sul do país.

 

Enfim, insta salientar que a própria legislação admite que comunidades tradicionais sejam preservadas nos seus lugares de origem, mas no afã desmedido de estarem sob os holofotes e nas tribunas das mídias, agentes personalíssimos de todos os Poderes da República ultimam medidas injustas e violentas contra caiçaras, quilombolas, indígenas e agora manezinhos de floripa.

 

Até quando?

 

Esse paradoxo espanta o brasileiro de sua nacionalidade, de seu patriotismo e de seu encantamento pela terra tão maravilhosa que é o Brasil.

 

Lamentável o que se constata.

 

Roberto J. Pugliese


Membro da Academia Eldoradense de Letras

Membro da Academia Itanhaense de Letras

Titular da Cadeira nº 35 – Academia São José de Letras

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