domingo, 9 de março de 2014

Pânico em Gurupi.( memória nº73 )


 

 

Memória nº73

A casa mal assombrada.(?)

 

Lourenço era professor de Direito das Coisas na Fafich, escola superior de Ciencias Jurídicas, pertencente a uma fundação municipal e presidente da OAB. Era muito conhecido e bem relacionado.
 
Lourença esposa quase que diariamente saia cedinho de casa para levar Lourenço Jr. no colégio e seguir para a Academia de Ginástica, enquanto Lourenço permanecia ainda dormindo, levantando por volta das 8 horas da manhã.
 
A casa tinha copa próximo ao quarto do casal e a cozinha era fora do prédio principal, junto ao alpendre que circundava em meia lua toda a construção. Na copa havia a mesa de refeição e a geladeira e o freezer entre outros móveis.
 
Praticamente todas as janelas da casa permaneciam abertas dia e noite seguidamente dada a temperatura elevada e todas eram gradeadas por segurança.
 
Certa manhã, a casa vazia, Lourenço dormindo, acorda com um barulho intenso de prato e vidro quebrando. Corre até a copa, ou seja, abre a porta do quarto e nada. Apenas a porta da geladeira aberta e alguns mantimentos estilhaçados no chão. Sujeira geral.
 
Dia seguinte a mesma coisa. No outro idem... Enfim, para encurtar a história, Lourenço pediu a um policial seu aluno que ficasse de campana nas imediações e Lourença esposa chegou a pensar em benzer a casa.
 
Tudo se repetia. Barulho, sujeira, copos quebrados. Garrafas estilhaçadas, geleias nas paredes... bagunça e sujeira total, sem que houvesse ninguém em casa.
 
Não havia pista do que poderia ser. Nem as marquinhas de um mini dedinho levava a saber o que se tratava, pois eram menores que de uma criança de berço. Permaneciam intrigados. Ademais não eram perceptíveis com plena segurança tratarem-se de dedos.
 
(...)
 
Naquela semana antes da reunião do Lions Clube de Gurupi, por alguma razão um dos sócios comentou a respeito de uma amiga que residia nas proximidades de Lourenço, que cria um macaquinho que diariamente foge pela manhã.
 
- Ela se preocupa pois a vizinhança já reclamou que ele invade as cozinhas, quebra louças, potes de sucos...
 
(...)
 
A partir daquela noite a paz voltou a reinar. Fecharam as janelas e o macaquinho não mais assustou ninguém.

 

 

Roberto J. Pugliese
Presidente da Comissão de Direito Notarial
e Registros Públicos –OAB-Sc
Sócio do Instituto dos Advogados  de Santa Catarina

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