domingo, 11 de março de 2012

Butão, o paraíso existe !

Noticias do Reino do Butão – Interessante.

Em 1972, Bhutan, uma das nações materialmente mais pobres no mundo, viu
a ascensão de um novo líder, o rei Jime Singye Wanachuck. O novo rei, que hoje
tem 50 anos de idade, tinha observado que as nações-estados no “mundo em
desenvolvimento” estavam todas focalizadas no crescimento econômico e no
comércio, isto é, no Produto Interno Bruto (PIB). O rei de Buthan, analisando a
cultura única de seu país fundada nos valores espirituais budistas, decidiu
focalizar a prioridade da sua nação não no PIB, mas na FNI (Felicidade Nacional
Integral).

Embora ele não estivesse fazendo uma virtude da pobreza, a convicção do
rei era de que o propósito mais alto do governo é de promover a felicidade dos
cidadãos. Os quatro pilares da FNI são:
·
A promoção do desenvolvimento sócio- econômico eqüitativo e sustentável
·
A preservação e a promoção de valores culturais
·
A conservação do ambiente natural
·
O estabelecimento de um bom governo

Deveria ser óbvio para todos que a felicidade humana é criada por muitas
coisas que não são medidas facilmente em termos puramente econômicos. Nos
Estados Unidos os valores mais dominantes são o individualismo e o consumismo.
A frase que melhor captura esta realidade é: Nos Estados Unidos “ter é ser,” e
“ser é ter.” Esta não é uma receita de felicidade. As nações pobres que se
focalizam no crescimento econômico inevitavelmente ficarão decepcionadas quando
os líderes políticos tiverem que confrontar a disparidade econômica, os
distúrbios e os conflitos sociais.

Como escreve o professor de História da
Florida State University, Darrin McMahon, em virtualmente todas as línguas
indo-européias a palavra moderna para a felicidade é sinônimo da palavra sorte,
fortuna ou destino. “Happ” era a palavra do inglês médio para acaso e sorte. O
grego antigo tem uma frase que diz, “Não chame nenhum homem feliz até que ele
morra.”

Por isto, não há nenhuma surpresa que
um movimento para promover a felicidade de uma nação tivesse começado em um
país budista, não ocidental.

( trecho do trabalho de
Larry Hufford, traduzido por Eva Bueno – Blog Rea – UFM)

Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br

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