domingo, 18 de março de 2012

Atenção: Eleição paulistana tem consequencias !

Eleições
municipais de São Paulo – Reflexos nacionais.

Vozes discordantes afirmam que se está dando muita publicidade e
conotação nacional as eleições municipais paulistanas e que na realidade, São
Paulo sendo ou não a principal cidade do país, não dispõe de poder politico tão
grande e tanta influencia para se destacar no cenário brasileiro quando sua
Câmara de Vereadores e sua Prefeitura é renovada, ao contrário daqueles que
afirmam que a posição politica da cidade, dada as condições econômicas e
culturais de capitanear o país lhe conferem tamanha importância.


Verdade seja dita: Não é de hoje. Desde que entendo das disputas
eleitorais, vi gente de expressão na Capital de São Paulo, tornar-se vereador,
prefeito, governador e presidente da republica. Fruto da dinâmica da grande
metrópole.



Assim se deu com Jânio Quadros, que se elegeu presidente da República
tendo começado sua trajetória na Vila Maria, como Vereador que representava
aquele distrito da periferia.


Semelhante a ele, postularam a presidência, porém sem êxito, também José
Serra, Geraldo Alkmin, Mário Covas, Paulo Maluf, e Adhemar de Barros, políticos
com grande expressão, que foram eleitos prefeitos e governadores do Estado.


No passado distante, Washington Luiz Pereira de Barros, presidente
deposto pelo caudilho ditador Vargas, já havia sido prefeito de São Paulo e, na
mesma trajetória, Rodrigues Alves chegou a eleger-se duas vezes presidente da
República.


A importância é tão grande, que o debate politico e o apoio para
presidência da República se dá na Capital paulista, assim tendo agido,
recentemente Marina Silva, candidata que veio da selva amazônica Acreana e
Collor, carioca das Alagoas, que se valeu do apoio da elite paulista para
concretizar seu projeto megalomaníaco.


Ao contrário, é sabido que, Leonel Brizolla gaúcho até no sotaque que o
acompanhou pela vida, nunca teve êxito no sonho de atingir a presidência, pelo estigma
dessa condição que, o alijava de boas relações em Sampa, não conseguindo apoio
do eleitorado paulista, face a herança deixada por Vargas na discriminação
latente que no exercício da ditadura dispôs contra o povo paulista. Brizolla
sempre foi, em São Paulo, o algoz da juventude que lutou em 1932 e assim, não
se deu bem nas tentativas de chegar ao palácio do Planalto.


E assim será. Seja da onde for o candidato, ele tem que estar de bem com
o povo de São Paulo, como o carioca FHC, o pernambucano Lula, a mineira Dilma e
tantos outros que ocuparam as dependências do Catete ou da Novacap.


Portanto, ganhar a prefeitura paulistana, é, sem sombra de dúvida, subir
alguns degraus para atingir o topo da escada que leva ao Palácio da Alvorada.

Quem ignora São Paulo se alija do futuro, pois é sabido e ressabido que
o paulista tem como lema e sempre faz cumprir: Non Duco, Ducor !

Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br

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