domingo, 15 de janeiro de 2012

Polemica, protesto, confusão. Area pública privatizada por particular.

Protesto
''Desocupa Salvador'' fará manifestação em Ondina apesar da decisão judicial
Redação do JORNAL DA MÍDIA - Salvador, Ba.

Sábado, 14/01/2012 - 13:22

Apesar da juíza Lisbete Maria Teixeira Almeida Cézar Santos, da 7ª Vara da Fazenda Pública, ter concedido liminar à Premium Produções Criações Artísticas e Eventos Ltda que impede a ocupação da área onde está sendo montado o Camarote Salvador, na Praça de Ondina, centenas de manifestantes decidiram comparecer ao protesto marcado para este sábado (14), às 18h.A construção do Camarote Salvador no local desperta polêmica desde o ano passado, quando a Premium foi multada pela Superintendência do Patrimônio da União (SPU) em R$ 374 mil por ter montado a estrutura em área da União, embora tenha recebido autorização da Prefeitura de Salvador para tal.

Camarote está sendo montado em área da União

A Premium pertence aos empresários Luís Eduardo Magalhães Filho, Paulinho Góes e Luiz Mendes. Até 2010, a empresa montava o camarote na área externa do Salvador Praia Hotel. Um dos principais camarotes do Carnaval baiano, o empreendimento é considerado uma mina de ouro. A diária mais barata custa R$ 490,00 e a mais cara R$ 990,00. Para quem compra o pacote completo o custo é menor: o kit masculino para os seis dias de Carnaval sai por R$ 4.890,00 e o feminino por R$ 3.690,00.Organizada nas redes sociais, o movimento "Desocupa Salvador" é contrária à privatização de espaços públicos da cidade e promete fazer uma "manifestação pacífica e artística". Citada no processo como líder do grupo, a jornalista Nadja Vladi nega a liderança. "Defendo apenas a livre manifestação de pensamento, no sentido de que a praça deveria ser disponibilizada durante todo o ano à população", declara a jornalista em um post publicado em seu perfil no Facebook.Nadia anunciou que não comparecerá à manifestação:

"Em respeito a decisão judicial, informo-lhes que com objetivo de prevenir eventual responsabilidade por descumprimento da dita medida liminar, apesar de ter ciência de que não tenho qualquer legitimidade para figurar como liderança do movimento, não comparecerei à manifestação pacífica convocada".Em apoio à jornalista, formou-se no Facebook o grupo "Nadja não vai mas eu vou", que arregimenta o apoio da população ao movimento.No pedido da liminar a Premium alega risco de desordem e o temor de que os integrantes do"Desocupa Salvador" ocupem a área. A juíza autorizou o uso de força policial "para preservar a posse sobre a área e a integridade física dos que ali se encontram trabalhando e seus equipamentos".

( Essa nota não sai na grande imprensa pois envolve a toda poderosa familia de Luis Eduardo Magalhães Filho, neto do finado ACM inesquecível chefe político baiano )

Nenhum comentário:

Postar um comentário