segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Pavilhão nacional: Preservação. ( memória nº 58)


Memória nº58
Defesa do símbolo nacional.
 
A visão cívica de Lourenço sempre o acompanhou. Manteve sempre sentimentos de respeito para com os símbolos nacionais e com muita veemência sempre defendeu valores de sua terra natal: São Paulo cidade e Estado.
 
Quando lecionava em Joinville, certa vez percebeu que em fragrante ilegalidade, próximo aos trilhos da América Latina Logística, havia um curso de inglês que, situado no primeiro andar de um prédio, mantinha a título de publicidade a bandeira da Inglaterra, sem estar ao lado do pavilhão nacional.
 
Localizou o telefone e alertou o proprietário que, de forma insolente e bem malcriada, disse que não iria colocar a bandeira brasileira ou tirar a da Inglaterra.
 
Lourenço asseverou que iria até as últimas consequências e foi atrás...
 
Primeiro a Policia Militar que se negou a tomar providencias. Depois a Policia Federal, Policia Civil do Estado e o Exercito que também se negaram... Estava intrigado, quando denunciou o fato ao Ministério Público Federal que determinou à Policia Federal que ultimasse o que de direito.
 
No dia seguinte a bandeira foi retirada e aberto inquérito criminal. Lourenço não teve dúvida. Tornou a ligar para o proprietário do curso e lembrou que houvera avisado antes.
 
Noutra ocasião, o mesmo aconteceu em Florianópolis. Porém, de plano ao ligar, o proprietário do curso disse que iria tirar a bandeira Inglesa que enfeitava a fachada do curso e, no dia seguinte já não mais estava a bandeira.
 
Lembra-se também que num passeio de barco pelas lagoas das adjacências  de Maceió percebeu que a escuna que alugara mantinha, de modo ilegal e afrontoso, uma bandeira do Brasil, pintada, fixa numa folha de Eucatex, ao invés da flâmula solta, como determina as regras náuticas.
 
Ao retornar para o sul, questionou seu amigo Comandante Alex, reformado da Marinha de Guerra, que orientou como devia e a quem deveria denunciar, pela net, bastando enviar as fotos e se identificar.
 
Foi o que fez e soube, através do amigo Alex, que a embarcação fora recolhida, o proprietário multado e aberto inquérito policial militar...
 
Enfim, vale contar que a primeira vez que enfrentou esse tipo de problema,  se deu quando percebeu estar a bandeira do Brasil que era hasteada no mastro principal do Itanhaem Iate Clube estava rasgada. Avisou os diretores que não lhe deram atenção. Avisou a policia e resolveu o problema. Isso se deu em 1961, quando ainda era criança.
 
Também em Itanhaém foi designado pela OAB para participar do hasteamento da bandeira brasileira numa das manhãs da semana da pátria, tendo a missão de ao som do hino nacional, assim levantá-la e na condição de secretário da 83ª. Subseção da OAB- Sp, Itanhaém, ao inaugurar a sede, junto a delegacia de polícia, incumbiu-se de conseguir junto a prefeitura de Itariri um exemplar e junto a prefeitura local, de mastros para que fossem hasteadas as de Itanhaém, São Paulo e do Brasil.
 
Roberto J. Pugliese
Presidente da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos –OAB-Sc
Sócio do Instituto dos Advogados  de Santa Catarina

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