domingo, 20 de abril de 2014

O mundo fecha os olhos para o Tibete.


 

Sua Santidade o 14º Dalai Lama



Bandeira do Tibete



POTALA


Tibete Invadido -1959

A história do Tibete tem dois mil anos e revela toda a cultura pacifista de um povo, hoje invadido e violentado pela China, e ignorado pela comunidade internacional.

Até a invasão indecente dos chineses que se deu paulatinamente a partir de 1950 e culminou em 1959, com o exílio de SS o Dalai Lama, esse povo montanhês, cercado de cordilheiras, conhecido internacionalmente como habitantes do Teto Do Mundo, e pelo isolamento, tinha sua cultura própria que incluía costumes religiosos  budistas peculiares, modo de vida feudal, com castas e língua distinta dos vizinhos.

Viviam à semelhança da Europa Medieval. Isolados, pacíficos e felizes. No entanto, com a vitória comunista em 1950 pelo Mao Tse Tung, na China, iniciou-se a invasão daquele estado até então soberano e reconhecido na ordem internacional.

O lugar coberto de neve por todos os lados adotava regras e sistema de vida medieval. A população vivia sob um regime de servidão feudal, que combinava poderes políticos e religiosos. Não havia estradas, carros – só era possível viajar a pé ou no lombo de animais–, nem mesmo luz elétrica. A comunicação com o mundo exterior, assim como o desenvolvimento econômico, era próxima de zero. O povo é dividido em castas. Mas o povo era, ao seu modo, feliz.

Cerca de quatrocentos mil militares chineses enfrentaram bravamente seis mil tibetanos que não dispunham se quer de armas adequadas, sendo que a maioria dos soldados se valia de arcos típicos de caçadores.

A chacina foi horrorosa. E além da mortandade, os invasores destruíram seus templos e bibliotecas sem dar satisfação para ninguém. Calcula-se que um milhão de tibetanos morreram após a invasão.

Seus costumes tribais desde então têm sido exterminados e os tibetanos correm o risco de desaparecer.  Verdadeiro genocídio que ocorre desde aquele ano e vem se agravando cada vez mais.

O Tibete está situado numa região estratégica. De suas montanhas nascem os grandes rios do sudoeste asiático e o subsolo dispõe de muitos minérios que está sendo explorado. O povo tibetano tem sido obrigado a sair de lá e viver noutras regiões da China, de forma que a população é atualmente mínima, com a maior parte, de origem chinesa.

Há rumores que o Tibete também se tornou um depósito de minérios radiotivos. Tornou-se o lixo da China.

Dharamsala, na Índia, é a sede do governo no exílio, onde S.S. o Dalai Lama e seus apoiadores vivem, com cerca de 130 mil habitantes. No território originário do Tibete no entanto a cultura local está sendo extinta à força. Até a língua local é proibida.

O Expresso Vida apoia a causa de liberdade do Tibete e não entende como o Brasil ainda mantém relações diplomáticas com a China, diante de tanta crueldade.

Roberto J. Pugliese
Membro efetivo do Instituto dos Advogados  de Santa Catarina.

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