quarta-feira, 21 de março de 2012

Itanhaém presta homenagem a José de Anchieta.

JOSÉ DE ANCHIETA -


Ele foi uma figura importante do período colonial do País. Nascido na Espanha
há exatos 478 anos, o Padre José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil, deixou um
legado que inclui o trabalho de catequese junto aos índios no Litoral Paulista e
a sua consequente beatificação em 1980 pelo Papa João Paulo II.

Itanhaém reverencia a memória do Padre Anchieta de diversas formas. Em vários
pontos da Cidade há monumentos em sua homenagem. Uma estátua na Praça Narciso de
Andrade, no Centro, mostra o religioso caminhando, exatamente como fazia em suas
peregrinações pelo Litoral Paulista. A obra foi esculpida pelo artista plástico
Luiz Morrone.

Há ainda a Cama de Anchieta, uma formação rochosa, onde segundo a lenda, o
religioso costumava descansar durante os trabalhos no Litoral. O acesso ao local
foi beneficiado com a implantação de uma passarela de madeira, construída com
recursos municipais e da cidade espanhola de Tenerife, terral natal do santo
padre.

Além disso, foram instalados os Painéis de Anchieta no alto do Morro do
Paranambuco. As obras estão nas paredes do reservatório de água da Sabesp, com
imagens que ilustram a passagem do religioso pela Cidade e pelo Litoral.

O Paço Municipal, sede do Governo Municipal, recebeu o seu nome. E um decreto
municipal consagrou o dia 9 de junho, data de seu falecimento, como feriado
municipal.

José de Anchieta nasceu na Ilha de Tenerife, uma das Ilhas Canárias dominadas
pela Espanha no final do século XV, a 19 de março de 1534, Dia de São José,
motivo que inspirou seu nome. Filho de uma próspera família, tendo por pais Juan
de Anchieta e Mência de Clavijo y Llarena, teve a oportunidade de estudar desde
a mais tenra idade, provavelmente com os dominicanos. Aos quatorze anos iniciou
seus estudos em Coimbra, no renomado Colégio de Artes.

Recebeu uma educação renascentista, principalmente filológica e literária.
Com 17 anos de idade ingressou na Companhia de Jesus, ordem fundada por
Inácio de Loyola em 1539 e aprovada em 1540, pelo papa Paulo III. No ano de
1553, no final de seu noviciado, fez seus primeiros votos como jesuíta.

Veio ao Brasil com a segunda leva de jesuítas, junto com a esquadra de Duarte
da Costa, segundo governador-geral do Brasil. Em 1554 participou da fundação do
colégio da Vila de São Paulo de Piratininga, núcleo da futura cidade que
receberia o nome de São Paulo, onde também foi professor. Exerceu o cargo de
provincial entre os anos de 1577 a 1587. Escreveu cartas, sermões, poesias, a
gramática da língua mais falada na costa brasileira (o tupi) e peças de teatro,
tendo sido o representante do Teatro Jesuítico no Brasil.

Sua obra pode ser considerada como a primeira manifestação literária em
terras brasileiras. Contribuiu, dessa maneira, para a formação do que viria a
ser a cultura brasileira. De toda a sua obra, destacam-se a Gramática da língua
mais falada na costa do Brasil, Poema da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de
Deus e Cartas de Anchieta. A coleção de Obras Completas do Padre José de
Anchieta é dividida sob três temáticas: poesia, prosa e obras sobre
Anchieta.

José de Anchieta faleceu na cidade de Reritiba (atual Anchieta) na Capitania
do Espírito Santo, em 9 de junho de 1597. Graças ao seu papel ativo no primeiro
século de colonização do Brasil, ganhou vários títulos, tais como: “Apóstolo do
Novo Mundo”, “fundador da cidade de São Paulo”, “curador de almas e corpos”,
“carismático”, “santo”, entre outros.

Itanhaém quer construir um santuário em homenagem ao Padre José de Anchieta
no Bairro Cibratel. O projeto do complexo turístico religioso foi apresentado no
início do ano para o Governo do Estado, que está analisando a viabilidade
econômica para concretizar a obra, orçada em torno de R$ 12 milhões.
O complexo projetado para o alto do Morro do Paranambuco, no Bairro Cibratel,
conta com um monumento em homenagem a José de Anchieta na fachada, uma capela
com capacidade para 400 pessoas, sendo 200 sentadas, além de uma central de
atendimento ao romeiro, com 20 lojas e cinco restaurantes.

A fachada da capela
contará com uma fonte de água e uma área de convivência em forma circular.
Para garantir o acesso ao alto do morro estão sendo analisadas duas
propostas: um teleférico ou uma esteira rolante, que facilitaria inclusive a
acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência ao local.

A capela em homenagem ao Apóstolo do Brasil terá inspirações jesuíticas, do
período colonial do Brasil. Segundo o arquiteto Marcio Lupion, autor do projeto,
a edificação é autosustentável no plano ambiental.

O projeto prevê cerca de 11 mil metros quadrados de área construída e tem
prazo de execução estimado em 18 meses.

Anote-se que no início da praia de Peruibe, no bairro do Cibratel, há outra homenagem, já que um retiro no mar, cercado naturalmente de pedras, é chamado de POÇO DE ANCHIETA.

Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br

( matéria feita pela prefeitura municipal de Conceição de Itanhaém )

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