terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O porto que o Piauí deseja.


 

LUÍS CORREIA, O PORTO DO PIAUÍ -


Há mais de século que o Estado do Piauí tenta construir no seu litoral um porto. Para tanto, ainda durante o império negociou com a Provincia do Ceará a aquisição de área territorial onde hoje se assenta a sede municipal da cidade de Luís Correia.


 

No entanto, passados tantos e tantos anos, tantos e tantos governos da Província, do Estado, Imperial e Federal, o porto ainda não foi construído e o Estado e seu povo aguardam a conclusão das obras.

 

Agora com as obras em andamento ficou acertado que o porto, quando concluído será apenas para cabotagem, servindo de entreposto para os portos de Suape, Pecen e Itaqui.

 

O Ministério do Planejamento assim informou ao governo do Estado. Os protestos foram generalizados, já que Parnaíba está apenas 6 horas de vôo para Europa.

 

A Federação do Comercio, através de seu presidente Valdeci Cavalcante, assevera que o governo federal é insensível as necessidades do Estado.

 

Enfim, ao longo dos anos, percebe-se que determinadas obras são encantadas. Obras patrocinadas pelo governo federal. Se no Piauí o porto não é concluído há séculos, em São Paulo a rodovia Regis Bittencourt, BR 116, rodovia da Morte como é conhecida, há mais de 40 anos aguarda a conclusão de sua duplicação entre a capital paulista e a paranaense, sendo certo que somente em 28 de Dezembro de 2012 o IBAMA autorizou fossem  iniciadas as obras na serra do Cafezal.

 

São inúmeras as razões que as obras não saem do papel, dos planos e dos projetos, mas a maior delas, é a centralização excessiva de poderes e a concentração tributária nas mãos da União. Infelizmente essa é a triste realidade brasileira de ontem e hoje.

 

Vamos aguardar esses e outros desfechos.

 

Roberto J. Pugliese
www.pugliesegomes.com.br
Autor de Direito das Coisas, Leud

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