sexta-feira, 30 de março de 2012

CONFUSÃO NO RIO DE JANEIRO - Militares acuados no Club Militar !

Comemoração de militares termina em pancadaria
no Centro do Rio

O que era para ser uma simples comemoração pela passagem dos 48 anos
do golpe que culminou em 21 anos de ditadura no
Brasil, organizada por militares da
reserva, dia 29 de março,no Centro do Rio, foi marcada por uma grande confusão.


Cerca de 350 pessoas, entre eles representantes do PT, PCB, PCdoB,
Psol, PDT e outros movimentos sociais de esquerda, bloquearam a entrada
principal do Clube Militar, na esquina da Avenida Rio Branco com Rua Santa
Luzia, e tumulturam a chegada dos convidados para o evento.


O tempo todo gritavam palavras de ordem, chamando os militares de
torturadores, assassinos e covardes. Cada militar que chegava ao local era
cercado, xingado e só conseguia entrar no prédio sob escolta da PM.


Um dos
militares revidou ao xingamento, pegou o celular de um manifestante, que
reagiu. Houve empurra-empurra e o estudante de Ciências Sociais Antônio Canha,
de 20 anos, acabou sendo atingido por um tiro de descarga elétrica de uma pistola
Taser.


Os
manifestantes também derramaram um balde de tinta vermelha nas escadarias do
Clube Militar, representando o sangue derramado durante a ditadura, e atingiram
um segurança do local com ovos.


Nas ruas próximas, vários cartazes com frases como
"Ditadura não é revolução", "Onde estão nossos mortos e
desaparecidos do Araguaia?", além de fotografias de desaparecidos durante
os anos de chumbo. Parentes de desaparecidos compareceram ao protesto, como
Maria Cristina Capistrano, filha do David Capistrano, jornalista e ex-ativista
do PCB.

O policiamento do local foi feito pela tropa de choque da
PM, que cercou a entrada do Clube. Uma pessoa foi presa após se desentender com
um militar. A confusão começou com xingamentos e acabou em socos e pontapés e
com o manifestante sendo levado pela PM num camburão, o que provocou mais
revolta dos manifestantes. No momento em que o jovem foi colocado no camburão,
várias pessoas tentaram impedir que ele fosse levado, cercando o veículo.

A PM, então, usou de
spray de pimenta para dispersar a aglomeração. Os manifestantes fecharam a
Avenida Rio Branco por dez minutos e só liberaram o trânsito após os policiais
usarem bombas de efeito moral, cujos estilhaços feriram na barriga a
manifestante Miriam Caetano, de 33 anos.


Os militares, que ficaram o tempo todo acuados dentro do
prédio, foram saindo aos poucos do local. Uns pela porta dos fundos e outros,
escoltados pela PM até uma estação do metrô que fica em frente ao Clube ou até
conseguirem um táxi.

Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br

( Fonte; Renap – Rede Nacional de Advogados Populares )

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