Acatando o pedido de liminar impetrado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), na
segunda-feira a Justiça de MG suspendeu a construção do mineroduto Minas-Rio, um
projeto de US$ 5 bi da multinacional Anglo American, que está sendo construído
em Conceição do Mato Dentro.
Principal
projeto mundial da Anglo American, o Minas-Rio está em fase de obras. A empresa
investe cerca de US$ 5 bilhões na implantação para atingir a capacidade de
produção de 26,5 milhões de toneladas anuais de minério de ferro e abastecer o
mercado externo a partir do segundo semestre de 2013. O Minas-Rio inclui uma
mina de minério de ferro e unidade de beneficiamento em Conceição do Mato Dentro
e Alvorada de Minas, em Minas Gerais; o maior mineroduto do mundo com 525 km de
extensão e que atravessa 32 municípios mineiros e fluminenses; e o terminal de
minério de ferro do Porto de Açu, no qual a Anglo American é parceira da LLX com
49% de participação, localizado em São João de Barra (RJ).
A decisão
da juíza Maria Jacira Ramos e Silva deixa o empresário Eike Batista em posição
bastante delicada diante do mercado, que ainda não se sabe como irá reagir
diante do embargo das obras do mineroduto, indispensável para o pleno sucesso do
Super Porto do Açu.
O
investimento da ordem de US$ 5 bilhões, com capacidade de produção inicial
projetada em 26,5 milhões de toneladas anuais de minério de ferro, é o maior
mineroduto do mundo,com 525 quilômetros de extensão.
Segundo a
decisão da juíza de Conceição do Mato Dentro, Maria Jacira Ramos e Silva, a
empresa deverá ter todas as intervenções no solo interrompidas sob pena, em caso
de descumprimento, de multa diária de R$ 300 mil, limitada a R$ 10 milhões. As
obras ficarão paralisadas até que o Instituto do Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional (Iphan) finalize prospecções arqueológicas e emita parecer
que aprove o reinício das intervenções sem prejuízo ao patrimônio histórico, já
que existe a confirmação de uma área com potencial arqueológico na região,
inclusive com reminiscências quilombolas, onde a prospecção arqueológica é
considerada essencial.
Em sua
decisão, a juíza Maria Ramos e Silva justificou o deferimento da liminar
alegando que a exploração de jazidas de minério de ferro no local sem os devidos
estudos e sem a autorização da autoridade competente, no caso o Iphan,
resultaria na destruição do patrimônio histórico e cultural da região e que
estes prejuízos seriam irreversíveis.
Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br
(As informações em primeira mão foram dadas pelo blog http://pedlowski.blogspot.com.br/)
( Colaboração de Renap - Rede Nacional de Advogados Populares )
Conselho Editorial (inspirado) Carlos H. Conny, presidente; M. Covas, Miguel S. Dias, W. Furlan, Edegar Tavares, Carlos Lira, Plínio Marcos, Lamarca, Pe. João XXX, Sérgio Sérvulo da Cunha, H. Libereck, Carlos Barbosa, W. Zaclis, Plínio de A. Sampaio, Mário de Andrade, H. Vailat, G. Russomanno, Tabelião Gorgone, Pedro de Toledo, Pe. Paulo Rezende, Tabelião Molina, Rita Lee, Izaurinha Garcia, Elza Soares, Beth Carvalho, Tarcila do Amaral, Magali Guariba, Maria do Fetal,
22 março 2012
Magistrada suspende farra de Eike Batista em Minas Gerais.
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