sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Violação da soberania pela espionagem.

O Brasil e a espionagem do império.

Os guardiões do mundo estão espionando o país. Tudo leva a crer que bisbilhoteiam não apenas o Brasil, mas todo o universo. Tem tecnologia e poderes para tanto.Violam pois tratados internacionais celebrados e ignoram princípios éticos e de relações entre os povos. Eles mandam e desmandam.

O Brasil, pobre Brasil, um paiseco do sul da linha do equador, que se acha potencia e se clássifica entre os emergentes, ou seja, os que pensam que são, mas não são, depois de anos de história de submissão interna e externa, ainda não conseguiu se firmar como estado soberano, democrático, republicano com todas as condições políticas de se impor interna e externamente.

Nada disso ocorre e os Estados Unidos da América, a maior nação do mundo, que não conseguiu invadir Cuba e levou uma sova dos vietnamitas, tem incontáveis meios e tem o Brazil  sob sua tutela. Sabe que é o grande soberano, que se impõe e faz valer a sua vontade e prepotência imperial conhecida. Por bem ou por mau, manda.

Infelizmente o país tem autoridades subservientes e sem criatividade suficiente para enfrentar os gringos. Sempre foi assim e assim permanece. E o povo bastardo também não está nem aí: Os formadores de opiniões querem continuar consumindo em Miami, estudando na Europa e explorando o povão através dos latifúndios concentradores de renda; dos cartórios, dos engenhos decadentes do nordeste, das indústrias de fachadas de Manaus, da elite bode expiatório  de São Paulo, dos políticos de primeiro, segundo, terceiro e quarto escalões, enfim, querem que os pobres, os esquecidos e os deserdados se lixem. E a classe média, filha promissora das classes C, D e E, não olha nem para os lados e quer ter seu próprio negócio, urbano ou rural e, também passar o carnaval em Buenos Ayres ou o 7 de Setembro em Lisboa. ( Pra que esse feriado? )

Triste e cultural o subservientismo e euismo do brasileiro, que não se importa com o próximo, com a sociedade e com o próprio país.

Enfim, como não podemos enfrentar os irmãos do norte ( dizem que são irmãos, mas não meu )  pelas armas e pela competência, não vamos fazer nada. Mas poderíamos.

Sim, poderíamos fechar as fronteiras, impedir que mercadorias made in China, mas com sotaque novaiorquino entrasse no país; que as empresas deles aqui instaladas, as concessionárias de serviços públicos que estão nas mãos dele  e até as pessoas físicas de nacionalidade norteamericana, remetessem seus elevados lucros para Washington, inclusive pastores e missionários gringos.

Sim, poderíamos barrar a indústria cinematográfica americana em represália. Baita preju para Holliwood que tem no solo tupiniquim campo infindável de venda de porcaria e serve de instrumento de alienação mental...

Sim, poderíamos cassar a TV Globo, a longa manu que desde a origem trabalha por eles contra nós...

Enfim, sim poderíamos,  sem tirar se quer um canivete ou estilingue do bolso, botar o tio San para correr, impedindo inclusive que cidadãos brasileiros fossem gastar suas fortunas naquela terra da liberdade (? ) e fazer uma porção de coisas contra os donos do mundo, pois somos 9 milhões de km2 com 200 milhões de habitantes que podem sozinhos se virar.

Até satélite podemos lançar em Alcantara com menos combustível que se gasta no cabo Canaveral... até nisso levamos vantagem.

Ao invés do Itamaraty estudar, estudar e estudar medidas, deveria de plano, chamar nosso embaixador em Washington e expulsar do território nacional os agentes da Cia que trabalham por aqui autorizados. E prender os desautorizados.

Sim, deveríamos mostrar que “ ou ficar a pátria livre, ou morrer pelo Brasil, “ pode ser um ato azul, escrito com a caneta firme das autoridades, sem qualquer ação truculenta: Reclamar na OEA, na ONU e no raio que os parta... mas reclamar. Afinal temos o pré-sal e temos que cuidar.

Enfim... para não cansar, apenas lamento profundamente a ausência, nestes momentos que se exige personalidade e amor a essa nação sofrida ( falei nação ), a ausencia do gaucho Leonel Brizolla, do mineiro José Joaquim da Silva Xavier, do paulista  José Bonifácio de Andrade e Silva e de outros líderes nacionailistas que saberiam lidar com o momento atual, melhor do que todo o staff de técnicos, políticos e administradores que dispomos.

Lamento até que tenhamos que aguardar que um sem números de assinaturas sejam colhidas para se instalar a CPI da Espionagem pelo Congresso que está tão desgastado como o está o governo e as autoridades de um modo geral.

Enfim, lamento a ausência daqueles que poderiam fazer o país se impor e IMPOR pela firmeza de gestos.

Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br
presidente da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos –OAB-Sc

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