sábado, 10 de maio de 2014

A corrida de automóvel - ( memória nº 85 )


Memória nº85
Rally de regularidade.

 

Professor da Fafich na qual lecionava Direito Civil e presidente da OAB, na cidade de Gurupi, Lourenço também mantinha amizade com Paulo Sahium, fazendeiro e companheiro de Lions Clube, que tentava organizava a Federação de Automobilismo do Tocantins, e precisa promover algumas competições para que a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) e a Federação Internacional – FIA , pudessem reconhecê-la.

 

Assim convidou os amigos para que participassem do I Rally de Regularidade do Estado, sob a sua direção e fiscais da CBA. Tudo certinho e bem organizado foi agendada data para que o evento se realizasse.

 

Na forma prevista nos regulamentos internacionais os competidores ganharam a carteira de corredor e se submeteram a exames de saúde, inscrevendo seus automóveis. Um piloto e um co-piloto, com a missão de cronometrar quilômetros, tempo e orientar o piloto para que mantivesse a regularidade.

 

Um circuito de  aproximadamente oitenta quilômetros, partindo da avenida Goiás, numa festa televisionada, e seguindo por estradas secundárias em direção ao Peixe, Vila Quixaba, Figueirópolis, onde pararam para almoçar e à tarde, chegando no ponto de partida em Gurupi, no mesmo ponto da principal avenida da cidade.



Eram sete concorrentes. O Fiat 147 da mulher de Lourenço foi inscrito sob nº 07, e pintado com os patrocinadores: A faculdade era um deles e bem destacada. Lourenço o piloto e o saudoso Waldeyr, amigo, companheiro de Lions Clube, vice presidente da OAB, seu co-piloto.

 

A premiação era bem simples. E os concorrentes estavam mais para participar e ajudar o empreendimento proposto no sentido de se oficializar a federação local. Mas era uma competição oficial, com fiscais espalhados pelo trajeto, anotando horário, velocidade etc.

 

Lourenço e Waldeyr que desconheciam regras e detalhes dessa modalidade de competição não perceberam que ora ficavam muito atrasados e ora adiantados, em relação ao horário de partida.

 

Durante o almoço conversando com os demais participantes, recorda-se que percebera algo bem diferente da forma do comportamento dos outros competidores.  Lembra-se que afirmou em particular para o amigo:

 

-Ou estamos em primeiro ou chegaremos em último lugar, pois observe que não acompanhamos de perto, pelos números apresentados, nenhum deles.

 

(...)

 

E não deu outra: Chegaram e após as contas, conferencias e cálculos dos fiscais, com a equação, horário de saída e chegada, apurou-se que tinham conseguido ficar em 7º lugar.

 

Lourenço recordou-se da corrida de pirogas, que participou anos antes em Itanhaém, e com cinco concorrentes, chegara em quinto lugar...

 

- O importante é competir.

 

Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br
Autor de Direito das Coisas, Leud, 2005.
Professor de Direito Notarial.

 

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