quarta-feira, 21 de março de 2012

MAGISTRADOS ACUSADOS DE CRIME NO TOCANTINS

MAGISTRADOS DOS
TOCANTINS EM ESQUEMA CRIMINAL.

Investigação do Ministério Público
Federal no Tribunal de Justiça de Tocantins encontrou um esquema familiar de
venda de sentenças. O desembargador Amado Cilton Rosa e sua mulher, Liamar de
Fátima, foram denunciados por corrupção passiva e concussão por suposta venda
de decisões judiciais.

A investigação começou pelo Conselho
Nacional de Justiça (CNJ) a partir da denúncia de quem teria intermediado a
decisão negociada.

Conforme denúncia do MP obtida pelo
jornal O Estado de S. Paulo, o desembargador negociou uma liminar em favor de
Fábio Pisoni, acusado de matar um jovem de 21 anos e que estava com a prisão
preventiva decretada. A negociação foi intermediada, de acordo com o MP, por
Egon Just, que prestava consultoria para a empresa de Itelvino Pisoni, pai do
acusado.

Na terça-feira, o jornal revelou que
a investigação mostrou a existência de um amplo esquema de corrupção em
Tocantins, com cobranças de propinas, envolvendo 4 dos 12 desembargadores.

Para garantir que o desembargador
daria a sentença favorável, a mulher do magistrado teria dado um cheque em
branco assinado para Itelvino Pisoni, que serviria como prova de que a sentença
seria concedida. Amado Cilton Rosa, como estaria acertado, concedeu a liminar e
Fábio Pisoni, solto, fugiu e não foi mais encontrado pela polícia.

Mais uma vez a existência e a
presença do CNJ se faz necessário e mais uma vez o TJTO se mostra vulnerável a
corrupção. É preciso firmeza e punição exemplar, inclusive com penas de
privação da liberdade de todos os envolvidos e expropriação de bens e valores
em pecúnias advindos pelo crime.
Lamentável o procedimento.

Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br
( colaboração de racismo ambiental )

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