domingo, 13 de maio de 2012


PRESOS SOFREM TORTURAS  PSICOLÓGICAS E NÃO SÃO PREPARADOS PARA RETORNAREM A SOCIEDADE CIVIL.





Muitos presos do Pará são “depositados” em celas de contêiner, que nada mais são do que pequenos compartimentos para guardar mercadorias (coisas). As “celas” são enfileiradas, com uma única abertura, e suas paredes são chapas metálicas, que tornam o calor insuportável.



Apesar de ocupar a 23ª posição dentre os estados mais encarceradores do país, conforme o ranking elaborado pelo Instituto de Pesquisa e de Cultura Luiz Flávio Gomes (IPC-LFG), baseado nos números do DEPEN (Departamento Penitenciário Nacional), a realidade carcerária do Pará não é menos grave (ou menos cruel) do que a dos demais estados brasileiros.



As pequenas celas chegam a ser compostas de dois beliches e cinco homens, ou até dez mulheres. Na parte de cima delas (em cima dos presos) há grades, por onde os agentes caminham e observam os detentos. O telhado que os protege da chuva é feito de zinco, tornando o ambiente ainda mais quente e insalubre.



Os presídios no Pará são semelhantes aos campos de concentrações asiáticos e estão longe do previsto na legislação brasileira.



Os presos tratados de forma sub humanas não são reeducados, são humilhados, tem direitos mínimos violados e jamais retornarão ao convívio social habilitados para serem cidadãos.



Não é desse modo que o país será considerado um pais rico, humano, cristão e se enquadrará na chamada classe dos países desenvolvidos.



Roberto J. Pugliese

www.pugliesegomes.com.br



( Fonte- Conselho Nacional de Justiça )

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