sábado, 14 de dezembro de 2013

Futebol carioca: Picaretagem e decadencia.


Futebol carioca segue para autodestruição.

 

Os clubes de futebol do Estado do Rio de Janeiro vivem o drama que de resto, todo o Estado em todos os segmentos da sociedade fluminense, vivem que é a inevitável  decadência.

 

O Rio de Janeiro é socialmente decadente. Economicamente  deficitário e vive a farsa de sobreviver às custas de favores da União desde que o Rio é Rio.

 

O Rio de Janeiro caminha à passos largos para a própria destruição. Se não fossem as empresas públicas e fundações federais que deveriam estar instaladas em Brasília, sede do Distrito Federal; se não fossem as repartições públicas federais que se encontram notadamente na Cidade Maravilhosa, e principalmente se não fosse a sede das Organizações Globo naquele Estado, o Rio, já estaria num patamar de subdesenvolvimento humano igualado a regiões do norte mineiro e do agreste nordestino.

 

Não adianta encobrir ou fingir que é exagero ou mera crítica. É a triste realidade que aflora.

 

É fato.

 

O Rio sempre viveu à custa e financiamento dos outros Estados. Antes, a Colônia Portuguesa; depois o Reino Unido, posteriormente a República até que JK inaugurou Brasília, o Rio, a Guanabara, o Distrito Federal, nunca teve postura própria para se manter às próprias custas.

 

Aliás, o Rio de Janeiro tem todas as características para ser desmembrado em três e não um único, pois culturalmente, o norte fluminense é bem diferente do que a serra e o sul e a Cidade Maravilhosa, com o seu esplendor que a natureza a brindou, se distingue radicalmente do restante do Estado.

 

A diferença é tão acentuada que o carioca se refere ao povo do interior, como pessoal do Estado do Rio, numa alusão a distinção entre o carioca e o fluminense.

 

E o seu futebol como consequência também está caminhando para a triste realidade. Se outrora, quando Distrito Federal, através da massificante publicidade os clubes da região metropolitana, se destacavam, agora só sobrevivem, com torcidas espalhadas por todo o país, pelas publicidades diretas e indiretas através das inúmeras mídias e da imprensa promovida pelas Organizações Globo.

 

E a Globo que segue decadente, aos poucos vem perdendo fôlego em difundir os poucos clubes do Rio que ainda se destacam, mudando o foco dessas lentes, para outros, de outros lugares.

 

E não poderia ser diferente: No Estado do Rio de Janeiro não há se quer estádios condizentes com a falsa impressão da grandeza daquele futebol jogado por lá. Não há organização e patrocínio das empresas privadas e assim, não há estrutura, faltando até estradas e aeroportos para que se tenha clubes do interior do Estado participando dos principais campeonatos do país ou internacionais.
 
Uma prova do que se afirma é o número inexpressivo de títulos mundiais obtidos pelo futebol carioca: Campeão mundial apenas o Flamengo conseguiu o feito uma única vez. E faz tempo. No entanto, o Rio Grande do Sul, já teve dois títulos mundiais e São Paulo, seis vezes teve seus clubes campeões, considerados os melhores do mundo. E não faz tanto tempo.

 

É preciso lembrar que o futebol carioca tem além do que foi escrito acima, a sede da CBF que, de um ou outro modo, acaba sempre influenciando decisões de cartolas e do TSJD. É preciso refletir sobre isso. O futebol carioca é o espelho do que é o Estado quase falido.

 

Ninguém duvida que a zona sul da cidade do Rio de Janeiro é realmente muito bonita. Tem a plástica natural impar. Mas essa beleza, singela a zona sul, não justifica tanta publicidade em favor da cidade, violenta e já por demais empobrecidas e em favor do Estado que mendiga ajuda federal até para pagar a folha de seus burocratas.

 

Agora, com os dois clubes tradicionais Fluminense e Vasco da Gama rebaixados para a 2ª. Divisão do campeonato brasileiro, o primeiro quer retornar à 1ª. Divisão valendo-se de regras e denúncia no Tribunal de Justiça Desportiva.  Com a procedência do pedido, quem será rebaixada será a Portuguesa Desporto, clube também tradicional, mas cujo prestigio é mínimo.

 

Por oportuno o Expresso Vida mais uma vez clama para que a sede da CBF e do Tribunal seja transferido para Brasília, para que isento realmente, deixe de sofrer influencia de clubes e da federação carioca. Ou, mude-se para São Paulo, onde se pratica, de longe, o melhor e mais organizado futebol do Brasil.

O Expresso Vida conclui, lembrando que você pode enganar muita gente por muito tempo, mas não engana sempre todo mundo.

 

Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br
presidente da Comissão de Direito Notarial e Registros Públicos –OAB-Sc
Membro da Academia Eldoradense de Letras
Membro da Academia Itanhaense de Letras
Titular da Cadeira nº 35 – Academia São José de Letras
Autor de Terrenos de Marinha e seus Acrescidos, Letras Jurídicas
Autor de Direitos das Coisas, Leud
Sócio do Instituto dos Advogados  de Santa Catarina

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